Aeronave foi utilizada em caravana por ao menos nove Estados e o DF em busca de virada de Bolsonaro sobre Lula. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para fazer campanha para o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. O pastor Gilberto Batista, ligado à igreja Lagoinha, integrou a comitiva.
O jato – com capacidade para 11 pessoas – foi utilizado durante o ato “Juventude pelo Brasil”, que percorreu ao menos nove estados e o Distrito Federal.
Nikolas chegou a posar para uma foto em frente à aeronave. O registro foi compartilhado nas redes sociais. O deputado aparece ao lado de Mariel Batista, esposa do pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, e da influenciadora Jey Reis.
Em nota, o deputado admitiu o uso da aeronave, afirmou que à época não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário e minimizou a situação.
“Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, ressaltou.
De acordo com a página do Juventude pelo Brasil nas redes sociais, o movimento foi criado por Nikolas e Batista. O objetivo era conquistar votos ausentes no primeiro turno e converter eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o hoje ex-presidente Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.
Os atos passaram por capitais do Nordeste, como Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Fortaleza (CE). Nas capitais visitadas, Bolsonaro venceu apenas em Maceió, mas encostou em Lula em João Pessoa.
Governistas usaram o caso para rebater as críticas que têm recebido da direita. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais para ironizar o parlamentar do PL.
“Esse pessoal ainda tem o cinismo de querer jogar no colo dos outros esse escândalo financeiro”, escreveu.
Após a repercussão, Nikolas também foi às redes. Disse que a esquerda tenta criar uma narrativa para desviar o foco do governo e do STF sobre o Caso Master.
— Leia a íntegra da nota de Nikolas Ferreira:
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.” (Com informações da CNN Brasil)
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Deputado federal Nikolas Ferreira usou jatinho do dono do Banco Master em campanha por Bolsonaro em 2022
Aeronave foi utilizada em caravana por ao menos nove Estados e o DF em busca de virada de Bolsonaro sobre Lula. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para fazer campanha para o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. O pastor Gilberto Batista, ligado à igreja Lagoinha, integrou a comitiva.
O jato – com capacidade para 11 pessoas – foi utilizado durante o ato “Juventude pelo Brasil”, que percorreu ao menos nove estados e o Distrito Federal.
Nikolas chegou a posar para uma foto em frente à aeronave. O registro foi compartilhado nas redes sociais. O deputado aparece ao lado de Mariel Batista, esposa do pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, e da influenciadora Jey Reis.
Em nota, o deputado admitiu o uso da aeronave, afirmou que à época não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário e minimizou a situação.
“Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, ressaltou.
De acordo com a página do Juventude pelo Brasil nas redes sociais, o movimento foi criado por Nikolas e Batista. O objetivo era conquistar votos ausentes no primeiro turno e converter eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o hoje ex-presidente Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.
Os atos passaram por capitais do Nordeste, como Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Fortaleza (CE). Nas capitais visitadas, Bolsonaro venceu apenas em Maceió, mas encostou em Lula em João Pessoa.
Governistas usaram o caso para rebater as críticas que têm recebido da direita. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais para ironizar o parlamentar do PL.
“Esse pessoal ainda tem o cinismo de querer jogar no colo dos outros esse escândalo financeiro”, escreveu.
Após a repercussão, Nikolas também foi às redes. Disse que a esquerda tenta criar uma narrativa para desviar o foco do governo e do STF sobre o Caso Master.
— Leia a íntegra da nota de Nikolas Ferreira:
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.” (Com informações da CNN Brasil)
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