“Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”, disse Nikolas nas redes sociais. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que paute o pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre em meio às discussões sobre os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e supostos vínculos do magistrado com investigados.
Na última quarta-feira (11), a Polícia Federal (PF) solicitou a suspeição de Toffoli ao presidente do STF, Edson Fachin, após a identificação de menções ao nome do ministro em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, apontado como figura central das apurações. Toffoli nega amizade com Vorcaro e afirma que realizou a venda de cotas sociais de um resort a um fundo de investimentos administrado por ele, sustentando que não há relação pessoal que comprometa sua atuação.
Em publicação nas redes sociais, Nikolas Ferreira criticou a condução do tema no Senado. “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”, escreveu o parlamentar. Ele integra um grupo de deputados alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro que defendem a abertura de processo contra ministros do STF e articulam estratégias políticas com esse objetivo.
Parlamentares desse grupo têm declarado a intenção de ampliar sua representação no Senado nas eleições deste ano, quando dois terços das cadeiras da Casa estarão em disputa. A avaliação é de que uma eventual maioria poderia facilitar a inclusão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo na pauta de votações.
Embora o impeachment de ministros do STF esteja previsto na legislação brasileira para apuração de crime de responsabilidade, o procedimento tem natureza político-jurídica e depende de quóruns qualificados para avançar. Até o momento, nenhum dos diversos pedidos apresentados contra integrantes da Corte ultrapassou as fases iniciais de análise na Presidência do Senado.
Entre os atuais ministros do STF, o que concentra o maior número de pedidos de impeachment é Alexandre de Moraes, com 43 requerimentos. Toffoli, até o fim de 2025, acumulava seis solicitações. Ao todo, há 81 pedidos de impeachment aguardando deliberação na mesa do presidente do Senado.
Na noite de quarta, a Polícia Federal encaminhou diretamente a Fachin o pedido de suspeição de Toffoli e seu consequente afastamento da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, com base nas menções encontradas no aparelho celular de Vorcaro. Em manifestação inicial, o ministro classificou o pedido como “ilação” e, posteriormente, apresentou resposta formal ao presidente da Corte, reiterando que não mantém vínculos pessoais com o empresário.
Toffoli é sócio da empresa Maridt Participações, administrada por seus irmãos. A companhia detinha participação no resort Tayayá e, segundo informações divulgadas, vendeu suas cotas a outro fundo de investimentos, gerido pelo cunhado de Vorcaro. O ministro deixou a relatoria do caso na noite dessa quinta-feira (12). (Com informações do portal da revista Veja)
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Deputado federal Nikolas Ferreira critica o presidente do Senado por não pautar impeachment do ministro Dias Toffoli
“Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”, disse Nikolas nas redes sociais. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que paute o pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre em meio às discussões sobre os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e supostos vínculos do magistrado com investigados.
Na última quarta-feira (11), a Polícia Federal (PF) solicitou a suspeição de Toffoli ao presidente do STF, Edson Fachin, após a identificação de menções ao nome do ministro em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, apontado como figura central das apurações. Toffoli nega amizade com Vorcaro e afirma que realizou a venda de cotas sociais de um resort a um fundo de investimentos administrado por ele, sustentando que não há relação pessoal que comprometa sua atuação.
Em publicação nas redes sociais, Nikolas Ferreira criticou a condução do tema no Senado. “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”, escreveu o parlamentar. Ele integra um grupo de deputados alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro que defendem a abertura de processo contra ministros do STF e articulam estratégias políticas com esse objetivo.
Parlamentares desse grupo têm declarado a intenção de ampliar sua representação no Senado nas eleições deste ano, quando dois terços das cadeiras da Casa estarão em disputa. A avaliação é de que uma eventual maioria poderia facilitar a inclusão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo na pauta de votações.
Embora o impeachment de ministros do STF esteja previsto na legislação brasileira para apuração de crime de responsabilidade, o procedimento tem natureza político-jurídica e depende de quóruns qualificados para avançar. Até o momento, nenhum dos diversos pedidos apresentados contra integrantes da Corte ultrapassou as fases iniciais de análise na Presidência do Senado.
Entre os atuais ministros do STF, o que concentra o maior número de pedidos de impeachment é Alexandre de Moraes, com 43 requerimentos. Toffoli, até o fim de 2025, acumulava seis solicitações. Ao todo, há 81 pedidos de impeachment aguardando deliberação na mesa do presidente do Senado.
Na noite de quarta, a Polícia Federal encaminhou diretamente a Fachin o pedido de suspeição de Toffoli e seu consequente afastamento da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, com base nas menções encontradas no aparelho celular de Vorcaro. Em manifestação inicial, o ministro classificou o pedido como “ilação” e, posteriormente, apresentou resposta formal ao presidente da Corte, reiterando que não mantém vínculos pessoais com o empresário.
Toffoli é sócio da empresa Maridt Participações, administrada por seus irmãos. A companhia detinha participação no resort Tayayá e, segundo informações divulgadas, vendeu suas cotas a outro fundo de investimentos, gerido pelo cunhado de Vorcaro. O ministro deixou a relatoria do caso na noite dessa quinta-feira (12). (Com informações do portal da revista Veja)
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