Funcionários do BC atuavam como consultores de Vorcaro e davam orientações estratégicas em processos que envolviam o Master. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Os indícios de crimes reunidos pela Polícia Federal (PF) contra dois servidores do Banco Central (BC), na terceira fase Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (4), fará com que um novo ator entre na ampla investigação do caso Master: a Controladoria-Geral da União (CGU).
A CGU, órgão do governo federal responsável pela defesa do patrimônio público, pela transparência e pelo combate à corrupção, já atua em conjunto com o BC, e esse trabalho integrado é que definirá, a partir de agora, que tipo de processo administrativo será feito, tendo como alvos Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-integrante do Departamento de Supervisão Bancária.
Segundo a investigação da Polícia Federal, ambos atuavam como consultores privados de Vorcaro, dando orientações ao banqueiro em processos que envolviam o Master e vazando informações de interesse do empresário. Em troca, recebiam propina.
A dupla já havia sido afastada pelo Banco Central após uma sindicância interna para apurar a conduta deles na supervisão do Master, que foi liquidado em 2025 devido a problemas de liquidez e sob suspeitas de fraudes.
Agora, após pedido da PF, o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas contra ambos, muito mais gravosas. Isso inclui o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de passaporte no prazo de 24 horas.
A defesa dos servidores do BC não foi localizada. Assim que isto acontecer, esta reportagem será atualizada.
Orientações estratégicas
Na decisão que determinou, entre outras medidas, a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça destacou:
“As investigações também apontam que Daniel Bueno Vorcaro manteve interlocução direta e frequente com servidores do Banco Central do Brasil responsáveis pela supervisão bancária, discutindo temas relacionados à situação regulatória da instituição financeira e encaminhando documentos e minutas destinados à autarquia supervisora para análise prévia”.
Prisão federal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça aceitou nessa quinta-feira (5) o pedido da PF e determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília.
A PF havia solicitado a imediata transferência de Vorcaro afirmando que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”.
Mendonça cita que, no pedido, a PF havia destacado “o risco à segurança pública em decorrência da permanência de Daniel Bueno Vorcaro em presídio estadual no Estado de São Paulo deriva da análise dos elementos informativos coligidos ao longo da investigação, que indicam que o referido investigado detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado.”
Vorcaro chegou nessa quinta à Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, onde cumpriria inicialmente um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia. (Com informações do portal de notícias G1)
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Controladoria-Geral da União vai apurar conduta de servidores do Banco Central afastados por ligação com o dono do Master
Funcionários do BC atuavam como consultores de Vorcaro e davam orientações estratégicas em processos que envolviam o Master. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Os indícios de crimes reunidos pela Polícia Federal (PF) contra dois servidores do Banco Central (BC), na terceira fase Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (4), fará com que um novo ator entre na ampla investigação do caso Master: a Controladoria-Geral da União (CGU).
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Segundo a investigação da Polícia Federal, ambos atuavam como consultores privados de Vorcaro, dando orientações ao banqueiro em processos que envolviam o Master e vazando informações de interesse do empresário. Em troca, recebiam propina.
A dupla já havia sido afastada pelo Banco Central após uma sindicância interna para apurar a conduta deles na supervisão do Master, que foi liquidado em 2025 devido a problemas de liquidez e sob suspeitas de fraudes.
Agora, após pedido da PF, o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas contra ambos, muito mais gravosas. Isso inclui o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de passaporte no prazo de 24 horas.
A defesa dos servidores do BC não foi localizada. Assim que isto acontecer, esta reportagem será atualizada.
Orientações estratégicas
Na decisão que determinou, entre outras medidas, a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça destacou:
“As investigações também apontam que Daniel Bueno Vorcaro manteve interlocução direta e frequente com servidores do Banco Central do Brasil responsáveis pela supervisão bancária, discutindo temas relacionados à situação regulatória da instituição financeira e encaminhando documentos e minutas destinados à autarquia supervisora para análise prévia”.
Prisão federal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça aceitou nessa quinta-feira (5) o pedido da PF e determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília.
A PF havia solicitado a imediata transferência de Vorcaro afirmando que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”.
Mendonça cita que, no pedido, a PF havia destacado “o risco à segurança pública em decorrência da permanência de Daniel Bueno Vorcaro em presídio estadual no Estado de São Paulo deriva da análise dos elementos informativos coligidos ao longo da investigação, que indicam que o referido investigado detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado.”
Vorcaro chegou nessa quinta à Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, onde cumpriria inicialmente um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia. (Com informações do portal de notícias G1)
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