Ministro anunciou aposentadoria do tribunal e admitiu que saída já estava sendo cogitada havia dois anos. (Foto: Antonio Augusto/STF)
Antes de anunciar sua aposentadoria como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso já havia anunciado a intenção de fazer um “retiro espiritual” para refletir sobre seu futuro. Enquanto sua saída ainda era especulada, ele dizia a interlocutores que não tinha planos de assumir outro cargo, com uma embaixada, por exemplo.
Entre os planos para o futuro, o ministro havia revelado a alguns interlocutores que está escrevendo um livro de memórias que contaria suas impressões sobre a vida após anos como espectador da cena política do país, além de se dedicar aos estudos. A ligação com instituições acadêmicas internacionais, como Harvard e Yale, segue ativa, embora tenha sido afetada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do STF, como a suspensão de vistos.
Barroso também demonstrava incômodo com os impactos pessoais da exposição pública, especialmente sobre seus filhos e familiares. Ele chegou a repetir algumas vezes o desejo de preservar sua privacidade e buscar novos espaços de atuação que não envolvam o desgaste da polarização política.
“Hoje em dia, eu não posso sair na rua sem três seguranças. Essa foi a transformação. Esse é o custo pessoal de um país em que alguma coisa aconteceu, que gerou muito ódio e muita raiva nas pessoas”, afirmou em entrevista à GloboNews, às vésperas de sua saída da presidência do Supremo, que ocorreu no último dia 29.
Também esteve à frente de ações que discutiram o porte de maconha para uso pessoal e foi o responsável por acompanhar as execuções da ação penal que puniu os envolvidos no mensalão. Como presidente do STF, coordenou o tribunal durante o julgamento que levou à condenação de envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Natural de Vassouras, no Rio de Janeiro, Barroso completou 12 anos no STF em junho deste ano, após assumir a vaga do ministro Ayres Britto. Ao longo desse período, Barroso assumiu a relatoria de julgamentos de destaque como o piso nacional da enfermagem, Fundo do Clima, candidaturas avulsas, sem filiação partidária, proteção aos povos indígenas contra a invasão de suas terras e contra despejos e desocupações de pessoas durante a pandemia de covid, além das execuções penais dos condenados no mensalão.
Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde é professor titular de Direito Constitucional, Barroso tem mestrado na Universidade de Yale (EUA), doutorado na Uerj e pós-doutorado na Universidade de Harvard (EUA).
“Ao longo desse período enfrentei e superei com discrição dificuldades e perdas pessoais. Nada disso me afastou da missão que havia assumido perante o país e minha consciência de dar o melhor de mim na prestação da Justiça. Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos. Mas não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais dessa vida”, afirmou, emocionado, o ministro no discurso de anúncio da aposentadoria nessa quinta-feira (9). (Com informações do jornal O Globo)
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Ministro anunciou aposentadoria do tribunal e admitiu que saída já estava sendo cogitada havia dois anos. (Foto: Antonio Augusto/STF)
Antes de anunciar sua aposentadoria como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso já havia anunciado a intenção de fazer um “retiro espiritual” para refletir sobre seu futuro. Enquanto sua saída ainda era especulada, ele dizia a interlocutores que não tinha planos de assumir outro cargo, com uma embaixada, por exemplo.
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“Hoje em dia, eu não posso sair na rua sem três seguranças. Essa foi a transformação. Esse é o custo pessoal de um país em que alguma coisa aconteceu, que gerou muito ódio e muita raiva nas pessoas”, afirmou em entrevista à GloboNews, às vésperas de sua saída da presidência do Supremo, que ocorreu no último dia 29.
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Natural de Vassouras, no Rio de Janeiro, Barroso completou 12 anos no STF em junho deste ano, após assumir a vaga do ministro Ayres Britto. Ao longo desse período, Barroso assumiu a relatoria de julgamentos de destaque como o piso nacional da enfermagem, Fundo do Clima, candidaturas avulsas, sem filiação partidária, proteção aos povos indígenas contra a invasão de suas terras e contra despejos e desocupações de pessoas durante a pandemia de covid, além das execuções penais dos condenados no mensalão.
Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde é professor titular de Direito Constitucional, Barroso tem mestrado na Universidade de Yale (EUA), doutorado na Uerj e pós-doutorado na Universidade de Harvard (EUA).
“Ao longo desse período enfrentei e superei com discrição dificuldades e perdas pessoais. Nada disso me afastou da missão que havia assumido perante o país e minha consciência de dar o melhor de mim na prestação da Justiça. Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos. Mas não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais dessa vida”, afirmou, emocionado, o ministro no discurso de anúncio da aposentadoria nessa quinta-feira (9). (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/conheca-os-planos-do-ministro-do-supremo-luis-roberto-barroso-para-o-seu-futuro-longe-do-tribunal/
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2025-10-09
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