Companhias aéreas e representantes do setor têm criado e aderido a ferramentas que auxiliam no monitoramento de turbulências. (Foto: Reprodução)
Companhias aéreas e representantes do setor têm criado e aderido a ferramentas que auxiliam no monitoramento de turbulências. Por meio dessas tecnologias, as operadoras podem estudar alternativas, como desvio de rota, para áreas de instabilidade.
A Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos, na sigla em inglês) relata crescimento no número de companhias aéreas que aderiram à plataforma Turbulence Aware, lançada pela entidade em 2018. A ferramenta reúne dados de turbulências em tempo real fornecidos pelas aeronaves operadas pelas empresas.
A partir dessas informações, o software consegue gerar relatórios que incluem horário, altitude, posição da aeronave, além de dados de vento e temperatura. Os dados são anonimizados e compartilhados com as participantes do programa.
De acordo com a Iata, no primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas participantes do Turbulence Aware geraram 24,8 milhões de relatórios de turbulência, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por enquanto, a plataforma não é usada por companhias aéreas brasileiras.
Stuart Fox, diretor de voo e operações técnicas da Iata, afirma que, antes de a plataforma ser lançada, algumas companhias já recolhiam dados sobre turbulências provenientes dos sensores dos aviões. “Mas é inútil se não tiver as métricas de outras aeronaves”, diz.
“Antes disso (do Turbulence Aware), é claro que havia relatórios de pilotos. Os pilotos diziam coisas como ‘turbulências severas’, ‘moderadas’ etc. para o controle de tráfego. Mas isso é subjetivo”, explica.
Fox diz que, com a expectativa de adesão de novos clientes, a entidade pretende aumentar o alcance da tecnologia e recolher mais dados de continentes como América do Sul e África.
No Brasil, a Azul estuda implementar uma tecnologia que monitora a vibração de tablets usados a bordo pelos pilotos para acessar cartas e documentação de voo e manuais, segundo Daniel Tkacz, vice-presidente de Operações da companhia. Conforme a vibração, a empresa aérea vai registrar onde há mais ou menos turbulência e alimentar o sistema com informações, explica.
“Assim, o pessoal que desenha as rotas e acompanha os voos no nosso centro de controle aeroportuário poderá sugerir um desvio para o piloto. Ou mesmo o piloto a bordo com esse tablet, ao receber essa informação, já efetuar algum desvio e melhorar o conforto do cliente”, diz.
A Gol afirma em nota que adota um sistema de monitoramento de dados de voo que mede em tempo real a variação vertical das aeronaves. Segundo a empresa, isso permite mapear áreas mais sujeitas a turbulências e ajustar rotas junto ao time de despacho.
Por sua vez, a Latam disse que segue testando e avaliando todas as oportunidades para adoção de novas tecnologias.
“No momento do planejamento, o DOV (Despachante Operacional de Voo) conta com um sistema de predição que fornece aos pilotos informações sobre possíveis regiões de turbulência. Já durante o voo, os pilotos utilizam uma aplicação adicional embarcada para fornecer informações mais atualizadas sobre o status de regiões com turbulências”, escreveu a empresa.
Adalberto Febeliano, ex-diretor de Relações Institucionais da Azul e especialista em aviação civil, diz que as mudanças climáticas tornarão as turbulências cada vez mais severas.
“Se você pegar uma caneca de vidro, encher de água e pôr no fogo baixo, vai ver que a água se mexe menos. Se pôr no fogo alto, se mexe mais. É exatamente isso que acontece com a atmosfera. Quando você aumenta a temperatura da atmosfera, ela fica mais turbulenta”, explica Febeliano.
Ele diz que os radares das aeronaves não conseguem identificar todas as turbulências. No entanto, explica que, apesar do desconforto para os passageiros, esse fenômeno não oferece risco aos voos – ou seja, o impacto causado exclusivamente por uma turbulência não é suficiente para derrubar um avião. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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Companhias aéreas apostam em tecnologias para evitar turbulências
Companhias aéreas e representantes do setor têm criado e aderido a ferramentas que auxiliam no monitoramento de turbulências. (Foto: Reprodução)
Companhias aéreas e representantes do setor têm criado e aderido a ferramentas que auxiliam no monitoramento de turbulências. Por meio dessas tecnologias, as operadoras podem estudar alternativas, como desvio de rota, para áreas de instabilidade.
A Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos, na sigla em inglês) relata crescimento no número de companhias aéreas que aderiram à plataforma Turbulence Aware, lançada pela entidade em 2018. A ferramenta reúne dados de turbulências em tempo real fornecidos pelas aeronaves operadas pelas empresas.
A partir dessas informações, o software consegue gerar relatórios que incluem horário, altitude, posição da aeronave, além de dados de vento e temperatura. Os dados são anonimizados e compartilhados com as participantes do programa.
De acordo com a Iata, no primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas participantes do Turbulence Aware geraram 24,8 milhões de relatórios de turbulência, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por enquanto, a plataforma não é usada por companhias aéreas brasileiras.
Stuart Fox, diretor de voo e operações técnicas da Iata, afirma que, antes de a plataforma ser lançada, algumas companhias já recolhiam dados sobre turbulências provenientes dos sensores dos aviões. “Mas é inútil se não tiver as métricas de outras aeronaves”, diz.
“Antes disso (do Turbulence Aware), é claro que havia relatórios de pilotos. Os pilotos diziam coisas como ‘turbulências severas’, ‘moderadas’ etc. para o controle de tráfego. Mas isso é subjetivo”, explica.
Fox diz que, com a expectativa de adesão de novos clientes, a entidade pretende aumentar o alcance da tecnologia e recolher mais dados de continentes como América do Sul e África.
No Brasil, a Azul estuda implementar uma tecnologia que monitora a vibração de tablets usados a bordo pelos pilotos para acessar cartas e documentação de voo e manuais, segundo Daniel Tkacz, vice-presidente de Operações da companhia. Conforme a vibração, a empresa aérea vai registrar onde há mais ou menos turbulência e alimentar o sistema com informações, explica.
“Assim, o pessoal que desenha as rotas e acompanha os voos no nosso centro de controle aeroportuário poderá sugerir um desvio para o piloto. Ou mesmo o piloto a bordo com esse tablet, ao receber essa informação, já efetuar algum desvio e melhorar o conforto do cliente”, diz.
A Gol afirma em nota que adota um sistema de monitoramento de dados de voo que mede em tempo real a variação vertical das aeronaves. Segundo a empresa, isso permite mapear áreas mais sujeitas a turbulências e ajustar rotas junto ao time de despacho.
Por sua vez, a Latam disse que segue testando e avaliando todas as oportunidades para adoção de novas tecnologias.
“No momento do planejamento, o DOV (Despachante Operacional de Voo) conta com um sistema de predição que fornece aos pilotos informações sobre possíveis regiões de turbulência. Já durante o voo, os pilotos utilizam uma aplicação adicional embarcada para fornecer informações mais atualizadas sobre o status de regiões com turbulências”, escreveu a empresa.
Adalberto Febeliano, ex-diretor de Relações Institucionais da Azul e especialista em aviação civil, diz que as mudanças climáticas tornarão as turbulências cada vez mais severas.
“Se você pegar uma caneca de vidro, encher de água e pôr no fogo baixo, vai ver que a água se mexe menos. Se pôr no fogo alto, se mexe mais. É exatamente isso que acontece com a atmosfera. Quando você aumenta a temperatura da atmosfera, ela fica mais turbulenta”, explica Febeliano.
Ele diz que os radares das aeronaves não conseguem identificar todas as turbulências. No entanto, explica que, apesar do desconforto para os passageiros, esse fenômeno não oferece risco aos voos – ou seja, o impacto causado exclusivamente por uma turbulência não é suficiente para derrubar um avião. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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