Declaração foi feita durante evento do PSDB em São Paulo. (Foto: Carla Fiamini/Divulgação)
Durante evento em São Paulo nesse fim de semana, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) declarou que decidirá até meados de maio sobre candidatura à Presidência da República ou ao governo do Ceará nas eleições deste ano. Essa foi sua primeira agenda pública desde que recebeu do mineiro Aécio Neves (presidente do partido) po convite ara encabeçar chapa presidencial.
Ele relatou “cansaço” com a política nacional e disse que só considera a possibilidade diante da gravidade do cenário econômico e institucional do País:
“Eu quis muito a Presidência, mas não consegui. E na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que negou a mim o próprio direito de participar, uma coisa constrangedora. Se eu tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto de política, nem para dar parabéns ou pêsames”.
Ciro já tentou ser presidente em quatro eleições e teve o seu pior desempenho em 2022, quando ficou em quarto lugar pelo PDT, com cerca de 3% dos votos válidos. Ainda assim, disse estar obrigado, “por respeito” ao PSDB, a refletir sobre o convite: “Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”.
Segundo ele, o Brasil vive um colapso das finanças familiares e empresariais, com recordes de endividamento, recuperações judiciais e inadimplência. “Nunca houve nada parecido antes”, afirmou, ao citar dados sobre famílias negativadas e empresas com dificuldades financeiras.
Também criticou o crescimento da dívida pública e o patamar dos juros. “Nossa sociedade hoje está sob o pior juro do planeta Terra”, emendou.
Embora a indefinição envolva também o governo do Ceará, o discurso de Ciro foi majoritariamente nacional. Ele classificou a atualidade como o “pior momento histórico, sob ponto de vida estrutural, da nossa vida republicana” e defendeu uma ruptura com o atual modelo. “O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei, perdi a crença nas mediações brasileiras”, afirmou.
O ex-ministro atacou ainda o que considera uma falsa polarização entre os dois principais campos políticos do país. “Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica?”, questionou, citando suposta convergência entre PT e PL no modelo do tripé econômico (câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação), na política de paridade de preços internacionais da Petrobras e na autonomia do Banco Central. Ele também cobrou propostas sobre as chamadas terras raras, que chamou de “petróleo do século 21”.
“Em aberto”
A possibilidade de uma candidatura ao governo do Ceará segue em aberto. Ciro disse que, após a eleição de 2022, voltou ao estado e encontrou uma realidade que classificou como preocupante.
“Eu encontro o Ceará em estado de entrega absoluta às facções criminosas, o crime organizado irradiando-se para a própria estrutura política”, afirmou, citando casos recentes de prefeitos cassados e eleições anuladas por ligações com organizações criminosas.
Ele contou que resistiu inicialmente à ideia de disputar o governo estadual, mas disse ter sido pressionado por aliados e eleitores. Segundo Ciro, existe no Ceará um ambiente que permitiria a construção de um projeto comum, mesmo entre forças que divergem no plano nacional. (com informações do portal G1)
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Ciro Gomes diz que decidirá em maio se disputa a Presidência da República ou o governo do Ceará
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Ele relatou “cansaço” com a política nacional e disse que só considera a possibilidade diante da gravidade do cenário econômico e institucional do País:
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Ciro já tentou ser presidente em quatro eleições e teve o seu pior desempenho em 2022, quando ficou em quarto lugar pelo PDT, com cerca de 3% dos votos válidos. Ainda assim, disse estar obrigado, “por respeito” ao PSDB, a refletir sobre o convite: “Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”.
Segundo ele, o Brasil vive um colapso das finanças familiares e empresariais, com recordes de endividamento, recuperações judiciais e inadimplência. “Nunca houve nada parecido antes”, afirmou, ao citar dados sobre famílias negativadas e empresas com dificuldades financeiras.
Também criticou o crescimento da dívida pública e o patamar dos juros. “Nossa sociedade hoje está sob o pior juro do planeta Terra”, emendou.
Embora a indefinição envolva também o governo do Ceará, o discurso de Ciro foi majoritariamente nacional. Ele classificou a atualidade como o “pior momento histórico, sob ponto de vida estrutural, da nossa vida republicana” e defendeu uma ruptura com o atual modelo. “O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei, perdi a crença nas mediações brasileiras”, afirmou.
O ex-ministro atacou ainda o que considera uma falsa polarização entre os dois principais campos políticos do país. “Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica?”, questionou, citando suposta convergência entre PT e PL no modelo do tripé econômico (câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação), na política de paridade de preços internacionais da Petrobras e na autonomia do Banco Central. Ele também cobrou propostas sobre as chamadas terras raras, que chamou de “petróleo do século 21”.
“Em aberto”
A possibilidade de uma candidatura ao governo do Ceará segue em aberto. Ciro disse que, após a eleição de 2022, voltou ao estado e encontrou uma realidade que classificou como preocupante.
“Eu encontro o Ceará em estado de entrega absoluta às facções criminosas, o crime organizado irradiando-se para a própria estrutura política”, afirmou, citando casos recentes de prefeitos cassados e eleições anuladas por ligações com organizações criminosas.
Ele contou que resistiu inicialmente à ideia de disputar o governo estadual, mas disse ter sido pressionado por aliados e eleitores. Segundo Ciro, existe no Ceará um ambiente que permitiria a construção de um projeto comum, mesmo entre forças que divergem no plano nacional. (com informações do portal G1)
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