Mauro Vieira afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Mauro Vieira afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou informações de um relatório de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que aponta a existência de uma suposta rede de instalações espaciais chinesas com potencial uso militar na América Latina, incluindo duas bases no Brasil. Segundo o chanceler, não há qualquer evidência de operação chinesa em território brasileiro com fins militares ou de inteligência. Ele afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes”, disse. “Trata-se de especulações derivadas de notícias de internet cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos, baseadas em um viés geopolítico que enxerga a América Latina como “quintal” dos Estados Unidos”.
No início de março, uma comissão do Congresso dos EUA publicou um relatório em que acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil.
Vieira deu a declaração na reunião na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) que pediu esclarecimentos ao Itamaraty sobe o relatório norte-americano.
Entre os pontos citados, o documento dos EUA menciona uma suposta estação terrestre na cidade de Tucano, na Bahia, e o radiotelescópio do Projeto do telescópio Bingo, na Serra do Urubu, na Paraíba.
Vieira afirmou que a estação de Tucano “não existe”. Segundo ele, não há construção, contrato, infraestrutura ou operação no local. O que existe, de acordo com o ministro, é apenas um projeto da empresa brasileira Alya Nanossatélites para a criação de estações de comunicação, que nunca saiu do papel.
Ainda no início de março, a startup negou fornecer dados ao governo chinês. Ao g1, a CEO da empresa, Aila Raquel, disse que sua empresa tem fins apenas civis e comerciais e se limita a fazer oferecer registros por satélite do território brasileiro para “monitoramentos ambientais, respostas a desastres naturais e gestão territorial”.
O documento menciona acordos firmados entre empresas brasileiras e companhias da China como indícios de cooperação estratégica na área espacial. Segundo Vieira, porém, esses memorandos eram preliminares e não vinculantes.
“Consistiam em instrumentos para explorar possibilidades de cooperação, que caducaram sem gerar parceria ou contrato”, declarou.
Sobre o Projeto Bingo, Vieira destacou que se trata de uma iniciativa científica internacional voltada ao estudo de fenômenos como energia escura, com participação de instituições de diversos países. Ele ressaltou que o equipamento é fixo e não tem capacidade de rastrear satélites ou realizar atividades de espionagem.
O relatório americano afirma que essas estruturas poderiam ser usadas para monitoramento e apoio a operações militares chinesas, além de representar uma ameaça à segurança estratégica dos EUA. O documento também recomenda que o governo americano atue para conter a expansão dessa infraestrutura na América Latina.
O ministro brasileiro rejeitou as alegações e afirmou que o país mantém cooperação internacional na área espacial para fins científicos. “Trata-se de especulações derivadas de notícias descontextualizadas e distorcidas”, afirmou.
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Chanceler rebate relatório dos Estados Unidos sobre supostas bases chinesas no Brasil
Mauro Vieira afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Mauro Vieira afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou informações de um relatório de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que aponta a existência de uma suposta rede de instalações espaciais chinesas com potencial uso militar na América Latina, incluindo duas bases no Brasil. Segundo o chanceler, não há qualquer evidência de operação chinesa em território brasileiro com fins militares ou de inteligência. Ele afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes”, disse. “Trata-se de especulações derivadas de notícias de internet cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos, baseadas em um viés geopolítico que enxerga a América Latina como “quintal” dos Estados Unidos”.
No início de março, uma comissão do Congresso dos EUA publicou um relatório em que acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil.
Vieira deu a declaração na reunião na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) que pediu esclarecimentos ao Itamaraty sobe o relatório norte-americano.
Entre os pontos citados, o documento dos EUA menciona uma suposta estação terrestre na cidade de Tucano, na Bahia, e o radiotelescópio do Projeto do telescópio Bingo, na Serra do Urubu, na Paraíba.
Vieira afirmou que a estação de Tucano “não existe”. Segundo ele, não há construção, contrato, infraestrutura ou operação no local. O que existe, de acordo com o ministro, é apenas um projeto da empresa brasileira Alya Nanossatélites para a criação de estações de comunicação, que nunca saiu do papel.
Ainda no início de março, a startup negou fornecer dados ao governo chinês. Ao g1, a CEO da empresa, Aila Raquel, disse que sua empresa tem fins apenas civis e comerciais e se limita a fazer oferecer registros por satélite do território brasileiro para “monitoramentos ambientais, respostas a desastres naturais e gestão territorial”.
O documento menciona acordos firmados entre empresas brasileiras e companhias da China como indícios de cooperação estratégica na área espacial. Segundo Vieira, porém, esses memorandos eram preliminares e não vinculantes.
“Consistiam em instrumentos para explorar possibilidades de cooperação, que caducaram sem gerar parceria ou contrato”, declarou.
Sobre o Projeto Bingo, Vieira destacou que se trata de uma iniciativa científica internacional voltada ao estudo de fenômenos como energia escura, com participação de instituições de diversos países. Ele ressaltou que o equipamento é fixo e não tem capacidade de rastrear satélites ou realizar atividades de espionagem.
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O ministro brasileiro rejeitou as alegações e afirmou que o país mantém cooperação internacional na área espacial para fins científicos. “Trata-se de especulações derivadas de notícias descontextualizadas e distorcidas”, afirmou.
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