Cooperação está inserida no contexto do diálogo entre os presidentes Lula e Donald Trump, afirma Ministério da Fazenda.
Foto: White House
Cooperação está inserida no contexto do diálogo entre os presidentes Lula e Donald Trump, afirma Ministério da Fazenda. (Foto: White House)
A Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) lançaram nesta sexta-feira (10) um programa de cooperação para combate ao crime organizado transnacional, por meio do compartilhamento de informações em tempo real entre os órgãos.
“A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional”, disse o Ministério da Fazenda, por meio de nota.
A iniciativa, chamada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), tem o objetivo de integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armas e drogas entre os países. Com o acordo, também foi lançado o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.
“As informações compartilhadas podem incluir dados sobre exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos nas operações, sempre nos limites dos acordos internacionais firmados pelo Brasil e com garantia de tratamento sigiloso, seguro e rastreável das informações”, informou o Ministério da Fazenda.
O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.
Os registros da Receita apontam que o sistema pode identificar, conectar e rastrear fluxos internacionais de armamentos ilícitos. Nos últimos 12 meses, foram identificadas 35 ocorrências, com apreensão de 1.168 partes e peças (cerca de 550 kg), enviadas principalmente da Flórida (EUA) com uso de declarações fraudulentas e métodos de ocultação.
A consolidação dessas informações em uma base estruturada permite identificar padrões, vínculos entre remetentes e destinatários e rotas recorrentes, segundo o órgão.
O modelo do Desarma também pode atuar no enfrentamento a outros crimes, como o tráfico de drogas. Dados do Aeroporto de Guarulhos indicam alta nas apreensões, de 89 kg em 2024 para 1.562 kg nos três primeiros meses de 2026.
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Brasil e Estados Unidos lançam programa para compartilhar informações contra o tráfico de armas e drogas
Cooperação está inserida no contexto do diálogo entre os presidentes Lula e Donald Trump, afirma Ministério da Fazenda.
Foto: White House
Cooperação está inserida no contexto do diálogo entre os presidentes Lula e Donald Trump, afirma Ministério da Fazenda. (Foto: White House)
A Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) lançaram nesta sexta-feira (10) um programa de cooperação para combate ao crime organizado transnacional, por meio do compartilhamento de informações em tempo real entre os órgãos.
“A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional”, disse o Ministério da Fazenda, por meio de nota.
A iniciativa, chamada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), tem o objetivo de integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armas e drogas entre os países. Com o acordo, também foi lançado o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.
“As informações compartilhadas podem incluir dados sobre exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos nas operações, sempre nos limites dos acordos internacionais firmados pelo Brasil e com garantia de tratamento sigiloso, seguro e rastreável das informações”, informou o Ministério da Fazenda.
O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.
Os registros da Receita apontam que o sistema pode identificar, conectar e rastrear fluxos internacionais de armamentos ilícitos. Nos últimos 12 meses, foram identificadas 35 ocorrências, com apreensão de 1.168 partes e peças (cerca de 550 kg), enviadas principalmente da Flórida (EUA) com uso de declarações fraudulentas e métodos de ocultação.
A consolidação dessas informações em uma base estruturada permite identificar padrões, vínculos entre remetentes e destinatários e rotas recorrentes, segundo o órgão.
O modelo do Desarma também pode atuar no enfrentamento a outros crimes, como o tráfico de drogas. Dados do Aeroporto de Guarulhos indicam alta nas apreensões, de 89 kg em 2024 para 1.562 kg nos três primeiros meses de 2026.
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