Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A poucos meses de completar 80 anos, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu mantém influência significativa na política nacional e continua sendo procurado por representantes de diferentes correntes, do PT ao Centrão, passando por MDB e PL. Ele costuma justificar essa procura com uma frase que repete entre risos discretos: “O diabo é sábio porque é velho.”
Nos últimos dias, Dirceu voltou a ocupar espaço central na articulação petista ao se aproximar da equipe que planeja a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Ao reassumir seu papel histórico como estrategista, função que exerceu no comando do PT entre 1995 e 2002, ele avalia que a direita terá dificuldades para se descolar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Dirceu, nenhum candidato conservador conseguirá ganhar votos defendendo anistia a Bolsonaro, mas tampouco poderá ignorá-lo. Para ele, o bolsonarismo continuará ativo, mesmo com o líder preso e desgastado.
Em sua avaliação, o principal nome da direita para enfrentar Lula será o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, segundo afirma, receberá pressão direta da elite econômica para entrar na disputa nacional. Ele considera improvável o surgimento de um outsider competitivo e sustenta que Tarcísio já está atrelado ao bolsonarismo e ao trumpismo, o que teria ampliado sua rejeição em setores da classe média que foram decisivos na vitória de Lula em 2022.
Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024. No ano que vem, pretende disputar uma vaga de deputado federal. Sob sua influência, a nova plataforma do PT deverá incluir diretrizes que, segundo ele, moldarão o partido por décadas — entre elas, a defesa da criação de um ministério exclusivo para segurança pública.
Dirceu reforça que Bolsonaro deve cumprir a pena conforme determinação judicial, destacando que o ex-presidente agravou sua situação ao tentar fugir e ao envolver aliados em planos de ruptura institucional. Ele considera as investigações sobre o plano golpista — que previa, segundo a Polícia Federal, o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes — como prova do caráter grave dos crimes imputados ao ex-presidente.
Para o ex-ministro, o bolsonarismo não desaparecerá, mas perderá protagonismo. Ele avalia que Bolsonaro “não sairá de cena” e seguirá influente por meio da família, do PL e da base conservadora. Mesmo assim, afirma que o movimento não deve mais formar maioria eleitoral no país.
Dirceu também comenta o cenário nos estados, especialmente São Paulo e Minas Gerais, considerados cruciais para definir a eleição presidencial. Ele diz que, caso Tarcísio deixe o governo paulista para concorrer ao Planalto, o PT poderá ganhar força no estado. Segundo sua projeção, uma chapa formada por Geraldo Alckmin para governador e Fernando Haddad para o Senado teria grande apelo — ainda que reconheça que é mais provável que Alckmin permaneça como vice de Lula.
Ao analisar a reconstrução interna do PT, Dirceu afirma que o processo de fortalecimento do partido é essencial para a construção do “pós-Lula”. Para ele, a legenda precisa atualizar seu projeto político e consolidar alianças para sustentar uma maioria capaz de enfrentar a extrema direita nas próximas disputas.
(Com informações do O Estado de S.Paulo)
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“Bolsonaro não vai sair de cena e o bolsonarismo tem um problema para resolver”, afirma ex-ministro José Dirceu
Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A poucos meses de completar 80 anos, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu mantém influência significativa na política nacional e continua sendo procurado por representantes de diferentes correntes, do PT ao Centrão, passando por MDB e PL. Ele costuma justificar essa procura com uma frase que repete entre risos discretos: “O diabo é sábio porque é velho.”
Nos últimos dias, Dirceu voltou a ocupar espaço central na articulação petista ao se aproximar da equipe que planeja a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Ao reassumir seu papel histórico como estrategista, função que exerceu no comando do PT entre 1995 e 2002, ele avalia que a direita terá dificuldades para se descolar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Dirceu, nenhum candidato conservador conseguirá ganhar votos defendendo anistia a Bolsonaro, mas tampouco poderá ignorá-lo. Para ele, o bolsonarismo continuará ativo, mesmo com o líder preso e desgastado.
Em sua avaliação, o principal nome da direita para enfrentar Lula será o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, segundo afirma, receberá pressão direta da elite econômica para entrar na disputa nacional. Ele considera improvável o surgimento de um outsider competitivo e sustenta que Tarcísio já está atrelado ao bolsonarismo e ao trumpismo, o que teria ampliado sua rejeição em setores da classe média que foram decisivos na vitória de Lula em 2022.
Cassado em 2005 no escândalo do mensalão e preso novamente em diferentes fases da Lava-Jato, Dirceu teve suas últimas condenações anuladas em 2024. No ano que vem, pretende disputar uma vaga de deputado federal. Sob sua influência, a nova plataforma do PT deverá incluir diretrizes que, segundo ele, moldarão o partido por décadas — entre elas, a defesa da criação de um ministério exclusivo para segurança pública.
Dirceu reforça que Bolsonaro deve cumprir a pena conforme determinação judicial, destacando que o ex-presidente agravou sua situação ao tentar fugir e ao envolver aliados em planos de ruptura institucional. Ele considera as investigações sobre o plano golpista — que previa, segundo a Polícia Federal, o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes — como prova do caráter grave dos crimes imputados ao ex-presidente.
Para o ex-ministro, o bolsonarismo não desaparecerá, mas perderá protagonismo. Ele avalia que Bolsonaro “não sairá de cena” e seguirá influente por meio da família, do PL e da base conservadora. Mesmo assim, afirma que o movimento não deve mais formar maioria eleitoral no país.
Dirceu também comenta o cenário nos estados, especialmente São Paulo e Minas Gerais, considerados cruciais para definir a eleição presidencial. Ele diz que, caso Tarcísio deixe o governo paulista para concorrer ao Planalto, o PT poderá ganhar força no estado. Segundo sua projeção, uma chapa formada por Geraldo Alckmin para governador e Fernando Haddad para o Senado teria grande apelo — ainda que reconheça que é mais provável que Alckmin permaneça como vice de Lula.
Ao analisar a reconstrução interna do PT, Dirceu afirma que o processo de fortalecimento do partido é essencial para a construção do “pós-Lula”. Para ele, a legenda precisa atualizar seu projeto político e consolidar alianças para sustentar uma maioria capaz de enfrentar a extrema direita nas próximas disputas.
(Com informações do O Estado de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/bolsonaro-nao-vai-sair-de-cena-e-o-bolsonarismo-tem-um-problema-para-resolver-afirma-o-ex-ministro-jose-dirceu/
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2025-11-30
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