Ex-presidente teve melhora na saúde, dores nos ombros, poucas visitas dos filhos e isolamento político. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro (PL) completou nessa segunda-feira (27) um mês em prisão domiciliar, com rotina mais amena que a enfrentada por ele na Papudinha. Na sua residência em Brasília, o ex-presidente tem se dividido entre a TV e interações comedidas com os cachorros, sob os cuidados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que acabou se isolando da política.
Aliados dizem preferir a prisão em casa, mas afirmam que as condições determinadas por Moraes agravaram o isolamento de Bolsonaro e impuseram a Michelle a escolha entre o marido e as atividades políticas.
Quem acompanha o ex-presidente diz que esse último mês foi paradoxal, já que os cuidados e, consequentemente, sua saúde tiveram melhora evidente, mas a falta de outras companhias também teve efeito negativo.
Aliados reclamam que Michelle está presa tanto quanto Bolsonaro. Por causa da carga doméstica, a ex-primeira-dama se afastou do comando do PL Mulher e deixou de viajar para articular candidaturas femininas nos estados. Tampouco tem se dedicado à própria pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Antes influente e presente no partido, ela tem conseguido fazer visitas esporádicas e rápidas à sede nacional da sigla, restando o apoio, via redes sociais, às pré-candidatas que ela apadrinhou nos estados.
É ela quem administra os remédios do ex-presidente em seis horários diferentes, com ajuda da filha, Letícia Firmo. Para aliviar a sobrecarga, a defesa pediu a Moraes que um irmão de Michelle, Eduardo Torres, também pudesse frequentar a casa.
Em outros momentos, Eduardo Torres participou da rotina de cuidados de Bolsonaro, inclusive entregando marmitas na Papudinha. O objetivo era também que Michelle pudesse se ausentar para atividades partidárias, mas o ministro negou o pedido.
Pré-candidatos do PL que antes faziam romaria até a Papudinha, agora afirmam que o porta-voz de Bolsonaro tem sido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vai concorrer à Presidência. A falta de diálogo direto com o principal líder do bolsonarismo, porém, é vista como um prejuízo eleitoral.
Além de não poder encontrar aliados, o ex-mandatário também tem recebido poucas visitas dos filhos, dedicados às suas próprias campanhas. Flávio tem viajado o país e, segundo registros da Polícia Militar do DF, suas visitas costumam durar menos de uma hora. Já Carlos Bolsonaro (PL) tem se concentrado em Santa Catarina, onde pretende se eleger senador.
O filho mais velho tem mais liberdade de visita porque consta como advogado – ele esteve com o pai oito vezes até a última quarta (22). Carlos e Jair Renan, que não moram em Brasília, fizeram duas e uma visita, respectivamente.
Até quarta-feira, Bolsonaro recebeu 44 visitas, sendo 19 de médicos, 11 vezes de filhos, 10 de advogados e 4 de fisioterapeutas.
Uma série de políticos, incluindo pré-candidatos ao governo e ao Senado, já tinha visitas agendadas na Papudinha em abril, o que foi cancelado com a transferência para a prisão domiciliar.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), já tinha até comprado as passagens. Ele diz que a proibição de visitas é uma interferência no processo eleitoral.
Em casa, Bolsonaro tem assistido filmes de guerra, partidas de futebol e programas esportivos na TV. Ele não pode acessar a internet nem plataformas de streaming. Relatório da Polícia Militar mostra que o ex-presidente não fez leituras em nenhum dia, apesar de essa atividade contar para remição de pena.
O ex-presidente também ajuda a filha Laura, de 15 anos, em atividades escolares e dá atenção aos cachorros, o que tem contribuído na melhora do seu humor.
Apesar disso, os cães são motivo de preocupação. Há receio de que a exposição a animais e ambientes não esterilizados possa colocá-lo em risco de novas infecções.
A limpeza da casa tem tomado boa parte da rotina de Michelle, segundo pessoas próximas. Ela conta com a ajuda de dois funcionários, sendo um para a área externa.
Em relação à saúde, médicos afirmam que Bolsonaro teve melhora progressiva e tem sido disciplinado com os medicamentos e os exercícios de fisioterapia. Os episódios comuns de crises de soluço ficaram mais raros, mas aumentaram as queixas a respeito de dores no ombro direito. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Bolsonaro completa um mês em casa com filmes, cachorros e Michelle em rotina de cuidados
Ex-presidente teve melhora na saúde, dores nos ombros, poucas visitas dos filhos e isolamento político. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro (PL) completou nessa segunda-feira (27) um mês em prisão domiciliar, com rotina mais amena que a enfrentada por ele na Papudinha. Na sua residência em Brasília, o ex-presidente tem se dividido entre a TV e interações comedidas com os cachorros, sob os cuidados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que acabou se isolando da política.
Aliados dizem preferir a prisão em casa, mas afirmam que as condições determinadas por Moraes agravaram o isolamento de Bolsonaro e impuseram a Michelle a escolha entre o marido e as atividades políticas.
Quem acompanha o ex-presidente diz que esse último mês foi paradoxal, já que os cuidados e, consequentemente, sua saúde tiveram melhora evidente, mas a falta de outras companhias também teve efeito negativo.
Aliados reclamam que Michelle está presa tanto quanto Bolsonaro. Por causa da carga doméstica, a ex-primeira-dama se afastou do comando do PL Mulher e deixou de viajar para articular candidaturas femininas nos estados. Tampouco tem se dedicado à própria pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Antes influente e presente no partido, ela tem conseguido fazer visitas esporádicas e rápidas à sede nacional da sigla, restando o apoio, via redes sociais, às pré-candidatas que ela apadrinhou nos estados.
É ela quem administra os remédios do ex-presidente em seis horários diferentes, com ajuda da filha, Letícia Firmo. Para aliviar a sobrecarga, a defesa pediu a Moraes que um irmão de Michelle, Eduardo Torres, também pudesse frequentar a casa.
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Pré-candidatos do PL que antes faziam romaria até a Papudinha, agora afirmam que o porta-voz de Bolsonaro tem sido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vai concorrer à Presidência. A falta de diálogo direto com o principal líder do bolsonarismo, porém, é vista como um prejuízo eleitoral.
Além de não poder encontrar aliados, o ex-mandatário também tem recebido poucas visitas dos filhos, dedicados às suas próprias campanhas. Flávio tem viajado o país e, segundo registros da Polícia Militar do DF, suas visitas costumam durar menos de uma hora. Já Carlos Bolsonaro (PL) tem se concentrado em Santa Catarina, onde pretende se eleger senador.
O filho mais velho tem mais liberdade de visita porque consta como advogado – ele esteve com o pai oito vezes até a última quarta (22). Carlos e Jair Renan, que não moram em Brasília, fizeram duas e uma visita, respectivamente.
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Uma série de políticos, incluindo pré-candidatos ao governo e ao Senado, já tinha visitas agendadas na Papudinha em abril, o que foi cancelado com a transferência para a prisão domiciliar.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), já tinha até comprado as passagens. Ele diz que a proibição de visitas é uma interferência no processo eleitoral.
Em casa, Bolsonaro tem assistido filmes de guerra, partidas de futebol e programas esportivos na TV. Ele não pode acessar a internet nem plataformas de streaming. Relatório da Polícia Militar mostra que o ex-presidente não fez leituras em nenhum dia, apesar de essa atividade contar para remição de pena.
O ex-presidente também ajuda a filha Laura, de 15 anos, em atividades escolares e dá atenção aos cachorros, o que tem contribuído na melhora do seu humor.
Apesar disso, os cães são motivo de preocupação. Há receio de que a exposição a animais e ambientes não esterilizados possa colocá-lo em risco de novas infecções.
A limpeza da casa tem tomado boa parte da rotina de Michelle, segundo pessoas próximas. Ela conta com a ajuda de dois funcionários, sendo um para a área externa.
Em relação à saúde, médicos afirmam que Bolsonaro teve melhora progressiva e tem sido disciplinado com os medicamentos e os exercícios de fisioterapia. Os episódios comuns de crises de soluço ficaram mais raros, mas aumentaram as queixas a respeito de dores no ombro direito. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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