Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Deputados que fazem parte da bancada de defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Câmara fizeram críticas ao governo Lula em reunião realizada nesta semana e um deles chegou a dizer que está “difícil” fazer campanha para o petista. Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo.
Também dizem que o ministro da Pesca, André de Paula (PSD), é “cabo eleitoral contra Lula”, que quilombolas, pescadores e indígenas foram esquecidos pelo governo petista e que a saúde no Rio Grande do Sul está pior que nos tempos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Participaram do encontro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, os deputados João Daniel (PT-SE), Valmir Assunção (PT-BA) e Marcon (PT-RS), ambos ex-sem-terra, e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), entre outros.
Em seu discurso, Uczai afirmou que a grande tarefa para 2026, “mais do que eleger novos deputados federais, senadores, deputados estaduais, governadores, é reeleger o presidente Lula”. Na avaliação de outros petistas que participaram do encontro, isso pode ser difícil. As principais queixas foram feitas pelo deputado Marcon, que dedicou parte de sua fala para fazer autocríticas ao governo Lula.
“Você acha que quilombola, pescador ou indígena tem algum motivo social, econômico para votar no Lula? Os gaúchos não têm”, disse.
“O ministro da Pesca é cabo eleitoral contra o Lula. Além de não fazer nada, promete e não faz. Os quilombolas e pescadores não levaram um tostão fora Bolsa Família. A saúde está pior do que nos tempos de Bolsonaro. Estou falando do meu Estado. Se outro Estado está melhor, me oriente”, prosseguiu o deputado em discurso ao ministro Paulo Teixeira e demais presentes.
Ele também fez críticas ao Banco do Brasil e ao Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), instituição financeira cooperativa. “Está difícil fazer campanha para Lula na agricultura familiar. O Banco do Brasil é uma tragédia. A Sicredi é outra. É um comitê contra o governo federal”, disse. “O povo está bravo com nós mesmos. Nós somos vaiados quando vamos falar. Fui vaiado na Feira da Agricultura Familiar, lá em Sarandi (RS).”
Procurado, o Banco do Brasil informou estar aberto ao diálogo e manter conversas constantes com parlamentares em prol da agricultura familiar.
“O BB destaca que o país avança nas políticas para os pequenos produtores e ressalta que, de acordo com dados divulgados na última apresentação de resultados, a atuação do BB com agronegócio e agricultura familiar teve um crescimento de 2,1% nos últimos 12 meses, totalizando R$ 406,1 bilhões”, disse, em nota. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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Bancada do MST discute eleições e deputado diz estar “difícil fazer campanha para Lula”
Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Deputados que fazem parte da bancada de defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Câmara fizeram críticas ao governo Lula em reunião realizada nesta semana e um deles chegou a dizer que está “difícil” fazer campanha para o petista. Os parlamentares se queixam, entre outros pontos, da resistência do Banco do Brasil para liberação de recursos ao grupo.
Também dizem que o ministro da Pesca, André de Paula (PSD), é “cabo eleitoral contra Lula”, que quilombolas, pescadores e indígenas foram esquecidos pelo governo petista e que a saúde no Rio Grande do Sul está pior que nos tempos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Participaram do encontro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, os deputados João Daniel (PT-SE), Valmir Assunção (PT-BA) e Marcon (PT-RS), ambos ex-sem-terra, e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), entre outros.
Em seu discurso, Uczai afirmou que a grande tarefa para 2026, “mais do que eleger novos deputados federais, senadores, deputados estaduais, governadores, é reeleger o presidente Lula”. Na avaliação de outros petistas que participaram do encontro, isso pode ser difícil. As principais queixas foram feitas pelo deputado Marcon, que dedicou parte de sua fala para fazer autocríticas ao governo Lula.
“Você acha que quilombola, pescador ou indígena tem algum motivo social, econômico para votar no Lula? Os gaúchos não têm”, disse.
“O ministro da Pesca é cabo eleitoral contra o Lula. Além de não fazer nada, promete e não faz. Os quilombolas e pescadores não levaram um tostão fora Bolsa Família. A saúde está pior do que nos tempos de Bolsonaro. Estou falando do meu Estado. Se outro Estado está melhor, me oriente”, prosseguiu o deputado em discurso ao ministro Paulo Teixeira e demais presentes.
Ele também fez críticas ao Banco do Brasil e ao Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), instituição financeira cooperativa. “Está difícil fazer campanha para Lula na agricultura familiar. O Banco do Brasil é uma tragédia. A Sicredi é outra. É um comitê contra o governo federal”, disse. “O povo está bravo com nós mesmos. Nós somos vaiados quando vamos falar. Fui vaiado na Feira da Agricultura Familiar, lá em Sarandi (RS).”
Procurado, o Banco do Brasil informou estar aberto ao diálogo e manter conversas constantes com parlamentares em prol da agricultura familiar.
“O BB destaca que o país avança nas políticas para os pequenos produtores e ressalta que, de acordo com dados divulgados na última apresentação de resultados, a atuação do BB com agronegócio e agricultura familiar teve um crescimento de 2,1% nos últimos 12 meses, totalizando R$ 406,1 bilhões”, disse, em nota. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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