Ex-governador mineiro publicou um vídeo classificando a atitude de Flávio Bolsonaro como “imperdoável”. (Foto: Reprodução de vídeo)
As críticas de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, aos áudios enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abriram uma crise entre seu partido e o bolsonarismo. A reação do mineiro, que publicou um vídeo classificando a atitude do parlamentar como “imperdoável”, foi rechaçada por integrantes da pré-campanha do filho e do ex-presidente Jair Bolsonaro e por diretórios do Novo que mantêm alianças regionais com o PL, em meio a ameaças de rupturas.
Entre aliados de Flávio, a postura de Zema foi rebatida com insinuações da existência de uma ligação entre ele e o Master. Nas redes sociais, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – que classificou Zema como “baixo” e “vil” –, divulgou que o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro Moura, preso pela Polícia Federal (PF), doou R$ 1 milhão para o diretório do Novo em Minas em agosto de 2022, quando Zema concorreu à reeleição ao governo do Estado.
O valor foi descrito na prestação anual de contas da sigla ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como uma “transferência eletrônica” para a “manutenção do partido”. Zema afirmou, em nota, que “nenhum centavo” da doação entrou em sua campanha e que os valores foram recebidos pelo partido em um período em que “não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro”.
Além de Eduardo, Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador pelo Rio de Janeiro e agora pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, disse que Zema estaria “ultrapassando todos os limites”. E descreveu o mineiro como “engolidor de casca de banana”, em referência ao episódio no qual o ex-governador de Minas Gerais gravou um vídeo comendo uma fruta inteira para ironizar o aumento de preços no governo Lula.
Já o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou Zema como “oportunista”.
As reações contrárias também vieram dos diretórios do Novo no Paraná e em Santa Catarina, que mantêm proximidade com o bolsonarismo. Em notas, os dois grupos classificaram a atitude do ex-governador como “precipitada” e “desnecessária”, negando a existência de um “alinhamento prévio”.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) subiu o tom e disse que, após uma conversa entre lideranças do PL nacional, passou a existir um “clima dentro do partido para suspender as alianças com o Novo em todos os Estados diante da precipitada e rasteira manifestação de Zema. (Com informações do jornal O Globo)
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Ataques de Romeu Zema abrem crise entre 2 partidos de direita aliados
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O valor foi descrito na prestação anual de contas da sigla ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como uma “transferência eletrônica” para a “manutenção do partido”. Zema afirmou, em nota, que “nenhum centavo” da doação entrou em sua campanha e que os valores foram recebidos pelo partido em um período em que “não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro”.
Além de Eduardo, Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador pelo Rio de Janeiro e agora pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, disse que Zema estaria “ultrapassando todos os limites”. E descreveu o mineiro como “engolidor de casca de banana”, em referência ao episódio no qual o ex-governador de Minas Gerais gravou um vídeo comendo uma fruta inteira para ironizar o aumento de preços no governo Lula.
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As reações contrárias também vieram dos diretórios do Novo no Paraná e em Santa Catarina, que mantêm proximidade com o bolsonarismo. Em notas, os dois grupos classificaram a atitude do ex-governador como “precipitada” e “desnecessária”, negando a existência de um “alinhamento prévio”.
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