Darren Beattie justificou a vinda ao Brasil com uma participação em um evento sobre terras raras e minerais críticos. (Foto: Reprodução)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, teria omitido o real objetivo de sua viagem ao país e transformado a visita em um gesto de natureza política.
A sequência de eventos reforçou, segundo interlocutores do governo, a percepção de que a viagem do assessor norte-americano tinha objetivos que iam além da participação no encontro sobre mineração e recursos estratégicos.
Diante desse cenário, o governo Lula decidiu recorrer ao princípio da reciprocidade, um dos pilares tradicionais das relações diplomáticas entre países, para justificar a revogação do visto de Darren Beattie. Esse princípio prevê que medidas adotadas por um país em relação a outro podem ser respondidas de forma equivalente na condução da política externa.
No entendimento de integrantes do governo, a aplicação desse mecanismo também possui um componente político. A medida foi interpretada internamente como uma forma de reagir às iniciativas de aliados de Trump que buscam ampliar a influência da agenda internacional associada ao movimento político do ex-presidente norte-americano.
Essa agenda é frequentemente relacionada ao conceito de política externa conhecido como “America First”. A doutrina, cujo nome pode ser traduzido livremente como “América em primeiro lugar”, orienta parte das propostas defendidas por Trump e seus aliados. Entre os princípios associados a essa visão está a ideia de reavaliar o papel global dos Estados Unidos, incluindo a presença militar do país em diferentes regiões, com foco na proteção de interesses considerados prioritários no hemisfério ocidental.
A decisão de revogar o visto de Darren Beattie foi interpretada por integrantes do governo brasileiro como um gesto político destinado a responder ao que consideram uma aproximação entre aliados de Bolsonaro e integrantes do círculo político de Trump.
A avaliação dentro do Palácio do Planalto é que esse tipo de articulação ganha relevância em um ano de eleições presidenciais no Brasil, cenário que amplia a sensibilidade em torno de movimentações políticas envolvendo atores estrangeiros. (Com informações do portal de notícias g1)
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Assessor de Trump omitiu que visitaria Bolsonaro e quis fazer ato político, avalia o governo
Darren Beattie justificou a vinda ao Brasil com uma participação em um evento sobre terras raras e minerais críticos. (Foto: Reprodução)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, teria omitido o real objetivo de sua viagem ao país e transformado a visita em um gesto de natureza política.
A sequência de eventos reforçou, segundo interlocutores do governo, a percepção de que a viagem do assessor norte-americano tinha objetivos que iam além da participação no encontro sobre mineração e recursos estratégicos.
Diante desse cenário, o governo Lula decidiu recorrer ao princípio da reciprocidade, um dos pilares tradicionais das relações diplomáticas entre países, para justificar a revogação do visto de Darren Beattie. Esse princípio prevê que medidas adotadas por um país em relação a outro podem ser respondidas de forma equivalente na condução da política externa.
No entendimento de integrantes do governo, a aplicação desse mecanismo também possui um componente político. A medida foi interpretada internamente como uma forma de reagir às iniciativas de aliados de Trump que buscam ampliar a influência da agenda internacional associada ao movimento político do ex-presidente norte-americano.
Essa agenda é frequentemente relacionada ao conceito de política externa conhecido como “America First”. A doutrina, cujo nome pode ser traduzido livremente como “América em primeiro lugar”, orienta parte das propostas defendidas por Trump e seus aliados. Entre os princípios associados a essa visão está a ideia de reavaliar o papel global dos Estados Unidos, incluindo a presença militar do país em diferentes regiões, com foco na proteção de interesses considerados prioritários no hemisfério ocidental.
A decisão de revogar o visto de Darren Beattie foi interpretada por integrantes do governo brasileiro como um gesto político destinado a responder ao que consideram uma aproximação entre aliados de Bolsonaro e integrantes do círculo político de Trump.
A avaliação dentro do Palácio do Planalto é que esse tipo de articulação ganha relevância em um ano de eleições presidenciais no Brasil, cenário que amplia a sensibilidade em torno de movimentações políticas envolvendo atores estrangeiros. (Com informações do portal de notícias g1)
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