Líderes partidários tentam um acordo para que o tema seja incluído em pauta após o julgamento da trama golpista. (Foto: Reprodução)
O governo vai procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar neutralizar a articulação do projeto de lei que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro, com possível favorecimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A pressão pela votação do texto voltou a crescer e líderes partidários tentam um acordo para que o tema seja incluído em pauta após o julgamento da trama golpista, previsto para terminar no próximo dia 12.
O movimento tem sido interpretado por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma ação para rifar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e abraçar a candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Diante desse cenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve propor um texto alternativo ao da anistia, que irá diferenciar as penas de acordo com o grau de participação no 8 de Janeiro, como quem financiou e quem apenas estava na Praça dos Três Poderes, mas não cometeu vandalismo. Alcolumbre é contrário à proposta que tramita hoje na Câmara dos Deputados, defendida por bolsonaristas e que prevê beneficiar Bolsonaro.
Na tentativa de barrar a proposta da Câmara, auxiliares de Lula querem tratar do tema com Hugo Motta e líderes. Articuladores políticos do governo afirmam que não irão deixar o assunto correr solto na Casa e apontam que farão o possível para brecar o movimento da oposição.
Uma ala do governo entende a pauta da anistia fragiliza Hugo Motta, por se misturar a PEC da Blindagem Parlamentar e ao projeto que aumenta número de deputados, ambos textos polêmicos.
O Planalto também argumentará que há uma pauta positiva para ser tocada no Congresso, como isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a PEC da Segurança. Em publicação nas redes sociais na terça-feira (2), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, não tratou da anistia, mas fez uma menção indireta ao tema. Ela afirmou que quem estiver no governo precisa ter compromisso com a “democracia e o estado de direito”.
Enquanto o Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento da trama golpista, cresceu o movimento a favor da votação na anistia na Câmara com a articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é apontado como um nome para representar a oposição na eleição presidencial de 2026. Diante de uma provável condenação de Bolsonaro e de sua inelegibilidade, integrantes do governo enxergam a intensificação da pressão por pautar o texto um gesto direto do Centrão à candidatura de Tarcísio.
As bancadas do União Brasil, PP e Republicanos pressionaram para que o tema seja pautado e até deputados governistas avaliam agora que o tema ganhou força e pode ser colocado em votação no plenário da Câmara.
Em Brasília, Tarcísio de Freitas conversou na segunda-feira (1º) com Hugo Motta e Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre como acelerar a votação do projeto. Além disso, o governador se comprometeu publicamente a conceder um indulto a Bolsonaro como “primeiro ato”, caso seja eleito presidente da República. A declaração ocorreu após críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do vereador do Rio Carlos Bolsonaro sobre as articulações mais claras por uma chapa de centro-direita contra Lula enquanto Bolsonaro está em prisão domiciliar. (Com informações do jornal O Globo)
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Articulação política pela anistia avança, e governo Lula vê o Centrão tentando trocar Bolsonaro por Tarcísio
Líderes partidários tentam um acordo para que o tema seja incluído em pauta após o julgamento da trama golpista. (Foto: Reprodução)
O governo vai procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar neutralizar a articulação do projeto de lei que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro, com possível favorecimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A pressão pela votação do texto voltou a crescer e líderes partidários tentam um acordo para que o tema seja incluído em pauta após o julgamento da trama golpista, previsto para terminar no próximo dia 12.
O movimento tem sido interpretado por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma ação para rifar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e abraçar a candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Diante desse cenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve propor um texto alternativo ao da anistia, que irá diferenciar as penas de acordo com o grau de participação no 8 de Janeiro, como quem financiou e quem apenas estava na Praça dos Três Poderes, mas não cometeu vandalismo. Alcolumbre é contrário à proposta que tramita hoje na Câmara dos Deputados, defendida por bolsonaristas e que prevê beneficiar Bolsonaro.
Na tentativa de barrar a proposta da Câmara, auxiliares de Lula querem tratar do tema com Hugo Motta e líderes. Articuladores políticos do governo afirmam que não irão deixar o assunto correr solto na Casa e apontam que farão o possível para brecar o movimento da oposição.
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O Planalto também argumentará que há uma pauta positiva para ser tocada no Congresso, como isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a PEC da Segurança. Em publicação nas redes sociais na terça-feira (2), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, não tratou da anistia, mas fez uma menção indireta ao tema. Ela afirmou que quem estiver no governo precisa ter compromisso com a “democracia e o estado de direito”.
Enquanto o Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento da trama golpista, cresceu o movimento a favor da votação na anistia na Câmara com a articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é apontado como um nome para representar a oposição na eleição presidencial de 2026. Diante de uma provável condenação de Bolsonaro e de sua inelegibilidade, integrantes do governo enxergam a intensificação da pressão por pautar o texto um gesto direto do Centrão à candidatura de Tarcísio.
As bancadas do União Brasil, PP e Republicanos pressionaram para que o tema seja pautado e até deputados governistas avaliam agora que o tema ganhou força e pode ser colocado em votação no plenário da Câmara.
Em Brasília, Tarcísio de Freitas conversou na segunda-feira (1º) com Hugo Motta e Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre como acelerar a votação do projeto. Além disso, o governador se comprometeu publicamente a conceder um indulto a Bolsonaro como “primeiro ato”, caso seja eleito presidente da República. A declaração ocorreu após críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do vereador do Rio Carlos Bolsonaro sobre as articulações mais claras por uma chapa de centro-direita contra Lula enquanto Bolsonaro está em prisão domiciliar. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/articulacao-politica-pela-anistia-avanca-e-governo-lula-ve-o-centrao-tentando-trocar-bolsonaro-por-tarcisio/
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2025-09-03
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