A pistola, uma Glock de calibre de 9 milímetros, e um carregador estavam com um militar. (Foto: GAI Media)
Uma arma de Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida na segunda-feira (15) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, levando o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a cobrar explicações do ex-presidente, que está em prisão domiciliar.
A pistola Glock, calibre de 9 milímetros, e um carregador estavam com um militar identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que teria se apresentado como integrante do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, o que o órgão nega.
Estácio faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro, conforme registro feito junto ao STF, foi encaminhado para uma delegacia e afirmou que levava a arma para reparos, devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nessa terça-feira (16).
O GSI afirma que o militar nunca trabalhou no órgão durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diz que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República, o que inclui Bolsonaro, e que os servidores à disposição dos ex-mandatários são escolhidos e indicados por eles.
O encerramento do período da prisão domiciliar de Bolsonaro, concedida por razões de saúde, está previsto para o dia 25 e, até lá, Moraes deve decidir se ela será prorrogada ou se ele precisará voltar ao regime fechado.
Moraes deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique por que ele mantinha uma arma em casa, com carregador sobressalente, e a razão do pedido de reparo no equipamento. Ele afirma na decisão que a propriedade de Bolsonaro foi confirmada após consulta a sistema do Exército Brasileiro.
O ministro do STF ordenou que o batalhão da PM responsável pelas medidas de segurança da domiciliar de Bolsonaro esclarecesse se estão sendo cumpridos os procedimentos de revista nos carros que saem do condomínio do ex-presidente.
A PM respondeu a Moraes que está cumprindo suas atribuições ao fazer a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelo GSI ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, “razão pela qual não são submetidos a vistorias”.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após ficar internado por duas semanas em um hospital de Brasília, com broncopneumonia bacteriana em ambos os pulmões.
Ao narrar a abordagem na blitz, o policial militar Davi Evangelista Alves afirmou que a pistola estava no assoalho do carro – um veículo oficial da Presidência da República – e que “o motorista, de forma repentina, fechou o vidro”.
Estácio também teria dito inicialmente que a arma “constava em sua funcional”, mas o policial afirmou que na documentação dele não havia esse registro.
“Indaguei novamente, e ele declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a arma ficava dentro do veículo. Que não estava com o registro da arma. Posteriormente, localizei também um carregador sobressalente da arma de fogo”, disse o PM.
No depoimento anexado ao processo que trata do cumprimento da pena do ex-presidente, o militar afirma que “informou imediatamente” que a arma pertencia a Bolsonaro e que a pistola lhe foi entregue “em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução.”
Em nota, a PM-DF disse que, em uma abordagem feita em Taguatinga (região administrativa do DF), “um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo”.
“Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.” (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Arma de Bolsonaro é apreendida com militar em blitz no Distrito Federal
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O GSI afirma que o militar nunca trabalhou no órgão durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diz que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República, o que inclui Bolsonaro, e que os servidores à disposição dos ex-mandatários são escolhidos e indicados por eles.
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Moraes deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique por que ele mantinha uma arma em casa, com carregador sobressalente, e a razão do pedido de reparo no equipamento. Ele afirma na decisão que a propriedade de Bolsonaro foi confirmada após consulta a sistema do Exército Brasileiro.
O ministro do STF ordenou que o batalhão da PM responsável pelas medidas de segurança da domiciliar de Bolsonaro esclarecesse se estão sendo cumpridos os procedimentos de revista nos carros que saem do condomínio do ex-presidente.
A PM respondeu a Moraes que está cumprindo suas atribuições ao fazer a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelo GSI ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, “razão pela qual não são submetidos a vistorias”.
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Ao narrar a abordagem na blitz, o policial militar Davi Evangelista Alves afirmou que a pistola estava no assoalho do carro – um veículo oficial da Presidência da República – e que “o motorista, de forma repentina, fechou o vidro”.
Estácio também teria dito inicialmente que a arma “constava em sua funcional”, mas o policial afirmou que na documentação dele não havia esse registro.
“Indaguei novamente, e ele declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a arma ficava dentro do veículo. Que não estava com o registro da arma. Posteriormente, localizei também um carregador sobressalente da arma de fogo”, disse o PM.
No depoimento anexado ao processo que trata do cumprimento da pena do ex-presidente, o militar afirma que “informou imediatamente” que a arma pertencia a Bolsonaro e que a pistola lhe foi entregue “em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução.”
Em nota, a PM-DF disse que, em uma abordagem feita em Taguatinga (região administrativa do DF), “um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo”.
“Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.” (Com informações da Folha de S.Paulo)
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