O chefe do Executivo não procurou o chefe do Legislativo e vice-versa, desde a reprovação de Messias pelo Senado. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Nunca antes na história desse país de governos petistas as relações entre um presidente da República e o chefe do Legislativo foram tão frias e distantes. A ressaca da rejeição histórica do Senado ao nome de Jorge Messias para o STF, na semana passada, instalou uma geleira entre Lula e Davi Alcolumbre em Brasília.
O chefe do Executivo não procurou o chefe do Legislativo e vice-versa, desde que o painel do Senado consumou a reprovação do escolhido de Lula ao Supremo. Os tradicionais pacificadores também não apareceram para reconstruir pontes.
Alcolumbre joga na sombra, sabendo que o petista precisa mais dele do que o oposto. Com um mandato já cheirando a café frio e um ministério repleto de substitutos só tocando a bola e esperando o jogo acabar, Lula gostaria de aprovar matérias de apelo eleitoral no Parlamento – vide a PEC da Segurança –, como forma de melhorar sua popularidade nas pesquisas, mas sabe que tem poucas chances de ver algo positivo para ele sair do Legislativo neste momento.
Sem apoio parlamentar nem a parceria do presidente do Senado, o petista vem estudando nos últimos dias como reagir a Alcolumbre e a maioria que se formou no Senado contra o Planalto, no caso da indicação ao STF. A fragilidade de Lula é algo novo no modelo político em que o petista tornou-se o maior vencedor, sempre articulando maiorias a partir de trocas de favores nem sempre nobres ou benéficos ao país.
Lula foi aconselhado, logo após a derrota, a não romper com Alcolumbre. Uma briga com o chefe do Senado agora não seria positiva para o petista nem poderia ser vencida, na visão de aliados.
Na segunda-feira (4), o vice Geraldo Alckmin disse que Lula procurará o diálogo para lidar com Alcolumbre. O fato é que nada disso ainda ocorreu. O silêncio entre os dois chefes de poder mostra como os interesses mais urgentes do país podem ser afetados por disputas de poder. Nada tende a andar sem que alguém tome a iniciativa de pacificação. E há desconfiança e mágoa suficiente na mesa a impedir qualquer reconciliação instantânea.
Do lado de Lula, a prioridade é viajar aos Estados Unidos para um encontro com Donald Trump enquanto digere o constrangimento da derrota no Senado. Alcolumbre, por sua vez, joga parado e observando o Planalto se debater para sair de um impasse que ele mesmo criou. Afinal, todos avisaram a Lula – inclusive Alcolumbre que Messias não teria os votos suficientes para ir ao Supremo. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja)
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Após a derrota de Messias, relação entre Lula e o presidente do Senado afunda em um ar de desconfiança
O chefe do Executivo não procurou o chefe do Legislativo e vice-versa, desde a reprovação de Messias pelo Senado. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Nunca antes na história desse país de governos petistas as relações entre um presidente da República e o chefe do Legislativo foram tão frias e distantes. A ressaca da rejeição histórica do Senado ao nome de Jorge Messias para o STF, na semana passada, instalou uma geleira entre Lula e Davi Alcolumbre em Brasília.
O chefe do Executivo não procurou o chefe do Legislativo e vice-versa, desde que o painel do Senado consumou a reprovação do escolhido de Lula ao Supremo. Os tradicionais pacificadores também não apareceram para reconstruir pontes.
Alcolumbre joga na sombra, sabendo que o petista precisa mais dele do que o oposto. Com um mandato já cheirando a café frio e um ministério repleto de substitutos só tocando a bola e esperando o jogo acabar, Lula gostaria de aprovar matérias de apelo eleitoral no Parlamento – vide a PEC da Segurança –, como forma de melhorar sua popularidade nas pesquisas, mas sabe que tem poucas chances de ver algo positivo para ele sair do Legislativo neste momento.
Sem apoio parlamentar nem a parceria do presidente do Senado, o petista vem estudando nos últimos dias como reagir a Alcolumbre e a maioria que se formou no Senado contra o Planalto, no caso da indicação ao STF. A fragilidade de Lula é algo novo no modelo político em que o petista tornou-se o maior vencedor, sempre articulando maiorias a partir de trocas de favores nem sempre nobres ou benéficos ao país.
Lula foi aconselhado, logo após a derrota, a não romper com Alcolumbre. Uma briga com o chefe do Senado agora não seria positiva para o petista nem poderia ser vencida, na visão de aliados.
Na segunda-feira (4), o vice Geraldo Alckmin disse que Lula procurará o diálogo para lidar com Alcolumbre. O fato é que nada disso ainda ocorreu.
O silêncio entre os dois chefes de poder mostra como os interesses mais urgentes do país podem ser afetados por disputas de poder. Nada tende a andar sem que alguém tome a iniciativa de pacificação. E há desconfiança e mágoa suficiente na mesa a impedir qualquer reconciliação instantânea.
Do lado de Lula, a prioridade é viajar aos Estados Unidos para um encontro com Donald Trump enquanto digere o constrangimento da derrota no Senado.
Alcolumbre, por sua vez, joga parado e observando o Planalto se debater para sair de um impasse que ele mesmo criou. Afinal, todos avisaram a Lula – inclusive Alcolumbre que Messias não teria os votos suficientes para ir ao Supremo. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja)
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