Em nota, Nogueira associou o episódio a perseguições políticas sofridas em disputas eleitorais anteriores. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Um dia após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu publicamente nessa sexta-feira (8) e afirmou que há uma tentativa de “manchar” sua honra pessoal. Em nota divulgada nas redes sociais, o presidente nacional do PP associou o episódio a perseguições políticas sofridas em disputas eleitorais anteriores e sinalizou que não pretende abrir mão do mandato.
Sem citar diretamente a investigação, Ciro afirmou que “todo ano político é a mesma coisa” e disse que tentam “parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”.
“Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, escreveu.
O senador também relembrou episódios anteriores em que foi investigado e afirmou que acusações contra ele já teriam sido derrubadas pelo “devido processo legal”.
“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, declarou.
Ao agradecer manifestações de apoio recebidas após a operação, Ciro afirmou ainda que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar” e concluiu a mensagem dizendo estar “completamente indignado”.
Agora, porém, aliados afirmam que o senador não trabalha com a hipótese de deixar o cargo. Na mensagem divulgada, Ciro afirmou que “nada” o fará abandonar “o povo que confia” nele e disse que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar por mais recursos para o povo do Piauí”.
Como mostrou o jornal O Globo, Ciro passou a quinta-feira (7) recluso em sua residência, após ser orientado por advogados a evitar deslocamentos públicos. Ao longo do dia, recebeu ligações de praticamente toda a bancada do PP na Câmara e no Senado, além de visitas de aliados próximos, entre eles o líder da legenda na Câmara, Doutor Luizinho.
Apesar da mobilização interna do partido, lideranças do Centrão passaram a adotar cautela pública diante da investigação, evitando associação direta ao senador em meio ao temor de novos desdobramentos envolvendo o caso Master.
A defesa do senador nega irregularidades. (Com informações do jornal O Globo)
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Alvo da Polícia Federal, senador Ciro Nogueira cita tentativa de manchar sua honra e descarta renunciar ao mandato
Em nota, Nogueira associou o episódio a perseguições políticas sofridas em disputas eleitorais anteriores. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Um dia após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu publicamente nessa sexta-feira (8) e afirmou que há uma tentativa de “manchar” sua honra pessoal. Em nota divulgada nas redes sociais, o presidente nacional do PP associou o episódio a perseguições políticas sofridas em disputas eleitorais anteriores e sinalizou que não pretende abrir mão do mandato.
Sem citar diretamente a investigação, Ciro afirmou que “todo ano político é a mesma coisa” e disse que tentam “parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”.
“Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, escreveu.
O senador também relembrou episódios anteriores em que foi investigado e afirmou que acusações contra ele já teriam sido derrubadas pelo “devido processo legal”.
“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, declarou.
Ao agradecer manifestações de apoio recebidas após a operação, Ciro afirmou ainda que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar” e concluiu a mensagem dizendo estar “completamente indignado”.
Agora, porém, aliados afirmam que o senador não trabalha com a hipótese de deixar o cargo. Na mensagem divulgada, Ciro afirmou que “nada” o fará abandonar “o povo que confia” nele e disse que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar por mais recursos para o povo do Piauí”.
Como mostrou o jornal O Globo, Ciro passou a quinta-feira (7) recluso em sua residência, após ser orientado por advogados a evitar deslocamentos públicos. Ao longo do dia, recebeu ligações de praticamente toda a bancada do PP na Câmara e no Senado, além de visitas de aliados próximos, entre eles o líder da legenda na Câmara, Doutor Luizinho.
Apesar da mobilização interna do partido, lideranças do Centrão passaram a adotar cautela pública diante da investigação, evitando associação direta ao senador em meio ao temor de novos desdobramentos envolvendo o caso Master.
A defesa do senador nega irregularidades. (Com informações do jornal O Globo)
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