Aliados do Palácio apostam que a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, um dos principais líderes do Centrão, e a reunião entre Lula e Trump servirão para que o governo Lula recupere seu prestígio
A reunião com Trump visa reforçar o protagonismo internacional de Lula e desviar a ideia de colapso político. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A recente rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) levou integrantes da oposição a tentar consolidar a narrativa de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia entrado em uma espiral de fragilidade política e perdido capacidade de articulação no Congresso. Poucos dias depois, porém, aliados do Planalto passaram a apostar que a recente sequência de fatos políticos pode ajudar o governo a conter esse discurso.
Entre os episódios citados pelo grupo estão a operação da Polícia Federal (PF) que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), e a reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na quinta-feira (7).
A avaliação entre aliados do governo é que os episódios reforçam a percepção de que o cenário político em Brasília muda rapidamente e dificulta a tentativa de cristalizar uma narrativa de enfraquecimento permanente do Planalto. Interlocutores do governo afirmam ainda que a sucessão de fatos pode ajudar a reduzir, ao menos momentaneamente, o impacto político da derrota de Messias.
Entre governistas, a reunião entre Lula e Trump é vista como um gesto político e eleitoral. Para ele, o encontro pode ajudar a desmontar a percepção cultivada por setores bolsonaristas de que a direita teria interlocução privilegiada com o presidente americano. Aliados do presidente observam ainda que a agenda, construída de maneira rápida e fora do formato tradicional de visita de Estado, tem potencial para reforçar a imagem de protagonismo internacional de Lula.
Nos bastidores, aliados do petista também passaram a destacar o que consideram ter sido um resultado politicamente positivo da reunião com Trump. Após um encontro de quase três horas, o presidente americano afirmou nas redes sociais que a conversa entre ambos foi “produtiva” e chamou Lula de presidente “dinâmico”.
Agora, até mesmo aliados do Centrão rejeitam a avaliação de colapso político do governo. A interlocutores, líderes desse campo afirmam que o Executivo enfrenta dificuldades de articulação desde o início do mandato, tanto na Câmara quanto no Senado, mas ponderam que o governo segue avançando em pautas importantes. Um deles, por exemplo, resume sob reserva que “essa história de governo morto é balela”.
Tensão com o Senado
Apesar da tentativa de transformar o episódio em ativo político, integrantes do governo admitem que a operação contra Ciro também ampliou o desconforto com o Senado. Isso porque poucos dias após o desgaste provocado pela derrota de Messias, a ofensiva da PF, subordinada ao governo federal, atingiu diretamente um dos principais líderes do centrão e pode aprofundar resistências no Congresso.
Aliados de Lula avaliam que o episódio pode ajudar a deslocar parte do desgaste político para o campo adversário e enfraquecer a aproximação entre setores do Centrão e o bolsonarismo, reforçando uma estratégia da base governista adotada desde o início das investigações contra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, cunhando o termo “BolsoMaster”.
Governistas também avaliam que o caso pode alimentar um discurso de cautela em relação às alianças entre setores da direita e nomes do Centrão. A percepção é reforçada pela associação de figuras como Ciro Nogueira ao caso, assim como o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. (Com informações de O Globo)
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Aliados do Palácio apostam que a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, um dos principais líderes do Centrão, e a reunião entre Lula e Trump servirão para que o governo Lula recupere seu prestígio
A reunião com Trump visa reforçar o protagonismo internacional de Lula e desviar a ideia de colapso político. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A recente rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) levou integrantes da oposição a tentar consolidar a narrativa de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia entrado em uma espiral de fragilidade política e perdido capacidade de articulação no Congresso. Poucos dias depois, porém, aliados do Planalto passaram a apostar que a recente sequência de fatos políticos pode ajudar o governo a conter esse discurso.
Entre os episódios citados pelo grupo estão a operação da Polícia Federal (PF) que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), e a reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na quinta-feira (7).
A avaliação entre aliados do governo é que os episódios reforçam a percepção de que o cenário político em Brasília muda rapidamente e dificulta a tentativa de cristalizar uma narrativa de enfraquecimento permanente do Planalto. Interlocutores do governo afirmam ainda que a sucessão de fatos pode ajudar a reduzir, ao menos momentaneamente, o impacto político da derrota de Messias.
Entre governistas, a reunião entre Lula e Trump é vista como um gesto político e eleitoral. Para ele, o encontro pode ajudar a desmontar a percepção cultivada por setores bolsonaristas de que a direita teria interlocução privilegiada com o presidente americano. Aliados do presidente observam ainda que a agenda, construída de maneira rápida e fora do formato tradicional de visita de Estado, tem potencial para reforçar a imagem de protagonismo internacional de Lula.
Nos bastidores, aliados do petista também passaram a destacar o que consideram ter sido um resultado politicamente positivo da reunião com Trump. Após um encontro de quase três horas, o presidente americano afirmou nas redes sociais que a conversa entre ambos foi “produtiva” e chamou Lula de presidente “dinâmico”.
Agora, até mesmo aliados do Centrão rejeitam a avaliação de colapso político do governo. A interlocutores, líderes desse campo afirmam que o Executivo enfrenta dificuldades de articulação desde o início do mandato, tanto na Câmara quanto no Senado, mas ponderam que o governo segue avançando em pautas importantes. Um deles, por exemplo, resume sob reserva que “essa história de governo morto é balela”.
Tensão com o Senado
Apesar da tentativa de transformar o episódio em ativo político, integrantes do governo admitem que a operação contra Ciro também ampliou o desconforto com o Senado. Isso porque poucos dias após o desgaste provocado pela derrota de Messias, a ofensiva da PF, subordinada ao governo federal, atingiu diretamente um dos principais líderes do centrão e pode aprofundar resistências no Congresso.
Aliados de Lula avaliam que o episódio pode ajudar a deslocar parte do desgaste político para o campo adversário e enfraquecer a aproximação entre setores do Centrão e o bolsonarismo, reforçando uma estratégia da base governista adotada desde o início das investigações contra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, cunhando o termo “BolsoMaster”.
Governistas também avaliam que o caso pode alimentar um discurso de cautela em relação às alianças entre setores da direita e nomes do Centrão. A percepção é reforçada pela associação de figuras como Ciro Nogueira ao caso, assim como o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. (Com informações de O Globo)
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