Brett King afirma que o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada.
Foto: Divulgação
Brett King afirma que o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada. (Foto: Divulgação)
O futurólogo australiano Brett King, especialista em tecnologia e inovação, acompanha de perto o avanço da inteligência artificial (IA) no setor bancário e afirma que a tecnologia provocará uma disrupção profunda no sistema financeiro. King diz que, em até dez anos, cada cliente deverá contar com uma IA personalizada vinculada à sua conta bancária, tornando a interação com essas ferramentas tão comum quanto o uso do Pix.
“Dentro de dez anos, a IA autônoma será um recurso muito forte do setor bancário. A maioria das operações internas do sistema financeiro vai ser guiada pela IA. Funções como pagamentos, investimentos, acesso a crédito e gestão doméstica certamente estarão disponíveis para qualquer pessoa com um celular”, afirmou King. O futurólogo já atuou como consultor de políticas para fintechs no governo de Barack Obama, nos Estados Unidos, e teve um de seus livros citado pelo presidente da China, Xi Jinping.
Para ilustrar esse futuro, King apresentou um exemplo prático do uso da tecnologia no cotidiano bancário. Segundo ele, o cliente poderá acionar uma assistente virtual personalizada diretamente pelo celular para realizar tarefas rotineiras, como o pagamento de contas recorrentes, sem a necessidade de intervenção humana constante.
Na avaliação do especialista, o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada de produtos e serviços para todos os clientes.
King também prevê mudanças profundas nos meios de pagamento. Para ele, os cartões de plástico usados para crédito e débito devem desaparecer em cerca de 20 anos, enquanto o dinheiro em espécie tende a deixar de circular em aproximadamente 35 anos. O comportamento das gerações mais jovens, segundo o futurólogo, já antecipa essa transformação.
“Cerca de 85% da geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010, utiliza pagamentos por aproximação via celular, em vez de cartões ou cédulas. Na geração Alpha, composta por nascidos a partir de 2010, esse percentual chega a 95%, sem dinheiro e sem cartão”, afirmou.
Neofeudalismo
Apesar das facilidades trazidas pelo avanço da inteligência artificial, King alerta para efeitos colaterais relevantes, como o aumento do desemprego estrutural e da desigualdade social. Segundo ele, a automação em larga escala pode comprometer o atual modelo de distribuição de renda.
“Vamos ser claros. O objetivo da IA é remover o trabalho humano do mercado para alcançar a maior eficiência possível em uma empresa. Com esse cenário, o capitalismo não funciona mais, porque o único mecanismo que temos hoje para distribuir riqueza é o emprego. Caso contrário, resta apenas a concessão de benefícios sociais”, disse.
Na avaliação do futurólogo, esse processo pode levar ao surgimento de uma nova configuração econômica e social. “O resultado será uma estrutura com duas linhas de riqueza. As pessoas que controlam a inteligência artificial serão os novos reis feudais. Nos Estados Unidos, já se discute quem será o primeiro trilionário. Chamamos isso de neofeudalismo”, concluiu. (Com O Estado de S.Paulo)
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Agente de inteligência artificial controlará sua conta bancária em 10 anos, diz futurólogo
Brett King afirma que o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada.
Foto: Divulgação
Brett King afirma que o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada. (Foto: Divulgação)
O futurólogo australiano Brett King, especialista em tecnologia e inovação, acompanha de perto o avanço da inteligência artificial (IA) no setor bancário e afirma que a tecnologia provocará uma disrupção profunda no sistema financeiro. King diz que, em até dez anos, cada cliente deverá contar com uma IA personalizada vinculada à sua conta bancária, tornando a interação com essas ferramentas tão comum quanto o uso do Pix.
“Dentro de dez anos, a IA autônoma será um recurso muito forte do setor bancário. A maioria das operações internas do sistema financeiro vai ser guiada pela IA. Funções como pagamentos, investimentos, acesso a crédito e gestão doméstica certamente estarão disponíveis para qualquer pessoa com um celular”, afirmou King. O futurólogo já atuou como consultor de políticas para fintechs no governo de Barack Obama, nos Estados Unidos, e teve um de seus livros citado pelo presidente da China, Xi Jinping.
Para ilustrar esse futuro, King apresentou um exemplo prático do uso da tecnologia no cotidiano bancário. Segundo ele, o cliente poderá acionar uma assistente virtual personalizada diretamente pelo celular para realizar tarefas rotineiras, como o pagamento de contas recorrentes, sem a necessidade de intervenção humana constante.
Na avaliação do especialista, o setor financeiro caminha para um modelo cada vez mais personalizado, abandonando a lógica atual de oferta padronizada de produtos e serviços para todos os clientes.
King também prevê mudanças profundas nos meios de pagamento. Para ele, os cartões de plástico usados para crédito e débito devem desaparecer em cerca de 20 anos, enquanto o dinheiro em espécie tende a deixar de circular em aproximadamente 35 anos. O comportamento das gerações mais jovens, segundo o futurólogo, já antecipa essa transformação.
“Cerca de 85% da geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010, utiliza pagamentos por aproximação via celular, em vez de cartões ou cédulas. Na geração Alpha, composta por nascidos a partir de 2010, esse percentual chega a 95%, sem dinheiro e sem cartão”, afirmou.
Neofeudalismo
Apesar das facilidades trazidas pelo avanço da inteligência artificial, King alerta para efeitos colaterais relevantes, como o aumento do desemprego estrutural e da desigualdade social. Segundo ele, a automação em larga escala pode comprometer o atual modelo de distribuição de renda.
“Vamos ser claros. O objetivo da IA é remover o trabalho humano do mercado para alcançar a maior eficiência possível em uma empresa. Com esse cenário, o capitalismo não funciona mais, porque o único mecanismo que temos hoje para distribuir riqueza é o emprego. Caso contrário, resta apenas a concessão de benefícios sociais”, disse.
Na avaliação do futurólogo, esse processo pode levar ao surgimento de uma nova configuração econômica e social. “O resultado será uma estrutura com duas linhas de riqueza. As pessoas que controlam a inteligência artificial serão os novos reis feudais. Nos Estados Unidos, já se discute quem será o primeiro trilionário. Chamamos isso de neofeudalismo”, concluiu.
(Com O Estado de S.Paulo)
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