Autoridades teriam se reunido para tratar das sanções de Moraes na Lei Magnitsky
Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/STF e Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
Autoridades teriam se reunido para tratar das sanções de Moraes na Lei Magnitsky. (Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/STF e Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil)
Em nota divulgada na noite da última terça-feira (23), o magistrado informou que a primeira reunião com Galípolo aconteceu em 14 de agosto, após ser sancionado pelo governo dos Estados Unidos com a aplicação da lei Magnitsky, em 30 de julho. A segunda foi realizada em 30 de setembro, após a medida ter sido aplicada contra sua esposa, em 22 de setembro.
Na agenda de Galípolo divulgada em 14 de agosto, consta uma reunião com representantes da Casa Civil, Ministério da Fazenda e do Ministério das Cidades, em Brasília, para tratar de assuntos institucionais na parte da manhã.
Alexandre de Moraes não divulgou agendas, de forma oficial, nas datas mencionadas. O Banco Central confirmou na terça-feira (23) que manteve reuniões com Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.
A nota de Moraes foi divulgada após o jornal O Globo noticiar que Moraes teria procurado Galípolo para interceder pelo Banco Master junto ao Banco Central em pelo menos quatro ocasiões. O ministro negou ter tratado da aquisição do Banco Master pelo BRB nas reuniões. Disse também não ter realizado “qualquer pressão” sobre o Banco Central referente ao processo.
“Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”, diz a nota.
Na manhã de terça-feira (23), o ministro divulgou o primeiro posicionamento sobre o caso, declarando que também foram feitas reuniões individuais com o presidente jurídico do Banco Itaú e com a presidente do Banco do Brasil, além de um encontro coletivo com os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú para debater o tema.
Em setembro, o Banco Central vetou a compra do Banco Master pelo BRB, citando ausência de documentos que comprovassem a “viabilidade econômico-financeira”. Dois meses depois, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e é investigado por fraudes contra o sistema financeiro.
O escritório de advocacia da esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027.
Leia a nota completa do ministro Alexandre de Moraes: “O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. Aprimeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do Master pelo BRB. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central.”
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Agendas oficiais não registraram reuniões entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central
Autoridades teriam se reunido para tratar das sanções de Moraes na Lei Magnitsky
Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/STF e Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
Autoridades teriam se reunido para tratar das sanções de Moraes na Lei Magnitsky. (Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/STF e Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil)
Em nota divulgada na noite da última terça-feira (23), o magistrado informou que a primeira reunião com Galípolo aconteceu em 14 de agosto, após ser sancionado pelo governo dos Estados Unidos com a aplicação da lei Magnitsky, em 30 de julho. A segunda foi realizada em 30 de setembro, após a medida ter sido aplicada contra sua esposa, em 22 de setembro.
Na agenda de Galípolo divulgada em 14 de agosto, consta uma reunião com representantes da Casa Civil, Ministério da Fazenda e do Ministério das Cidades, em Brasília, para tratar de assuntos institucionais na parte da manhã.
Alexandre de Moraes não divulgou agendas, de forma oficial, nas datas mencionadas. O Banco Central confirmou na terça-feira (23) que manteve reuniões com Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.
A nota de Moraes foi divulgada após o jornal O Globo noticiar que Moraes teria procurado Galípolo para interceder pelo Banco Master junto ao Banco Central em pelo menos quatro ocasiões. O ministro negou ter tratado da aquisição do Banco Master pelo BRB nas reuniões. Disse também não ter realizado “qualquer pressão” sobre o Banco Central referente ao processo.
“Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”, diz a nota.
Na manhã de terça-feira (23), o ministro divulgou o primeiro posicionamento sobre o caso, declarando que também foram feitas reuniões individuais com o presidente jurídico do Banco Itaú e com a presidente do Banco do Brasil, além de um encontro coletivo com os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú para debater o tema.
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O escritório de advocacia da esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027.
Leia a nota completa do ministro Alexandre de Moraes:
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. Aprimeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do Master pelo BRB. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central.”
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2025-12-24
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