Mais de 50 ONGs endossam proposta elaborada pela OAB-SP enviada ao Supremo. (Foto: Luiz Silveira/STF)
Mais de 50 organizações da sociedade civil lideram uma ação coletiva que busca mobilizar a população a favor da implementação de um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorre diante do acirramento da crise na Corte na esteira do caso Banco Master. A mobilização visa também a coleta de apoios institucionais de entidades “comprometidas com a ética, a transparência e a governança pública”.
Os membros do coletivo endossam a proposta elaborada pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que passou a ser defendida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, ainda que de forma hipotética. A proposta das ONGs sugere a adoção de sete diretrizes mínimas, que vão da imparcialidade à fiscalização da conduta.
Um dos projetos postos em prática foi a organização de uma petição online pela formulação do código de conduta, que ultrapassa 45 mil assinaturas. O movimento iniciado em dezembro ganhou novos reforços na última semana. Houve a inclusão das ONGs Transparência Brasil; Derrubando Muros; e Movimento Orçamento Bem Gasto, além do apoio do República.Org e do Movimento Pessoas à Frente. As organizações atuam na busca por apoio ao projeto.
“A mobilização das organizações sociais se soma ao engajamento popular, trazendo maior escala e diversidade de vozes que apoiam a ideia de um código de conduta para os magistrados, com foco na prevenção de conflitos de interesse, transparência de atividades externas e condutas públicas, e padrões claros de conduta institucional”, diz o movimento.
Segundo as organizações, o coletivo “reflete a preocupação de parcelas amplas da sociedade com a necessidade de normas claras de comportamento e integridade para magistrados das mais altas Cortes do país, em consonância com práticas adotadas em democracias consolidadas”.
As ONGs defendem a obrigatoriedade de declaração prévia de conflito de interesse pelos ministros. Além da recusa em processos em que houver conexão pessoal, patrimonial ou ideológica, “com possibilidade de revisão por instância ética independente”.
Também apontam a necessidade de “prevenção de conflitos” envolvendo relações familiares, profissionais ou sociais dos magistrados que “possam se relacionar direta ou indiretamente à atuação jurisdicional dos tribunais superiores”. A sociedade civil destaca, especialmente, os casos no exercício da advocacia por parentes próximos e escritórios de advocacia nos quais tais familiares ocupem posição estratégica.
Transparência
Para as ONGs, o código de conduta deve assegurar, em formato acessível e padronizado, “a publicidade a declarações patrimoniais, agendas dos ministros e seus gabinetes, palestras e vínculos profissionais e acadêmicos, participação em eventos, assim como recusas de convites e ofertas”.
Os organizadores da iniciativa afirmam que os mecanismos atuais “não asseguram à sociedade brasileira a percepção de independência e transparência que se exige dos membros de tribunais superiores, detentores da última palavra na defesa do sistema democrático e dos direitos fundamentais”.
“A adoção de um código para o STF é, no momento, uma das medidas mais importantes para garantir a confiança no Estado e a legitimidade das instituições. Apoiá-la é defender um serviço público respeitado e de qualidade”, diz Fernanda de Melo, especialista de advocacy da República.org.
“Sem confiança, a democracia não se sustenta”, afirma Juliana Sakai, diretora-executiva da Transparência Brasil. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/a-mobilizacao-de-entidades-da-sociedade-civil-pela-adocao-de-um-codigo-de-conduta-e-etica-no-supremo-se-intensifica/ A mobilização de entidades da sociedade civil pela adoção de um Código de Conduta e Ética no Supremo se intensifica 2026-02-02
Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda são “legítimas”. Foto: Arquivo Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda são “legítimas”. (Foto: Arquivo) O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Os …
A Justiça vive uma prova de fogo. (Foto: Antonio Augusto/STF) Mais do que as fraudes financeiras, mais do que a espionagem, extorsão e manipulação de informações, mais do que a infiltração em instâncias regulatórias ou o aliciamento de caciques políticos, a maior ameaça da máfia comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é a de cooptação do …
Flávio Bolsonaro não é votado por ser quem ele é, mas por ser filho de quem é. Foto: Anholete/Agência Senado Flávio Bolsonaro não é votado por ser quem ele é, mas por ser filho de quem é. (Foto: Anholete/Agência Senado) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode até ter se animado com o principal dado da …
Petista está na Espanha para a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Foto: Ricardo Stuckert/PR Petista está na Espanha para a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas …
A mobilização de entidades da sociedade civil pela adoção de um Código de Conduta e Ética no Supremo se intensifica
Mais de 50 ONGs endossam proposta elaborada pela OAB-SP enviada ao Supremo. (Foto: Luiz Silveira/STF)
Mais de 50 organizações da sociedade civil lideram uma ação coletiva que busca mobilizar a população a favor da implementação de um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorre diante do acirramento da crise na Corte na esteira do caso Banco Master. A mobilização visa também a coleta de apoios institucionais de entidades “comprometidas com a ética, a transparência e a governança pública”.
Os membros do coletivo endossam a proposta elaborada pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que passou a ser defendida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, ainda que de forma hipotética. A proposta das ONGs sugere a adoção de sete diretrizes mínimas, que vão da imparcialidade à fiscalização da conduta.
Um dos projetos postos em prática foi a organização de uma petição online pela formulação do código de conduta, que ultrapassa 45 mil assinaturas. O movimento iniciado em dezembro ganhou novos reforços na última semana. Houve a inclusão das ONGs Transparência Brasil; Derrubando Muros; e Movimento Orçamento Bem Gasto, além do apoio do República.Org e do Movimento Pessoas à Frente. As organizações atuam na busca por apoio ao projeto.
“A mobilização das organizações sociais se soma ao engajamento popular, trazendo maior escala e diversidade de vozes que apoiam a ideia de um código de conduta para os magistrados, com foco na prevenção de conflitos de interesse, transparência de atividades externas e condutas públicas, e padrões claros de conduta institucional”, diz o movimento.
Segundo as organizações, o coletivo “reflete a preocupação de parcelas amplas da sociedade com a necessidade de normas claras de comportamento e integridade para magistrados das mais altas Cortes do país, em consonância com práticas adotadas em democracias consolidadas”.
As ONGs defendem a obrigatoriedade de declaração prévia de conflito de interesse pelos ministros. Além da recusa em processos em que houver conexão pessoal, patrimonial ou ideológica, “com possibilidade de revisão por instância ética independente”.
Também apontam a necessidade de “prevenção de conflitos” envolvendo relações familiares, profissionais ou sociais dos magistrados que “possam se relacionar direta ou indiretamente à atuação jurisdicional dos tribunais superiores”. A sociedade civil destaca, especialmente, os casos no exercício da advocacia por parentes próximos e escritórios de advocacia nos quais tais familiares ocupem posição estratégica.
Transparência
Para as ONGs, o código de conduta deve assegurar, em formato acessível e padronizado, “a publicidade a declarações patrimoniais, agendas dos ministros e seus gabinetes, palestras e vínculos profissionais e acadêmicos, participação em eventos, assim como recusas de convites e ofertas”.
Os organizadores da iniciativa afirmam que os mecanismos atuais “não asseguram à sociedade brasileira a percepção de independência e transparência que se exige dos membros de tribunais superiores, detentores da última palavra na defesa do sistema democrático e dos direitos fundamentais”.
“A adoção de um código para o STF é, no momento, uma das medidas mais importantes para garantir a confiança no Estado e a legitimidade das instituições. Apoiá-la é defender um serviço público respeitado e de qualidade”, diz Fernanda de Melo, especialista de advocacy da República.org.
“Sem confiança, a democracia não se sustenta”, afirma Juliana Sakai, diretora-executiva da Transparência Brasil. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/a-mobilizacao-de-entidades-da-sociedade-civil-pela-adocao-de-um-codigo-de-conduta-e-etica-no-supremo-se-intensifica/
A mobilização de entidades da sociedade civil pela adoção de um Código de Conduta e Ética no Supremo se intensifica
2026-02-02
Related Posts
Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos, mostra quebra de sigilo na CPI do INSS
Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda são “legítimas”. Foto: Arquivo Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda são “legítimas”. (Foto: Arquivo) O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Os …
O Supremo vive uma prova de fogo com sua imagem em risco
A Justiça vive uma prova de fogo. (Foto: Antonio Augusto/STF) Mais do que as fraudes financeiras, mais do que a espionagem, extorsão e manipulação de informações, mais do que a infiltração em instâncias regulatórias ou o aliciamento de caciques políticos, a maior ameaça da máfia comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é a de cooptação do …
O senador Flávio tenta se apresentar como um “Bolsonaro moderado”. Já tentou mostrar que não xinga adversários, não adota linguagem radical e não se comporta como o pai
Flávio Bolsonaro não é votado por ser quem ele é, mas por ser filho de quem é. Foto: Anholete/Agência Senado Flávio Bolsonaro não é votado por ser quem ele é, mas por ser filho de quem é. (Foto: Anholete/Agência Senado) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode até ter se animado com o principal dado da …
“Extremismo não acabou e vai disputar a eleição outra vez”, diz Lula
Petista está na Espanha para a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Foto: Ricardo Stuckert/PR Petista está na Espanha para a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas …