A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes.
Foto: Divulgação
A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes. (Foto: Divulgação)
Integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não chegaram a um acordo com a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre a proposta de delação premiada negociada desde março, quando ele foi preso preventivamente pela segunda vez.
Segundo fontes ligadas às investigações, integrantes da PF avaliam que os anexos apresentados até o momento carecem de fatos inéditos e de elementos de prova, requisitos considerados essenciais para a celebração de um acordo de colaboração. Entre investigadores, também há a percepção de que o banqueiro não estaria disposto a cooperar efetivamente e buscaria apenas prolongar sua permanência fora de um presídio comum.
Pessoas com acesso ao conteúdo das negociações afirmam que os documentos mencionam o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que nega irregularidades, além do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma troca de mensagens também teria revelado um pedido de recursos feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro.
A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes. Advogados afirmam haver resistência dos investigadores em avançar nas negociações.
Na PGR, os novos anexos seguem sob análise, mas o órgão mantém cautela quanto à proposta. Nos bastidores, a avaliação é de que ainda não existem elementos suficientes para uma decisão definitiva sobre o acordo.
De acordo com integrantes da Procuradoria, a nova proposta precisa demonstrar de forma mais clara a capacidade de apresentar fatos inéditos e elementos de corroboração. Um dos pontos considerados essenciais é que as informações possam ser confirmadas por documentos, registros ou outros meios independentes de prova.
Relatos obtidos pelo jornal O Globo apontam ainda dúvidas sobre a capacidade de Vorcaro de acessar documentação necessária para sustentar determinadas alegações. Parte do material potencialmente relevante para as investigações já não estaria sob seu controle direto desde a liquidação do Banco Master e a transferência da administração para um gestor responsável pelo processo.
PF e PGR adotam estratégias diferentes nas negociações com o controlador do Banco Master. Em maio, delegados federais chegaram a se retirar das tratativas, retomando posteriormente as conversas. Os procuradores, por outro lado, mantiveram contato permanente com a defesa.
Embora considerem a proposta insuficiente neste momento, integrantes da PGR avaliam que informações mais detalhadas poderiam surgir na fase de depoimentos. Essa etapa, no entanto, só será iniciada caso a PF ou a Procuradoria deem sinal verde para a formalização do acordo.
Coordenados pelo criminalista Sérgio Leonardo, os advogados de Vorcaro tentam acelerar as negociações. Isso porque investigadores indicaram julho como prazo limite para o avanço das tratativas, a fim de evitar possíveis impactos decorrentes do calendário eleitoral.
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Delação premiada: investigadores avaliam que Vorcaro tenta ganhar tempo
A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes.
Foto: Divulgação
A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes. (Foto: Divulgação)
Integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não chegaram a um acordo com a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre a proposta de delação premiada negociada desde março, quando ele foi preso preventivamente pela segunda vez.
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A defesa do banqueiro, por sua vez, sustenta que o material entregue na semana passada reúne informações inéditas e consistentes. Advogados afirmam haver resistência dos investigadores em avançar nas negociações.
Na PGR, os novos anexos seguem sob análise, mas o órgão mantém cautela quanto à proposta. Nos bastidores, a avaliação é de que ainda não existem elementos suficientes para uma decisão definitiva sobre o acordo.
De acordo com integrantes da Procuradoria, a nova proposta precisa demonstrar de forma mais clara a capacidade de apresentar fatos inéditos e elementos de corroboração. Um dos pontos considerados essenciais é que as informações possam ser confirmadas por documentos, registros ou outros meios independentes de prova.
Relatos obtidos pelo jornal O Globo apontam ainda dúvidas sobre a capacidade de Vorcaro de acessar documentação necessária para sustentar determinadas alegações. Parte do material potencialmente relevante para as investigações já não estaria sob seu controle direto desde a liquidação do Banco Master e a transferência da administração para um gestor responsável pelo processo.
PF e PGR adotam estratégias diferentes nas negociações com o controlador do Banco Master. Em maio, delegados federais chegaram a se retirar das tratativas, retomando posteriormente as conversas. Os procuradores, por outro lado, mantiveram contato permanente com a defesa.
Embora considerem a proposta insuficiente neste momento, integrantes da PGR avaliam que informações mais detalhadas poderiam surgir na fase de depoimentos. Essa etapa, no entanto, só será iniciada caso a PF ou a Procuradoria deem sinal verde para a formalização do acordo.
Coordenados pelo criminalista Sérgio Leonardo, os advogados de Vorcaro tentam acelerar as negociações. Isso porque investigadores indicaram julho como prazo limite para o avanço das tratativas, a fim de evitar possíveis impactos decorrentes do calendário eleitoral.
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