Pesquisa mostra que home office também não está entre as prioridades dos trabalhadores.
Foto: Alex Rocha/PMPA
Pesquisa mostra que home office também não está entre as prioridades dos trabalhadores. (Foto: Alex Rocha/PMPA)
A busca por salários mais altos, estabilidade e perspectivas de crescimento continua sendo a principal prioridade dos brasileiros ao projetarem sua carreira para os próximos cinco anos.
É o que mostra a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Futuro Profissional, divulgada nesta sexta-feira (5) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e realizada pela Nexus. Segundo o levantamento, fatores tradicionais seguem à frente de tendências recentes, como o trabalho remoto e a jornada reduzida.
De acordo com a pesquisa, 28,7% dos entrevistados apontam o salário como o principal diferencial da ocupação desejada. Em seguida aparecem a estabilidade no emprego, citada por 22,4%, e as perspectivas de crescimento profissional, mencionadas por 20,1%.
Já o trabalho remoto foi apontado como prioridade por 15,9% dos entrevistados, enquanto a jornada reduzida foi citada por apenas 9,8%.
Para Cláudia Perdigão, especialista da CNI, o resultado reflete a valorização do emprego formal pelos trabalhadores brasileiros.
“Essa estrutura de trabalho continua sendo a primeira opção do trabalhador e é isso que faz com que ele continue mirando essa relação de trabalho formal no médio e no longo prazo”, afirma.
O estudo mostra ainda que o emprego com carteira assinada é a modalidade mais atrativa para 36,3% dos entrevistados que buscam trabalho. Entre jovens de 25 a 34 anos, esse percentual sobe para 41,4%.
Apesar de 95% dos entrevistados declararem satisfação com a ocupação atual, o futuro é visto com cautela. Cerca de 42,7% dos brasileiros afirmam não saber em qual profissão estarão trabalhando daqui a cinco anos.
Segundo a pesquisa, essa incerteza é mais elevada entre trabalhadores mais velhos e está relacionada ao avanço acelerado das inovações tecnológicas.
O levantamento também aponta desafios na qualificação profissional. Menos da metade da população domina habilidades digitais mais complexas, como o uso de ferramentas de inteligência artificial e planilhas avançadas.
O cenário indica que, embora muitos trabalhadores estejam satisfeitos com sua situação atual, existe preocupação em relação à capacidade de acompanhar as exigências do mercado de trabalho nos próximos anos.
Entre aqueles que conseguem visualizar um objetivo profissional para o futuro, os principais obstáculos apontados são a falta de vagas com boas condições de trabalho (22%), a falta de experiência prática (17,6%), a ausência de cursos de formação na região onde vivem (16,9%) e a necessidade de cuidar de familiares (16,1%).
A pesquisa também mostra que o desejo de empreender permanece presente entre os brasileiros. Cerca de 13,9% dos entrevistados afirmam querer abrir o próprio negócio, principalmente em setores tradicionais, como comércio varejista, salões de beleza e restaurantes.
O levantamento foi realizado pela Nexus entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025. Foram ouvidas 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Brasileiro prefere salário e estabilidade a jornada reduzida, diz Confederação Nacional da Indústria
Pesquisa mostra que home office também não está entre as prioridades dos trabalhadores.
Foto: Alex Rocha/PMPA
Pesquisa mostra que home office também não está entre as prioridades dos trabalhadores. (Foto: Alex Rocha/PMPA)
A busca por salários mais altos, estabilidade e perspectivas de crescimento continua sendo a principal prioridade dos brasileiros ao projetarem sua carreira para os próximos cinco anos.
É o que mostra a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Futuro Profissional, divulgada nesta sexta-feira (5) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e realizada pela Nexus. Segundo o levantamento, fatores tradicionais seguem à frente de tendências recentes, como o trabalho remoto e a jornada reduzida.
De acordo com a pesquisa, 28,7% dos entrevistados apontam o salário como o principal diferencial da ocupação desejada. Em seguida aparecem a estabilidade no emprego, citada por 22,4%, e as perspectivas de crescimento profissional, mencionadas por 20,1%.
Já o trabalho remoto foi apontado como prioridade por 15,9% dos entrevistados, enquanto a jornada reduzida foi citada por apenas 9,8%.
Para Cláudia Perdigão, especialista da CNI, o resultado reflete a valorização do emprego formal pelos trabalhadores brasileiros.
“Essa estrutura de trabalho continua sendo a primeira opção do trabalhador e é isso que faz com que ele continue mirando essa relação de trabalho formal no médio e no longo prazo”, afirma.
O estudo mostra ainda que o emprego com carteira assinada é a modalidade mais atrativa para 36,3% dos entrevistados que buscam trabalho. Entre jovens de 25 a 34 anos, esse percentual sobe para 41,4%.
Apesar de 95% dos entrevistados declararem satisfação com a ocupação atual, o futuro é visto com cautela. Cerca de 42,7% dos brasileiros afirmam não saber em qual profissão estarão trabalhando daqui a cinco anos.
Segundo a pesquisa, essa incerteza é mais elevada entre trabalhadores mais velhos e está relacionada ao avanço acelerado das inovações tecnológicas.
O levantamento também aponta desafios na qualificação profissional. Menos da metade da população domina habilidades digitais mais complexas, como o uso de ferramentas de inteligência artificial e planilhas avançadas.
O cenário indica que, embora muitos trabalhadores estejam satisfeitos com sua situação atual, existe preocupação em relação à capacidade de acompanhar as exigências do mercado de trabalho nos próximos anos.
Entre aqueles que conseguem visualizar um objetivo profissional para o futuro, os principais obstáculos apontados são a falta de vagas com boas condições de trabalho (22%), a falta de experiência prática (17,6%), a ausência de cursos de formação na região onde vivem (16,9%) e a necessidade de cuidar de familiares (16,1%).
A pesquisa também mostra que o desejo de empreender permanece presente entre os brasileiros. Cerca de 13,9% dos entrevistados afirmam querer abrir o próprio negócio, principalmente em setores tradicionais, como comércio varejista, salões de beleza e restaurantes.
O levantamento foi realizado pela Nexus entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025. Foram ouvidas 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
(Com CNN)
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