Roberta Luchsinger apresentou Lulinha ao “Careca do INSS”. (Foto: Reprodução/Instagram)
Com o aposto de “amiga do Lulinha”, Roberta Luchsinger, 41 anos, se viu no epicentro do inquérito que apura a aproximação entre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e o empresário Antônio Camilo, que ganhou notoriedade sob a alcunha de “Careca do INSS”.
“Desde dezembro, sou criminalizada, julgada e ameaçada de todas as formas por ser amiga do filho do presidente Lula”, diz a herdeira de um ex-acionista do antigo banco Credit Suisse, ao reafirmar laços com Fábio e a mulher dele, Renata. “Minha melhor amiga.”
Em depoimento à PF em 20 de maio, a empresária confirmou que os apresentou, mas classificou o ato como um gesto de “boa educação”. “Jamais apresentei os dois com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”
Aproximação que ocorreu, segundo ela, quando não havia nada que desabonasse a conduta de Camilo. “Ele virou o Careca do INSS depois da CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito], quando colocaram esse apelido. Até então era uma figura ilesa.”
A empresária diz que firmou contrato com o então ex-executivo de sucesso da indústria farmacêutica. Uma consultoria de R$ 300 mil mensais, totalizando R$ 1,5 milhão em pagamentos ao longo de cinco meses.
“Quando meus advogados levantaram os antecedentes do Antônio e da empresa dele para assinarmos o contrato, não havia um único processo”, diz. Após as denúncias sobre desvios no INSS, decidiu fazer o distrato.
Quanto às suspeitas que pairam sobre a contratação de sua empresa, a RL Consultoria, Roberta diz que sua atuação foi técnica. “A polícia chegou a colocar no inquérito que eu queria vender canabidiol para o Ministério da Saúde. Isso jamais existiu, até porque não havia produto nem regulamentação.”
A lista de suspeições foi crescendo a partir de “vazamentos seletivos” e uso político do caso, critica Roberta.
“Em ano eleitoral e num país tão dividido, o fato de eu expressar minhas opiniões políticas em rede social acabou dando munição para criar narrativas e ilações.”
Uma viagem mágica, de sonhos, ao lado das filhas e de amigos com passeios na neve, visita ao Papai Noel na Lapônia e imagens espetaculares da aurora boreal. É assim que a empresária resume o passeio de cinco dias pela Finlândia, em janeiro de 2025, na companhia de Lulinha, a mulher dele, Renata, e filhos. A mesma viagem que ganhou manchetes como “Lulinha foi à Finlândia bancado por lobista em hotel com diária de R$ 37 mil”.
As despesas de viagem, as contas bancárias, os contratos e até o closet de Roberta, repleto de bolsas e roupas de grife, viraram objeto de investigação da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Roberta diz ter comprovado que não bancou a tal viagem à Finlândia, organizada pela agência de turismo de luxo da amiga Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega. Reafirma não ser sócia nem ter feito transferências a Lulinha, conforme quebra de sigilo fiscal e bancário de ambos.
“Estava em Brasília, quando minha funcionária me ligou apavorada. Minha filha pequena estava dormindo e ficou nervosa”, relata ela, sobre a caçula de 14 anos, fruto do relacionamento com o ex-deputado Protógenes Queiroz.
Segundo relato da empregada, o delegado que chefiou a operação foi educado e profissional, enquanto um dos agentes teria cometido excessos como se referir a Roberta usando termos chulos e intimidar a funcionária ao vasculhar gavetas e armários.
Os fatos foram relatados ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). “Fizemos representação sobre estes excessos”, diz Bruno Salles, advogado da empresária. “O ministro sempre foi muito técnico.”
A expectativa da defesa dos dois investigados é de que a Procuradoria-Geral da República não apresentará denúncia. “Do ponto de vista jurídico, o arquivamento é necessário pela inexistência de crime. A tese acusatória de que a Roberta receberia valores para repassar ao Fábio sem prestação de serviços foi desmontada”, completa o criminalista. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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Empresária alvo das investigações que apuram a roubalheira do INSS diz que o seu crime é ser amiga do filho do presidente Lula
Roberta apresentou Lulinha ao Careca do INSS.
Foto: Reprodução/Instagram
Roberta Luchsinger apresentou Lulinha ao “Careca do INSS”. (Foto: Reprodução/Instagram)
Com o aposto de “amiga do Lulinha”, Roberta Luchsinger, 41 anos, se viu no epicentro do inquérito que apura a aproximação entre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e o empresário Antônio Camilo, que ganhou notoriedade sob a alcunha de “Careca do INSS”.
“Desde dezembro, sou criminalizada, julgada e ameaçada de todas as formas por ser amiga do filho do presidente Lula”, diz a herdeira de um ex-acionista do antigo banco Credit Suisse, ao reafirmar laços com Fábio e a mulher dele, Renata. “Minha melhor amiga.”
Em depoimento à PF em 20 de maio, a empresária confirmou que os apresentou, mas classificou o ato como um gesto de “boa educação”. “Jamais apresentei os dois com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”
Aproximação que ocorreu, segundo ela, quando não havia nada que desabonasse a conduta de Camilo. “Ele virou o Careca do INSS depois da CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito], quando colocaram esse apelido. Até então era uma figura ilesa.”
A empresária diz que firmou contrato com o então ex-executivo de sucesso da indústria farmacêutica. Uma consultoria de R$ 300 mil mensais, totalizando R$ 1,5 milhão em pagamentos ao longo de cinco meses.
“Quando meus advogados levantaram os antecedentes do Antônio e da empresa dele para assinarmos o contrato, não havia um único processo”, diz. Após as denúncias sobre desvios no INSS, decidiu fazer o distrato.
Quanto às suspeitas que pairam sobre a contratação de sua empresa, a RL Consultoria, Roberta diz que sua atuação foi técnica. “A polícia chegou a colocar no inquérito que eu queria vender canabidiol para o Ministério da Saúde. Isso jamais existiu, até porque não havia produto nem regulamentação.”
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As despesas de viagem, as contas bancárias, os contratos e até o closet de Roberta, repleto de bolsas e roupas de grife, viraram objeto de investigação da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Roberta diz ter comprovado que não bancou a tal viagem à Finlândia, organizada pela agência de turismo de luxo da amiga Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega. Reafirma não ser sócia nem ter feito transferências a Lulinha, conforme quebra de sigilo fiscal e bancário de ambos.
“Estava em Brasília, quando minha funcionária me ligou apavorada. Minha filha pequena estava dormindo e ficou nervosa”, relata ela, sobre a caçula de 14 anos, fruto do relacionamento com o ex-deputado Protógenes Queiroz.
Segundo relato da empregada, o delegado que chefiou a operação foi educado e profissional, enquanto um dos agentes teria cometido excessos como se referir a Roberta usando termos chulos e intimidar a funcionária ao vasculhar gavetas e armários.
Os fatos foram relatados ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). “Fizemos representação sobre estes excessos”, diz Bruno Salles, advogado da empresária. “O ministro sempre foi muito técnico.”
A expectativa da defesa dos dois investigados é de que a Procuradoria-Geral da República não apresentará denúncia. “Do ponto de vista jurídico, o arquivamento é necessário pela inexistência de crime. A tese acusatória de que a Roberta receberia valores para repassar ao Fábio sem prestação de serviços foi desmontada”, completa o criminalista. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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