Empresária é investigada por suposta ligação com o Careca do INSS.(Reprodução/ Redes socias)
Depois de meses analisando quebras de sigilo e provas colhidas na investigação das fraudes do INSS, a Polícia Federal colheu, nesta semana, o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, que ficou conhecida por ser amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
Roberta é investigada como operadora de Lulinha junto aos negócios de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, pivô do esquema que desviou mais de 6 bilhões de reais de mais de 5 milhões de aposentados no país.
Os negócios do filho do presidente, segundo investigadores da PF, se davam por meio de Roberta, que negou tudo aos investigadores da PF. Entre inverdades e omissões, a amiga de Lulinha saiu mais complicada do que chegou ao depoimento na polícia, segundo investigadores.
Quem é Roberta Luchsinger
Empresária é investigada por suposta ligação com o Careca do INSS. A PF aponta Luchsinger como possível operadora financeira e política do esquema. Segundo as investigações, seu papel foi “essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”.
A RL Consultoria e Intermediações Limitada, registrada no nome dela, teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria Empresarial Limitada, apontada como empresa de fachada ligada a Antunes. Luchsinger foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025. Já o Careca do INSS está preso desde setembro.
Investigadores apuram elo entre a empresária e o Lulinha. Segundo a investigação, ela aproximou o filho do presidente Lula do lobista e participou de tratativas entre eles ligadas ao mercado de cannabis medicinal. A PF apura se o filho do presidente foi sócio oculto do lobista.
Reportagem do Poder360 mostrou que uma testemunha contou em depoimento à PF que o Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. A PF também identificou viagens de Luchsinger, Lulinha e Antunes à Europa. A defesa de Lulinha alega que ele nunca fechou contratos nem recebeu valores de Antunes.
Fábio Luís não foi indiciado. Apesar disso, ele teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da própria PF.
Luchsinger é herdeira de um ex-acionista do antigo banco Credit Suisse. Em 2017, a amiga de Lulinha disse que faria uma doação milionária a Lula, então investigado pela Operação Lava Jato. Ela se candidatou a deputada estadual em São Paulo pelo PT em 2018, mas não se elegeu.
Em depoimento hoje, Luchsinger confirmou que apresentou Lulinha ao Careca do INSS. Roberta afirmou que apresentou Lulinha a Antunes “em contexto social”. No depoimento, ela disse ainda que, após a deflagração da Operação Sem Desconto, na qual a PF investigou supostas irregularidades envolvendo Antunes, ela “teve receio de que esse contato pudesse ser explorado politicamente, como de fato vem ocorrendo”.
Empresária negou que tenha viajado com Lulinha e Antunes. Além disso, Roberta afirmou que, pelo que soube, a viagem do filho de Lula a Portugal com Antunes serviu para “prospecção e sondagem de negócios” e que Lulinha foi convidado “por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda, inclusive, em função da utilização de medicamento à base de canabidiol por familiares”.
Luchsinger confirmou que fez negócios com Antunes. Ela disse que prestou serviços “relativos à regulação do mercado de canabidiol no Brasil e que foi devidamente remunerada por isso” e que “quando o conheceu não pendia sobre ele qualquer suspeita de irregularidades, sequer possuindo processos em seu nome ou de suas empresas”.
Defesa disse que a empresária é “alvo de verdadeira campanha difamatória”. “Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmaram, em nota, os advogados Bruno Ribeiro, Cristiane Costa e Marcon Antonio Martins. Com informações da Revista Veja e do portal Uol.
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Depoimento na Polícia Federal piora situação da amiga de Lulinha
Empresária é investigada por suposta ligação com o Careca do INSS.(Reprodução/ Redes socias)
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Roberta é investigada como operadora de Lulinha junto aos negócios de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, pivô do esquema que desviou mais de 6 bilhões de reais de mais de 5 milhões de aposentados no país.
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Quem é Roberta Luchsinger
Empresária é investigada por suposta ligação com o Careca do INSS. A PF aponta Luchsinger como possível operadora financeira e política do esquema. Segundo as investigações, seu papel foi “essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”.
A RL Consultoria e Intermediações Limitada, registrada no nome dela, teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria Empresarial Limitada, apontada como empresa de fachada ligada a Antunes. Luchsinger foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025. Já o Careca do INSS está preso desde setembro.
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Luchsinger confirmou que fez negócios com Antunes. Ela disse que prestou serviços “relativos à regulação do mercado de canabidiol no Brasil e que foi devidamente remunerada por isso” e que “quando o conheceu não pendia sobre ele qualquer suspeita de irregularidades, sequer possuindo processos em seu nome ou de suas empresas”.
Defesa disse que a empresária é “alvo de verdadeira campanha difamatória”. “Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmaram, em nota, os advogados Bruno Ribeiro, Cristiane Costa e Marcon Antonio Martins. Com informações da Revista Veja e do portal Uol.
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