Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump. (Foto: GAI Media)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno feito por Flávio a aliados de que, se vencer em outubro, vai deixar o caminho livre para outros postulantes em 2030. O senador tem se posicionado contra a reeleição.
“O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho (Mello, governador de SC), seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”, afirmou o senador.
Flávio anunciou em fevereiro que protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição no país. A medida mira atrair o endosso de governadores, lideranças e partidos que estão na fila para disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem Lula (PT) ou Bolsonaros nas urnas.
Um dos principais destinatários do aceno de Flávio é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que em 2030 terá a corrida presidencial como opção natural, depois de tentar a reeleição neste ano.
Interlocutores do senador negam, porém, que já exista algum acordo prévio com o governador para que ele seja o próximo presidenciável da direita bolsonarista.
Em entrevista a jornalistas no sábado (9) para evento de sua pré-campanha, ele chamou de “distorção” a reportagem sobre seu discurso de sexta. Contudo, afirmou que “quatro anos (é) muito pouco para um mandato só”.
Questionado se abriria mão da reeleição mesmo que a PEC não seja aprovada, Flávio disse: “Eu sou contra a reeleição, mas eu acho quatro anos muito pouco para um mandato só. Isso vai ser uma discussão que vai ter no Congresso. Eu não quero a reeleição. Vou trabalhar para que a PEC seja aprovada. Eu acredito que ela vai ser aprovada, mas, convenhamos, quatro anos acho muito pouco para um mandato só para tanta coisa que o Brasil precisa arrumar”.
Flávio também falou que a esquerda será insignificante por até 40 anos, caso ele vença a eleição.
“A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.
Flávio discursou ao lado do governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, da deputada Caroline de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidatos ao Senado. Ele reafirmou o apoio à dupla do PL, decisão que provocou racha com aliados no estado.
O senador também fez críticas à política externa e à condução econômica do governo Lula.
Ao comentar a visita do presidente a seu homólogo norte-americano, Donald Trump, disse que o petista perdeu uma oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado.
“O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, afirmou.
Flávio também disse que pretende propor uma nova reforma tributária, para alterar a aprovada no Congresso nesta Legislatura, após proposta do governo Lula. O senador afirmou que pretende reduzir impostos sem indicar compensação de receitas, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra”, afirmou.
“A lei diz que você não pode diminuir o imposto sem dizer como é que você compensa essa perda de arrecadação. Isso vai mudar porque o (ex-) presidente (Jair) Bolsonaro provou que, com um governo moderno, com um governo que não rouba, com um governo enxuto, com um governo digitalizado, você pode baixar o imposto, que a arrecadação vai aumentar. E as consequências são maravilhosas para todo mundo”, completou. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos, após ter apoiado o fim da reeleição
Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump. (Foto: GAI Media)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno feito por Flávio a aliados de que, se vencer em outubro, vai deixar o caminho livre para outros postulantes em 2030. O senador tem se posicionado contra a reeleição.
“O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho (Mello, governador de SC), seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”, afirmou o senador.
Flávio anunciou em fevereiro que protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição no país. A medida mira atrair o endosso de governadores, lideranças e partidos que estão na fila para disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem Lula (PT) ou Bolsonaros nas urnas.
Um dos principais destinatários do aceno de Flávio é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que em 2030 terá a corrida presidencial como opção natural, depois de tentar a reeleição neste ano.
Interlocutores do senador negam, porém, que já exista algum acordo prévio com o governador para que ele seja o próximo presidenciável da direita bolsonarista.
Em entrevista a jornalistas no sábado (9) para evento de sua pré-campanha, ele chamou de “distorção” a reportagem sobre seu discurso de sexta. Contudo, afirmou que “quatro anos (é) muito pouco para um mandato só”.
Questionado se abriria mão da reeleição mesmo que a PEC não seja aprovada, Flávio disse: “Eu sou contra a reeleição, mas eu acho quatro anos muito pouco para um mandato só. Isso vai ser uma discussão que vai ter no Congresso. Eu não quero a reeleição. Vou trabalhar para que a PEC seja aprovada. Eu acredito que ela vai ser aprovada, mas, convenhamos, quatro anos acho muito pouco para um mandato só para tanta coisa que o Brasil precisa arrumar”.
Flávio também falou que a esquerda será insignificante por até 40 anos, caso ele vença a eleição.
“A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.
Flávio discursou ao lado do governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, da deputada Caroline de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidatos ao Senado. Ele reafirmou o apoio à dupla do PL, decisão que provocou racha com aliados no estado.
O senador também fez críticas à política externa e à condução econômica do governo Lula.
Ao comentar a visita do presidente a seu homólogo norte-americano, Donald Trump, disse que o petista perdeu uma oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado.
“O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, afirmou.
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“Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra”, afirmou.
“A lei diz que você não pode diminuir o imposto sem dizer como é que você compensa essa perda de arrecadação. Isso vai mudar porque o (ex-) presidente (Jair) Bolsonaro provou que, com um governo moderno, com um governo que não rouba, com um governo enxuto, com um governo digitalizado, você pode baixar o imposto, que a arrecadação vai aumentar. E as consequências são maravilhosas para todo mundo”, completou. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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