Governo transforma o cerco ao presidente do PP em um “discurso forte” contra a oposição. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Após registrar uma derrota política na semana anterior com a rejeição do nome de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) – resultado de uma articulação entre setores do Supremo, o senador Davi Alcolumbre e a oposição –, o governo federal parece ter encontrado novo fôlego para o período eleitoral. O fato novo decorre da operação policial que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP), um dos principais nomes do Centrão e figura influente na articulação política da oposição.
Ele foi um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do senador em Brasília e no Piauí. Além disso, por determinação judicial, ele está proibido de manter contato com os demais investigados enquanto o inquérito segue em andamento.
O impacto da operação é considerado estratégico não apenas no campo jurídico, mas também político. Nogueira, que presidiu a Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro, é atualmente uma das lideranças mais relevantes do Centrão alinhadas à oposição. Como presidente nacional do Progressistas, ele exerce influência direta sobre as negociações eleitorais para 2026 e sobre a composição de alianças em torno do campo conservador.
Dentro desse cenário, o PP abriga nomes cotados para ocupar a vice-presidência em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro, entre eles o próprio senador Ciro Nogueira e a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina. A operação, portanto, acaba produzindo reflexos políticos que ultrapassam o âmbito das investigações financeiras e alcançam diretamente as articulações eleitorais em curso.
Na disputa narrativa sobre quem mantém maior proximidade política ou institucional com o Banco Master, o governo avalia ter saído momentaneamente fortalecido. Para integrantes da articulação governista, o avanço da investigação sobre setores do Centrão reduz, ao menos neste momento, o impacto político de apurações que também atingem aliados do PT na Bahia e nomes próximos ao Palácio do Planalto, como o senador Jaques Wagner.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ressaltado publicamente que a operação foi conduzida sob relatoria do ministro André Mendonça, integrante do STF indicado ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O argumento é utilizado por aliados do governo para afastar interpretações de interferência política ou de direcionamento institucional nas investigações em andamento. (Com informações da colunista Julia Duailibi, do portal de notícias g1)
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Operação contra o senador Ciro Nogueira no caso do Banco Master é trunfo eleitoral para Lula
Governo transforma o cerco ao presidente do PP em um “discurso forte” contra a oposição. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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O impacto da operação é considerado estratégico não apenas no campo jurídico, mas também político. Nogueira, que presidiu a Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro, é atualmente uma das lideranças mais relevantes do Centrão alinhadas à oposição. Como presidente nacional do Progressistas, ele exerce influência direta sobre as negociações eleitorais para 2026 e sobre a composição de alianças em torno do campo conservador.
Dentro desse cenário, o PP abriga nomes cotados para ocupar a vice-presidência em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro, entre eles o próprio senador Ciro Nogueira e a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina. A operação, portanto, acaba produzindo reflexos políticos que ultrapassam o âmbito das investigações financeiras e alcançam diretamente as articulações eleitorais em curso.
Na disputa narrativa sobre quem mantém maior proximidade política ou institucional com o Banco Master, o governo avalia ter saído momentaneamente fortalecido. Para integrantes da articulação governista, o avanço da investigação sobre setores do Centrão reduz, ao menos neste momento, o impacto político de apurações que também atingem aliados do PT na Bahia e nomes próximos ao Palácio do Planalto, como o senador Jaques Wagner.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ressaltado publicamente que a operação foi conduzida sob relatoria do ministro André Mendonça, integrante do STF indicado ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O argumento é utilizado por aliados do governo para afastar interpretações de interferência política ou de direcionamento institucional nas investigações em andamento. (Com informações da colunista Julia Duailibi, do portal de notícias g1)
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