Flávio tenta conectar o Master ao PT após a Polícia Federal mirar Ciro Nogueira
Foto: Agência Senado
Flávio tenta conectar o Master ao PT após a Polícia Federal mirar Ciro Nogueira. (Foto: Agência Senado)
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) apontou haver ligações entre o Banco Master e o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai tentar a reeleição. Em vídeos nas redes sociais, Flávio evocou a conexão horas depois de a Polícia Federal (PF) ter feito uma ação de busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueira (PP), aliado da família Bolsonaro. No passado, Flávio já elogiou a lealdade de Ciro Nogueira e disse que ele tinha “todas as credenciais” para disputar como vice-presidente em uma chapa com o PL.
A operação foi uma fase da Compliance Zero, que investiga crimes financeiros e de corrupção supostamente cometidos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação dessa quinta-feira (7) revelou que Ciro Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil de Vorcaro, além de ter ganhado do banqueiro estadas em hotéis de luxo e refeições em restaurantes caros.
Em dois vídeos, publicados na noite de quinta e na manhã desta sexta-feira (8), Flávio Bolsonaro defende a criação de uma CPI do Master, comissão parlamentar de inquérito que investigaria o caso, e lista supostas conexões entre políticos do PT e o caso Master.
“A CPI do Banco Master precisa sair no papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade: Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia?”, diz Flávio no vídeo de quinta-feira à noite.
Nesse momento, aparece na tela reportagem do site “Gazeta do Povo” que afirma que governos petistas na Bahia seriam o “berço político do Master”. No vídeo publicado nesta sexta-feira (8) Flávio diz que há “coincidências demais” entre o caso Master e o PT.
Deputados e senadores têm se movimentado desde abril para que se crie uma CPI do Master, mas a comissão ainda não existe. Em 30 de abril, as deputadas Heloísa Helena (Rede-SP) e Fernanda (PSOL-RS), de partidos aliados ao governo Lula, protocolaram na Câmara um pedido para criar a CPI. No Senado, a CPI do INSS tentou avançar sobre temas do Master, e senadores da oposição, aliados de Flávio Bolsonaro, defenderam a criação de uma CPI específica sobre as irregularidades no banco. Existe a possibilidade de se formar uma CPMI, uma comissão mista, com deputados e senadores.
Em entrevista na semana passada, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que o partido errou ao não liderar a articulação por uma CPI do Master.
“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, disse o presidente do PT ao jornal “O Estado de S.Paulo”.
O elo entre o caso Master e petistas da Bahia é Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. Lima foi preso em novembro de 2025 em fase da operação Compliance Zero. O Pleno foi liquidado pelo Banco Central. Augusto Lima é ligado a Rui Costa e Jaques Wagner, ex-governadores da Bahia e ex-ministros de Lula. Lima ganhou notoriedade ao comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal).
Com a compra, Lima adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. A privatização de Ebal se deu quando Rui Costa governava a Bahia. Se, à direita, Flávio Bolsonaro publicou o vídeo tentando conectar o PT ao caso Master, à esquerda, lideranças aproveitaram a operação contra Ciro Nogueira para tentar ligar o investigado a Flávio.
Políticos de esquerda usam as redes sociais para divulgar trecho de uma entrevista concedida em junho de 2025 por Flávio Bolsonaro em que ele elogia Nogueira. Na época da entrevista, Flávio ainda apoiava que o pai dele, Jair Bolsonaro, saísse candidato a presidente. Dias após a entrevista, Jair foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação.
Flávio diz na entrevista que ter Jair como candidato a presidente seria a “chapa dos sonhos”. Questionado sobre o vice, ele responde:
“Tem todas as credenciais para [o vice] ser Ciro Nogueira, é um bom perfil. Nordestino, de um partido grande, forte, sempre teve lealdade com o presidente Bolsonaro, foi ministro do presidente Bolsonaro.” (Com informações do portal g1)
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Flávio Bolsonaro aponta ligação do Banco Master com a cúpula do PT horas após a ação da Polícia Federal mirar aliado dele
Flávio tenta conectar o Master ao PT após a Polícia Federal mirar Ciro Nogueira
Foto: Agência Senado
Flávio tenta conectar o Master ao PT após a Polícia Federal mirar Ciro Nogueira. (Foto: Agência Senado)
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) apontou haver ligações entre o Banco Master e o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai tentar a reeleição. Em vídeos nas redes sociais, Flávio evocou a conexão horas depois de a Polícia Federal (PF) ter feito uma ação de busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueira (PP), aliado da família Bolsonaro. No passado, Flávio já elogiou a lealdade de Ciro Nogueira e disse que ele tinha “todas as credenciais” para disputar como vice-presidente em uma chapa com o PL.
A operação foi uma fase da Compliance Zero, que investiga crimes financeiros e de corrupção supostamente cometidos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação dessa quinta-feira (7) revelou que Ciro Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil de Vorcaro, além de ter ganhado do banqueiro estadas em hotéis de luxo e refeições em restaurantes caros.
Em dois vídeos, publicados na noite de quinta e na manhã desta sexta-feira (8), Flávio Bolsonaro defende a criação de uma CPI do Master, comissão parlamentar de inquérito que investigaria o caso, e lista supostas conexões entre políticos do PT e o caso Master.
“A CPI do Banco Master precisa sair no papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade: Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia?”, diz Flávio no vídeo de quinta-feira à noite.
Nesse momento, aparece na tela reportagem do site “Gazeta do Povo” que afirma que governos petistas na Bahia seriam o “berço político do Master”. No vídeo publicado nesta sexta-feira (8) Flávio diz que há “coincidências demais” entre o caso Master e o PT.
Deputados e senadores têm se movimentado desde abril para que se crie uma CPI do Master, mas a comissão ainda não existe. Em 30 de abril, as deputadas Heloísa Helena (Rede-SP) e Fernanda (PSOL-RS), de partidos aliados ao governo Lula, protocolaram na Câmara um pedido para criar a CPI. No Senado, a CPI do INSS tentou avançar sobre temas do Master, e senadores da oposição, aliados de Flávio Bolsonaro, defenderam a criação de uma CPI específica sobre as irregularidades no banco. Existe a possibilidade de se formar uma CPMI, uma comissão mista, com deputados e senadores.
Em entrevista na semana passada, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que o partido errou ao não liderar a articulação por uma CPI do Master.
“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, disse o presidente do PT ao jornal “O Estado de S.Paulo”.
O elo entre o caso Master e petistas da Bahia é Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. Lima foi preso em novembro de 2025 em fase da operação Compliance Zero. O Pleno foi liquidado pelo Banco Central. Augusto Lima é ligado a Rui Costa e Jaques Wagner, ex-governadores da Bahia e ex-ministros de Lula. Lima ganhou notoriedade ao comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal).
Com a compra, Lima adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. A privatização de Ebal se deu quando Rui Costa governava a Bahia. Se, à direita, Flávio Bolsonaro publicou o vídeo tentando conectar o PT ao caso Master, à esquerda, lideranças aproveitaram a operação contra Ciro Nogueira para tentar ligar o investigado a Flávio.
Políticos de esquerda usam as redes sociais para divulgar trecho de uma entrevista concedida em junho de 2025 por Flávio Bolsonaro em que ele elogia Nogueira. Na época da entrevista, Flávio ainda apoiava que o pai dele, Jair Bolsonaro, saísse candidato a presidente. Dias após a entrevista, Jair foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação.
Flávio diz na entrevista que ter Jair como candidato a presidente seria a “chapa dos sonhos”. Questionado sobre o vice, ele responde:
“Tem todas as credenciais para [o vice] ser Ciro Nogueira, é um bom perfil. Nordestino, de um partido grande, forte, sempre teve lealdade com o presidente Bolsonaro, foi ministro do presidente Bolsonaro.” (Com informações do portal g1)
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