Rafael Fonteles cita “insatisfação velada” de senadores da base aliada do governo. (Foto: Reprodução)
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do nome pelo Senado Federal.
Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Fonteles elogiou a atuação de Messias durante o processo de análise da indicação e avaliou o resultado da votação no Senado como um sinal de desgaste na relação entre o governo federal e parte de sua base aliada na Casa.
“Podemos tirar duas conclusões a partir da votação de quarta-feira no Senado Federal. A primeira é a de que o ministro Jorge Messias demonstrou, de forma brilhante, todos os requisitos necessários para o cargo de ministro do STF. A segunda conclusão é a de que precisamos aperfeiçoar a articulação política do governo federal junto ao Senado, pois a votação revelou clara demonstração de insatisfação velada de alguns senadores que seriam da nossa base aliada”, afirmou o petista.
Na mesma publicação, o governador também declarou esperar que a relação política entre o Palácio do Planalto e os senadores seja fortalecida nos próximos meses, para evitar impactos sobre os estados nordestinos.
“Espero que essa articulação seja aperfeiçoada rapidamente, para que o Nordeste não seja prejudicado”, escreveu Fonteles.
Natural de Pernambuco, Jorge Messias teve o nome rejeitado pelo Senado na última quarta-feira (29), após um processo de indefinição que se arrastou por cerca de cinco meses. A decisão representou uma derrota política para o governo Lula, que articulava a aprovação do advogado-geral da União para ocupar uma cadeira na Suprema Corte.
A votação ocorreu de forma secreta e terminou com 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos favoráveis, conforme determina a Constituição. O resultado evidenciou dificuldades do governo em consolidar apoio suficiente entre os senadores, inclusive dentro de partidos considerados aliados.
A rejeição também chamou atenção por ser um episódio raro na história política brasileira. A última vez em que o Senado Federal havia barrado a indicação de um ministro para o Supremo Tribunal Federal ocorreu em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.
Com a derrota de Jorge Messias, caberá agora ao presidente Lula indicar um novo nome para ocupar a vaga aberta no STF após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo em outubro de 2025. (Com informações do portal R7)
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Governador do PT defende que Lula mantenha indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo
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O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do nome pelo Senado Federal.
Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Fonteles elogiou a atuação de Messias durante o processo de análise da indicação e avaliou o resultado da votação no Senado como um sinal de desgaste na relação entre o governo federal e parte de sua base aliada na Casa.
“Podemos tirar duas conclusões a partir da votação de quarta-feira no Senado Federal. A primeira é a de que o ministro Jorge Messias demonstrou, de forma brilhante, todos os requisitos necessários para o cargo de ministro do STF. A segunda conclusão é a de que precisamos aperfeiçoar a articulação política do governo federal junto ao Senado, pois a votação revelou clara demonstração de insatisfação velada de alguns senadores que seriam da nossa base aliada”, afirmou o petista.
Na mesma publicação, o governador também declarou esperar que a relação política entre o Palácio do Planalto e os senadores seja fortalecida nos próximos meses, para evitar impactos sobre os estados nordestinos.
“Espero que essa articulação seja aperfeiçoada rapidamente, para que o Nordeste não seja prejudicado”, escreveu Fonteles.
Natural de Pernambuco, Jorge Messias teve o nome rejeitado pelo Senado na última quarta-feira (29), após um processo de indefinição que se arrastou por cerca de cinco meses. A decisão representou uma derrota política para o governo Lula, que articulava a aprovação do advogado-geral da União para ocupar uma cadeira na Suprema Corte.
A votação ocorreu de forma secreta e terminou com 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos favoráveis, conforme determina a Constituição. O resultado evidenciou dificuldades do governo em consolidar apoio suficiente entre os senadores, inclusive dentro de partidos considerados aliados.
A rejeição também chamou atenção por ser um episódio raro na história política brasileira. A última vez em que o Senado Federal havia barrado a indicação de um ministro para o Supremo Tribunal Federal ocorreu em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.
Com a derrota de Jorge Messias, caberá agora ao presidente Lula indicar um novo nome para ocupar a vaga aberta no STF após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo em outubro de 2025. (Com informações do portal R7)
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