Após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo, os pré-candidatos à Presidência da República de direita tentam “surfar” em revés de Lula
“Governo Lula acabou. Grande dia”, escreveu Flávio Bolsonaro em publicação nas redes sociais. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), os pré-candidatos à Presidência da República reagiram à derrota histórica imposta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Principal adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a articulação que resultou na reprovação de Messias e afirmou que o governo “acabou”.
“Governo Lula acabou. Grande dia”, escreveu Flávio em publicação nas redes sociais. “Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”, disse.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado chamou Jorge Messias de “cabo de chicote” de Lula. Ele exaltou a ação do Senado, mas não fez menções ao que a derrota representa ao governo.
“O que melhor define a rejeição é um termo muito usado por nós. O Senado não aceitou que o Lula indicasse seu ‘cabo de chicote’ como membro do Supremo”, publicou.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) foi quem se manifestou de forma mais efusiva. Nas últimas semanas, ele tem protagonizado embates públicos com o STF, em especial com o ministro Gilmar Mendes, após publicar vídeos produzidos com inteligência artificial para criticar ações dos magistrados.
Sobre a rejeição de Messias, Zema opinou que foi “um golaço do Brasil” e representa “um basta à politização” da corte. Em mais uma manifestação contra o Supremo, o ex-governador disse que os magistrados possuem um “comportamento vergonhoso”:
“Finalmente, o Senado fez o que tinha que ser feito. Barrou mais uma indicação política do Lula. É um basta à politização do STF. Um basta ao comportamento vergonhoso de ministros. Um basta às perseguições”, postou.
No partido Missão, Renan Santos definiu a derrota do governo como “ótima notícia” e afirmou que Lula “terá que lidar” com essa situação inédita.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também usou as redes sociais para comemorar a rejeição de Jorge Messias ao STF. Ela compartilhou uma postagem em que o senador Márcio Bittar (PL-AC) comemorou o veto: “Vencemos”. E complementou: “A justiça de Deus foi feita.”
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a rejeição a Messias é um sinal de “fragilidade do governo”:
“A derrota do governo é reveladora, a gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular, não teve condição de aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal, algo que não acontecia há 132 anos”, frisou.
Já o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) disse que considera a rejeição à indicação de Messias “incompreensível”:
“Tem gente comemorando porque, muitas vezes, não sabe do que está falando e acha que é uma vitória da oposição. Não foi. Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República e do combate ao crime no País.”
Apesar disso, ele minimizou o impacto eleitoral ao presidente Lula, que, segundo ele, já deu sinais de reações em outros momentos de crise de governabilidade:
“O presidente Lula sempre sai fortalecido desses embates. Toda vez que eu o vi perder uma batalha dessas, no ano passado mesmo, quando fomos taxar os super ricos e o Congresso impôs uma derrota, o governo reagiu e saiu por cima.” (Com informações do jornal O Globo)
Na política interna, Lula viu a oposição que estava desalinhada se reagrupar em torno de uma pauta. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Depois da operação policial que resultou em 121 mortes no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu a segurança pública, maior preocupação dos brasileiros, virar munição de opositores em um momento no …
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Já o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) disse que considera a rejeição à indicação de Messias “incompreensível”:
“Tem gente comemorando porque, muitas vezes, não sabe do que está falando e acha que é uma vitória da oposição. Não foi. Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República e do combate ao crime no País.”
Apesar disso, ele minimizou o impacto eleitoral ao presidente Lula, que, segundo ele, já deu sinais de reações em outros momentos de crise de governabilidade:
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