A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico.
Foto: Reprodução
A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico.(Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou-se como o principal alvo dos discursos políticos na corrida para o Planalto em 2026. Um levantamento revela que 10 dos 12 pré-candidatos à Presidência da República já se manifestaram de forma crítica ou contrária à atuação da Corte e de seus ministros apenas este ano. A análise baseou-se em publicações de redes sociais, entrevistas e posicionamentos oficiais.
A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico. Entre os nomes que contestam a Corte, destacam-se figuras da direita e da esquerda radical. Aldo Rebelo (DC), por exemplo, reprovou o que chama de “ativismo judicial”, enquanto Augusto Cury (Avante) contestou os mandatos longos dos ministros. No campo mais conservador, Flávio Bolsonaro (PL) afirma que as ações de Alexandre de Moraes buscam desequilibrar as eleições, e Cabo Daciolo (Mobiliza) chegou a declarar que os magistrados não são “juízes de verdade”.
O caso de maior repercussão recente envolve o pré-candidato Romeu Zema (Novo). O ex-governador de Minas Gerais elevou o tom das críticas ao utilizar fantoches em suas redes sociais para satirizar os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. A reação da Corte foi imediata: Mendes solicitou formalmente a inclusão de Zema no inquérito das fake news, o que inflamou ainda mais a base de apoio do pré-candidato, que utiliza o rótulo de “intocáveis” para se referir aos membros do tribunal.
Outros nomes de peso, como Ronaldo Caiado (PSD), classificaram a atual configuração da Corte como uma “anomalia” e propuseram o aumento da idade mínima para ingresso no tribunal. Até mesmo candidatos de partidos historicamente.
Para analistas políticos, a polarização contra o STF reflete um desejo do eleitorado por mudanças profundas no sistema de freios e contrapesos do país. Ao transformar o Judiciário em um “adversário eleitoral”, os candidatos conseguem engajar nichos específicos que veem na Corte um obstáculo à governabilidade ou à aplicação de leis mais rígidas. Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que o tribunal continue no centro do debate, testando os limites entre a crítica política e a desinformação. (Com informações do portal de notícias Poder360)
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10 dos 12 pré-candidatos à Presidência já se manifestaram contra o Supremo
A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico.
Foto: Reprodução
A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico.(Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou-se como o principal alvo dos discursos políticos na corrida para o Planalto em 2026. Um levantamento revela que 10 dos 12 pré-candidatos à Presidência da República já se manifestaram de forma crítica ou contrária à atuação da Corte e de seus ministros apenas este ano. A análise baseou-se em publicações de redes sociais, entrevistas e posicionamentos oficiais.
A estratégia de fustigar o Judiciário atravessa quase todo o espectro ideológico. Entre os nomes que contestam a Corte, destacam-se figuras da direita e da esquerda radical. Aldo Rebelo (DC), por exemplo, reprovou o que chama de “ativismo judicial”, enquanto Augusto Cury (Avante) contestou os mandatos longos dos ministros. No campo mais conservador, Flávio Bolsonaro (PL) afirma que as ações de Alexandre de Moraes buscam desequilibrar as eleições, e Cabo Daciolo (Mobiliza) chegou a declarar que os magistrados não são “juízes de verdade”.
O caso de maior repercussão recente envolve o pré-candidato Romeu Zema (Novo). O ex-governador de Minas Gerais elevou o tom das críticas ao utilizar fantoches em suas redes sociais para satirizar os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. A reação da Corte foi imediata: Mendes solicitou formalmente a inclusão de Zema no inquérito
das fake news, o que inflamou ainda mais a base de apoio do pré-candidato, que utiliza o rótulo de “intocáveis” para se referir aos membros do tribunal.
Outros nomes de peso, como Ronaldo Caiado (PSD), classificaram a atual configuração da Corte como uma “anomalia” e propuseram o aumento da idade mínima para ingresso no tribunal. Até mesmo candidatos de partidos historicamente.
Para analistas políticos, a polarização contra o STF reflete um desejo do eleitorado por mudanças profundas no sistema de freios e contrapesos do país. Ao transformar o Judiciário em um “adversário eleitoral”, os candidatos conseguem engajar nichos específicos que veem na Corte um obstáculo à governabilidade ou à aplicação de leis
mais rígidas. Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que o tribunal continue no centro do debate, testando os limites entre a crítica política e a desinformação. (Com informações do portal de notícias Poder360)
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