Em menos de uma semana, o decano do tribunal falou com ao menos seis veículos de comunicação. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recorreu a uma série de entrevistas à imprensa e a comentários públicos para rebater críticas à corte e defender suas posições. No intervalo de menos de uma semana, o decano do tribunal falou com ao menos seis veículos de comunicação.
Gilmar respondeu a questões sobre a crise de imagem da corte quanto ao caso do Banco Master. Nesse ponto, afirmou que o envolvimento do Supremo é marginal e que o endereço central do escândalo não é a praça dos Três Poderes, mas a Faria Lima, em referência ao centro financeiro do país, em São Paulo.
Nas declarações, o ministro apontou o que afirma ser uma contradição nas críticas, como o fato de acusações de interferências indevidas nos demais Poderes acontecerem ao mesmo tempo em que há cobranças para que o STF atue em determinados temas.
Nas entrevistas, Gilmar defendeu a manutenção do inquérito das fake news, que já completou sete anos. Também buscou justificar a sua decisão de enviar ao relator, Alexandre de Moraes, uma notícia-crime contra o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), conforme revelou a colunista Mônica Bergamo, e sua representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), após proposta de indiciamento de integrantes do Supremo.
Gilmar também abordou a proposta do presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para a construção de um código de ética, que é alvo de resistência por parte do decano. Tratou, ainda, da proposta de Flávio Dino de uma reforma do Judiciário e defendeu um pacto mais amplo entre os Poderes.
Nos últimos dias, Gilmar deu entrevistas ao Jornal da Globo, Jornal da Record, ao portal Metrópoles, à Band, ao Correio Braziliense e ao veículo português Expresso. Fez ainda comentários no plenário na sessão de quarta-feira (22) do STF.
“Há uma maldade em tentar transferir o caso Master para a praça dos Três Poderes. Eu acho que o Master continua residindo na Faria Lima. São bancos, não só o Master, mas bancos outros que venderam os créditos do Master, que emprestaram credibilidade, que têm que explicar. Todo o sistema, não só aqui ou acolá, o ministro usou do avião ou fez isso ou aquilo. Vamos investigar, vamos examinar, mas é preciso investigar o sistema como um todo”, disse.
Bastidores
Nos bastidores, Gilmar integra uma ala do tribunal que gostaria de ver uma postura mais firme de Fachin na defesa do Supremo e de seus integrantes.
Na última quinta (23), em entrevista ao portal Metrópoles, Gilmar comparou as críticas feitas à corte por Zema a retratar o ex-governador de Minas como homossexual.
Zema publicou um vídeo no mês passado satirizando Gilmar e Dias Toffoli. Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, ele pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago, ‘tô’ a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao Tayayá, que tinha participação de Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado”, afirmou o ministro.
No plenário da corte, Gilmar criticou editoriais da Folha dizendo que, de um lado, há cobranças do jornal sobre exorbitância do STF e, de outro, falta de atuação em alguns temas. O ministro disse que “pouca gente vai poder colocar na biografia” o fato de vários editoriais na imprensa terem sido dedicados a ele. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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O ministro Gilmar Mendes recorre a série de entrevistas para rebater críticas e defender o Supremo
Em menos de uma semana, o decano do tribunal falou com ao menos seis veículos de comunicação. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recorreu a uma série de entrevistas à imprensa e a comentários públicos para rebater críticas à corte e defender suas posições. No intervalo de menos de uma semana, o decano do tribunal falou com ao menos seis veículos de comunicação.
Gilmar respondeu a questões sobre a crise de imagem da corte quanto ao caso do Banco Master. Nesse ponto, afirmou que o envolvimento do Supremo é marginal e que o endereço central do escândalo não é a praça dos Três Poderes, mas a Faria Lima, em referência ao centro financeiro do país, em São Paulo.
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Gilmar também abordou a proposta do presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para a construção de um código de ética, que é alvo de resistência por parte do decano. Tratou, ainda, da proposta de Flávio Dino de uma reforma do Judiciário e defendeu um pacto mais amplo entre os Poderes.
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“Há uma maldade em tentar transferir o caso Master para a praça dos Três Poderes. Eu acho que o Master continua residindo na Faria Lima. São bancos, não só o Master, mas bancos outros que venderam os créditos do Master, que emprestaram credibilidade, que têm que explicar. Todo o sistema, não só aqui ou acolá, o ministro usou do avião ou fez isso ou aquilo. Vamos investigar, vamos examinar, mas é preciso investigar o sistema como um todo”, disse.
Bastidores
Nos bastidores, Gilmar integra uma ala do tribunal que gostaria de ver uma postura mais firme de Fachin na defesa do Supremo e de seus integrantes.
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Zema publicou um vídeo no mês passado satirizando Gilmar e Dias Toffoli. Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, ele pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago, ‘tô’ a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao Tayayá, que tinha participação de Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado”, afirmou o ministro.
No plenário da corte, Gilmar criticou editoriais da Folha dizendo que, de um lado, há cobranças do jornal sobre exorbitância do STF e, de outro, falta de atuação em alguns temas. O ministro disse que “pouca gente vai poder colocar na biografia” o fato de vários editoriais na imprensa terem sido dedicados a ele. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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