Ex-governador diz que fala do ministro só ofende se tiver “fundo de verdade”. (Foto: André Cruz/Imprensa MG)
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), disse na quinta-feira (23) que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrou ao Brasil seu “mais puro preconceito”. Em entrevista ao portal Metrópoles, Gilmar questionou se não seria ofensivo retratar Zema como um boneco homossexual.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”, questionou o ministro.
Na entrevista, Gilmar criticava a série “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais em sátira ao STF. Os vídeos mostram magistrados retratados por bonecos feitos por IA (inteligência artificial). Em publicação no X (ex-Twitter), o pré-candidato afirmou que “só ofende quando tem fundo de verdade” e disse estar com a “consciência tranquila”.
Zema também reagiu com um emoji de risada a uma imagem gerada por IA que o mostrava segurando uma bandeira da comunidade LGBTQIA+ com a frase “Zema com orgulho”.
A interação aconteceu depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou se a fala de Gilmar Mendes teria contornos homofóbicos.
Na sequência, o ministro se posicionou por meio de sua conta no X (antigo Twitter). Disse que errou quando citou a homossexualidade como exemplo na entrevista, mas reiterou suas críticas às sátiras de Zema.
Caso
A tensão escalou depois que Gilmar Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes uma investigação contra Zema no inquérito das fake news. O pedido se baseia em um vídeo da série “Os Intocáveis”, publicado por Zema, no qual fantoches satirizam Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli.
Na peça, o boneco de Toffoli pede a suspensão da quebra de seus sigilos, determinada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. Em troca, o fantoche de Gilmar pede uma estadia em um resort ligado à família de Toffoli. Moraes enviou o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República), que analisa o procedimento sob sigilo.
Ao portal Metrópoles, Gilmar Mendes afirmou não ter “disputa” com o ex-governador e classificou o diálogo com esse tipo de política como uma “perda de tempo”. O ministro ressaltou que o Estado de Direito responderá sempre que houver ofensas que mereçam crítica judicial. (Com informações do portal Poder360)
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Romeu Zema diz que o ministro do Supremo Gilmar Mendes compara homossexual com ladrão
Ex-governador diz que fala do ministro só ofende se tiver “fundo de verdade”. (Foto: André Cruz/Imprensa MG)
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), disse na quinta-feira (23) que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrou ao Brasil seu “mais puro preconceito”. Em entrevista ao portal Metrópoles, Gilmar questionou se não seria ofensivo retratar Zema como um boneco homossexual.
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Na entrevista, Gilmar criticava a série “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais em sátira ao STF. Os vídeos mostram magistrados retratados por bonecos feitos por IA (inteligência artificial). Em publicação no X (ex-Twitter), o pré-candidato afirmou que “só ofende quando tem fundo de verdade” e disse estar com a “consciência tranquila”.
Zema também reagiu com um emoji de risada a uma imagem gerada por IA que o mostrava segurando uma bandeira da comunidade LGBTQIA+ com a frase “Zema com orgulho”.
A interação aconteceu depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou se a fala de Gilmar Mendes teria contornos homofóbicos.
Na sequência, o ministro se posicionou por meio de sua conta no X (antigo Twitter). Disse que errou quando citou a homossexualidade como exemplo na entrevista, mas reiterou suas críticas às sátiras de Zema.
Caso
A tensão escalou depois que Gilmar Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes uma investigação contra Zema no inquérito das fake news. O pedido se baseia em um vídeo da série “Os Intocáveis”, publicado por Zema, no qual fantoches satirizam Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli.
Na peça, o boneco de Toffoli pede a suspensão da quebra de seus sigilos, determinada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. Em troca, o fantoche de Gilmar pede uma estadia em um resort ligado à família de Toffoli. Moraes enviou o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República), que analisa o procedimento sob sigilo.
Ao portal Metrópoles, Gilmar Mendes afirmou não ter “disputa” com o ex-governador e classificou o diálogo com esse tipo de política como uma “perda de tempo”. O ministro ressaltou que o Estado de Direito responderá sempre que houver ofensas que mereçam crítica judicial. (Com informações do portal Poder360)
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