Ele também sugeriu que essas companhias assinem um termo de ajustamento de conduta com a pasta enquanto as liminares ainda não caírem. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que vai pedir à Advocacia-Geral da União para derrubar liminares de empresas que saíram da chamada lista suja do trabalho análogo à escravidão após recorrerem na Justiça, como foi o caso da montadora chinesa BYD.
Ele também sugeriu que essas companhias assinem um termo de ajustamento de conduta com a pasta enquanto as liminares ainda não caírem. Procurados, a BYD e a AGU não se manifestaram.
Marinho conversou com o portal Estadão quatro dias depois de o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, ser exonerado após a BYD ser incluída na relação de empresas acusadas de empregar trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Ele negou qualquer interferência política no episódio e defendeu sua autonomia para trocar integrantes da equipe, em meio a críticas de sindicatos de auditores fiscais – que contestaram a decisão do ministro de avocar os autos de infração. Para as entidades, essa medida enfraquece a inspeção do trabalho.
Questionado pela reportagem sobre se estaria “avocando muito”, Marinho brincou: “Eu estou avocando pouco.”
O ministro, que já havia chefiado a pasta de julho de 2005 a março de 2007, no segundo mandato do governo Lula, afirma ter reputação suficiente para garantir que está fazendo a coisa certa. “E não tem absolutamente nenhuma insegurança dos atos que fiz. Nenhuma”, diz.
“Agora, se eu tenho um problema que a Justiça vai tirar da lista, por que eu não faço administrativamente? Por que eu vou gastar o dinheiro da Advocacia-Geral da União?”, questiona. “Se eu percebo que tem uma fragilidade em algum auto de infração, eu tenho por obrigação avocar e corrigir. Eu tenho por obrigação, obrigação de ministro.”
Marinho também faz um alerta às empresas que conseguiram liminares na Justiça para retirar seus nomes da lista suja, como a própria BYD.
“Eu estou orientando a Advocacia-Geral da União para buscar derrubar todas as liminares. Todas. Então, a empresa ‘AB’, que saiu da lista do trabalho sujo por liminar pode voltar”, diz.
O ministro lembra que existem duas formas de a empresa não ser incluída na lista: não infringir as regras trabalhistas ou, sendo flagrada, firmar um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o ministério.
Compromisso
De acordo com Marinho, o pedido de suspensão de liminares abrange “todas as empresas”, incluindo a BYD. “Isso vale para todas as empresas. Então, a BYD, que eu sei que é de quem vocês estão falando, eles conseguiram a liminar. Eles que aproveitem o espaço da liminar, venham aqui e façam um TAC. Porque a liminar pode cair. E se cair, volta para a lista suja”, ressalta.
A BYD foi autuada em uma ação de fiscalização em 2024, em Camaçari (BA). De acordo com o MTE, foram realizadas diversas diligências fiscais entre dezembro de 2024 e maio de 2025 na construção do empreendimento. Em uma dessas ações, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil, dos quais 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.
O ministro diz ver uma tentativa de instituições internacionais utilizarem o debate para evitar concorrência e prejudicar a exportação de produtos brasileiros. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Cenário é de estabilidade com relação à rodada anterior, de outubro, quando marcou 49% e 48%, respectivamente.(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 47% da população brasileira e desaprovado por 50%, enquanto 3% não sabem ou não responderam. É o que mostra nova pesquisa Genial/Quaest divulgada …
A Primeira Turma é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Fux. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram ter sido surpreendidos com o pedido de mudança de colegiado feito pelo ministro Luiz Fux. A solicitação foi formalizada nessa terça-feira (21), com …
Apesar de comuns e reguladas pelo regimento da Corte, determinações individuais passaram a ser alvo de críticas do Congresso Nacional Foto: ABr Foto: ABr Mais de 80% das decisões dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2025 foram monocráticas (individuais). O dado foi divulgado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, durante a sessão …
Página mentirosa imita o UOL e atribui a ex-banqueiro recomendação de plataforma com promessa de ganhos exorbitantes. (Foto: Reprodução) Circula nas redes um site que simula uma entrevista de Daniel Vorcaro a William Bonner e recomenda uma plataforma que promete ganhos financeiros exorbitantes e aplica um golpe. É fake. Anúncios em redes sociais como Facebook …
Ministro do Trabalho diz que empresas podem voltar à “lista suja” do trabalho escravo
Ele também sugeriu que essas companhias assinem um termo de ajustamento de conduta com a pasta enquanto as liminares ainda não caírem. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que vai pedir à Advocacia-Geral da União para derrubar liminares de empresas que saíram da chamada lista suja do trabalho análogo à escravidão após recorrerem na Justiça, como foi o caso da montadora chinesa BYD.
Ele também sugeriu que essas companhias assinem um termo de ajustamento de conduta com a pasta enquanto as liminares ainda não caírem. Procurados, a BYD e a AGU não se manifestaram.
Marinho conversou com o portal Estadão quatro dias depois de o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, ser exonerado após a BYD ser incluída na relação de empresas acusadas de empregar trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Ele negou qualquer interferência política no episódio e defendeu sua autonomia para trocar integrantes da equipe, em meio a críticas de sindicatos de auditores fiscais – que contestaram a decisão do ministro de avocar os autos de infração. Para as entidades, essa medida enfraquece a inspeção do trabalho.
Questionado pela reportagem sobre se estaria “avocando muito”, Marinho brincou: “Eu estou avocando pouco.”
O ministro, que já havia chefiado a pasta de julho de 2005 a março de 2007, no segundo mandato do governo Lula, afirma ter reputação suficiente para garantir que está fazendo a coisa certa. “E não tem absolutamente nenhuma insegurança dos atos que fiz. Nenhuma”, diz.
“Agora, se eu tenho um problema que a Justiça vai tirar da lista, por que eu não faço administrativamente? Por que eu vou gastar o dinheiro da Advocacia-Geral da União?”, questiona. “Se eu percebo que tem uma fragilidade em algum auto de infração, eu tenho por obrigação avocar e corrigir. Eu tenho por obrigação, obrigação de ministro.”
Marinho também faz um alerta às empresas que conseguiram liminares na Justiça para retirar seus nomes da lista suja, como a própria BYD.
“Eu estou orientando a Advocacia-Geral da União para buscar derrubar todas as liminares. Todas. Então, a empresa ‘AB’, que saiu da lista do trabalho sujo por liminar pode voltar”, diz.
O ministro lembra que existem duas formas de a empresa não ser incluída na lista: não infringir as regras trabalhistas ou, sendo flagrada, firmar um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o ministério.
Compromisso
De acordo com Marinho, o pedido de suspensão de liminares abrange “todas as empresas”, incluindo a BYD. “Isso vale para todas as empresas. Então, a BYD, que eu sei que é de quem vocês estão falando, eles conseguiram a liminar. Eles que aproveitem o espaço da liminar, venham aqui e façam um TAC. Porque a liminar pode cair. E se cair, volta para a lista suja”, ressalta.
A BYD foi autuada em uma ação de fiscalização em 2024, em Camaçari (BA). De acordo com o MTE, foram realizadas diversas diligências fiscais entre dezembro de 2024 e maio de 2025 na construção do empreendimento. Em uma dessas ações, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil, dos quais 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.
O ministro diz ver uma tentativa de instituições internacionais utilizarem o debate para evitar concorrência e prejudicar a exportação de produtos brasileiros. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Related Posts
Operação no Rio “freia” melhora na avaliação do governo Lula; 50% desaprovam e 47% aprovam
Cenário é de estabilidade com relação à rodada anterior, de outubro, quando marcou 49% e 48%, respectivamente.(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 47% da população brasileira e desaprovado por 50%, enquanto 3% não sabem ou não responderam. É o que mostra nova pesquisa Genial/Quaest divulgada …
Ministros da Primeira Turma são pegos de surpresa com pedido de Luiz Fux para mudar de colegiado no Supremo
A Primeira Turma é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Fux. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram ter sido surpreendidos com o pedido de mudança de colegiado feito pelo ministro Luiz Fux. A solicitação foi formalizada nessa terça-feira (21), com …
Mais de 80% das decisões do Supremo em 2025 foram monocráticas
Apesar de comuns e reguladas pelo regimento da Corte, determinações individuais passaram a ser alvo de críticas do Congresso Nacional Foto: ABr Foto: ABr Mais de 80% das decisões dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2025 foram monocráticas (individuais). O dado foi divulgado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, durante a sessão …
É fake que Daniel Vorcaro deu entrevista a William Bonner; site aplica golpe
Página mentirosa imita o UOL e atribui a ex-banqueiro recomendação de plataforma com promessa de ganhos exorbitantes. (Foto: Reprodução) Circula nas redes um site que simula uma entrevista de Daniel Vorcaro a William Bonner e recomenda uma plataforma que promete ganhos financeiros exorbitantes e aplica um golpe. É fake. Anúncios em redes sociais como Facebook …