Nessa quarta (15), pesquisa Quaest mostrou Lula com 40% dos votos contra 42% de Flávio Bolsonaro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Pressionado pelos maus resultados das pesquisas, reforçado nessa quarta-feira (15) pela divulgação do levantamento da Genial/Quaest que apontou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações do segundo turno, o governo tem se empenhado nos últimos dias em busca de medidas de impacto popular.
Estão no cardápio de apostas do Planalto iniciativas para reduzir o endividamento das famílias, o possível lançamento de novas linhas de crédito para taxistas, motoristas de aplicativo e caminhoneiros trocarem de veículo, a ampliação do programa de reforma de casas, o fim da escala 6×1 e a tentativa de reduzir a fila do INSS.
No fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou Lula com 45% dos votos em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, que tinha 46%.Foi a primeira vez que o senador ultrapassou numericamente o petista, apesar de os dois continuarem empatados tecnicamente dentro da margem de erro. Nos cenários com os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), também há empate técnico. Lula está à frente com 45% contra 42% dos adversários.
Nessa quarta-feira, pesquisa Genial/Quaest também trouxe Flávio à frente numericamente de Lula pela primeira vez. O senador marcou 42% das intenções de voto, enquanto o presidente obteve 40%.
Em uma reação ao momento difícil nas pesquisas, na semana passada, o Executivo decidiu que mandaria ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Até então, o governo contava com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o tema em tramitação na Câmara. Mas havia receio que a proposta demorasse para ser votada e estabelecesse um prazo muito longo de transição para a nova escala ser implantada.
Pressionado pela proximidade da eleição, o Planalto decidiu enviar o PL em regime de urgência, o que obriga que as votações ocorram em até 90 dias. Com o texto , o Executivo também ganha protagonismo no assunto, mesmo que os parlamentares o rejeitem. Nesse caso, Lula poderá dizer na campanha que tentou acabar com a escala 6×1 e foi impedido pelo Congresso.
Comparação
Em entrevista para falar sobre o projeto de lei, o ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, buscou politizar o tema e fez comparações entre uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro no passado e a iniciativa de Lula. Também destacou que o presidente do partido de Flávio Bolsonaro, o PL, Valdemar Costa Neto, junto com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, já falaram publicamente em trabalhar contra a aprovação do fim da escala 6 x1 neste ano.
O ministro ainda afirmou que estará em debate de que lado cada grupo político está.
Reforma
Também nessa quarta, o governo fez uma reunião com a presença de Lula, ministros e de representantes do setor da construção civil, para tratar de habitação.
Houve uma tentativa de juntar medidas que já estão em vigor, como as mudanças nas faixas do Minha Casa Minha Vida, com o anúncio da ampliação do programa de reforma de casas, com aumento do valor do crédito de R$ 30 mil para R$ 50 mil, redução dos juros para 0,99% e ampliação da faixa de adesão de famílias com renda de até R$ 9,6 mil para R$ 13 mil.
Antes do fim do mês, o governo também deve anunciar as novas medidas para renegociação de dívidas. Ideias como troca de débitos caros por baratos amadureceram e passam agora por processos de construção técnica. Outra proposta que avançou politicamente foi a de liberação do FGTS. Está se discutindo dois grupo de ações: a disponibilização de cerca de R$ 7 bilhões que a Caixa reteve a mais do dinheiro do Fundo relativo às antecipações do saque aniversário; e a liberação, entre R$ 5 e R$ 10 bilhões, para a quitação de dívidas de cartão de crédito e outros tipos de dívidas caras.
Paralelamente, o Planalto trabalha na construção de um plano para oferecer condições de financiamento facilitadas para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros trocarem seus veículos. As medidas ainda precisam ter o convencimento da equipe econômica. Na junção das iniciativas para renegociar as dívidas e e as novas ofertas de crédito, a gestão Lula poderia anunciar de uma vez um pacote que ultrapasse os R$ 100 bilhões.
No começo da semana, o governo também trocou o presidente do INSS. O incômodo com a fila do INSS, que chegou a 2,6 milhões em março, e os problemas nas gestões das agências da autarquia levaram à demissão de Gilberto Waller. O cargo será ocupado agora por Ana Cristina Viana Silveira, uma servidora de carreira, que terá como missão central reduzir a espera pela concessão de benefícios. (Com informações do jornal O Globo)
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Lula aposta em reforma de casas, fim da escala de trabalho 6×1 e redução do endividamento para reagir a Flávio Bolsonaro nas pesquisas
Nessa quarta (15), pesquisa Quaest mostrou Lula com 40% dos votos contra 42% de Flávio Bolsonaro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Pressionado pelos maus resultados das pesquisas, reforçado nessa quarta-feira (15) pela divulgação do levantamento da Genial/Quaest que apontou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações do segundo turno, o governo tem se empenhado nos últimos dias em busca de medidas de impacto popular.
Estão no cardápio de apostas do Planalto iniciativas para reduzir o endividamento das famílias, o possível lançamento de novas linhas de crédito para taxistas, motoristas de aplicativo e caminhoneiros trocarem de veículo, a ampliação do programa de reforma de casas, o fim da escala 6×1 e a tentativa de reduzir a fila do INSS.
No fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou Lula com 45% dos votos em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, que tinha 46%.Foi a primeira vez que o senador ultrapassou numericamente o petista, apesar de os dois continuarem empatados tecnicamente dentro da margem de erro. Nos cenários com os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), também há empate técnico. Lula está à frente com 45% contra 42% dos adversários.
Nessa quarta-feira, pesquisa Genial/Quaest também trouxe Flávio à frente numericamente de Lula pela primeira vez. O senador marcou 42% das intenções de voto, enquanto o presidente obteve 40%.
Em uma reação ao momento difícil nas pesquisas, na semana passada, o Executivo decidiu que mandaria ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Até então, o governo contava com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o tema em tramitação na Câmara. Mas havia receio que a proposta demorasse para ser votada e estabelecesse um prazo muito longo de transição para a nova escala ser implantada.
Pressionado pela proximidade da eleição, o Planalto decidiu enviar o PL em regime de urgência, o que obriga que as votações ocorram em até 90 dias. Com o texto , o Executivo também ganha protagonismo no assunto, mesmo que os parlamentares o rejeitem. Nesse caso, Lula poderá dizer na campanha que tentou acabar com a escala 6×1 e foi impedido pelo Congresso.
Comparação
Em entrevista para falar sobre o projeto de lei, o ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, buscou politizar o tema e fez comparações entre uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro no passado e a iniciativa de Lula. Também destacou que o presidente do partido de Flávio Bolsonaro, o PL, Valdemar Costa Neto, junto com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, já falaram publicamente em trabalhar contra a aprovação do fim da escala 6 x1 neste ano.
O ministro ainda afirmou que estará em debate de que lado cada grupo político está.
Reforma
Também nessa quarta, o governo fez uma reunião com a presença de Lula, ministros e de representantes do setor da construção civil, para tratar de habitação.
Houve uma tentativa de juntar medidas que já estão em vigor, como as mudanças nas faixas do Minha Casa Minha Vida, com o anúncio da ampliação do programa de reforma de casas, com aumento do valor do crédito de R$ 30 mil para R$ 50 mil, redução dos juros para 0,99% e ampliação da faixa de adesão de famílias com renda de até R$ 9,6 mil para R$ 13 mil.
Antes do fim do mês, o governo também deve anunciar as novas medidas para renegociação de dívidas. Ideias como troca de débitos caros por baratos amadureceram e passam agora por processos de construção técnica. Outra proposta que avançou politicamente foi a de liberação do FGTS. Está se discutindo dois grupo de ações: a disponibilização de cerca de R$ 7 bilhões que a Caixa reteve a mais do dinheiro do Fundo relativo às antecipações do saque aniversário; e a liberação, entre R$ 5 e R$ 10 bilhões, para a quitação de dívidas de cartão de crédito e outros tipos de dívidas caras.
Paralelamente, o Planalto trabalha na construção de um plano para oferecer condições de financiamento facilitadas para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros trocarem seus veículos. As medidas ainda precisam ter o convencimento da equipe econômica. Na junção das iniciativas para renegociar as dívidas e e as novas ofertas de crédito, a gestão Lula poderia anunciar de uma vez um pacote que ultrapasse os R$ 100 bilhões.
No começo da semana, o governo também trocou o presidente do INSS. O incômodo com a fila do INSS, que chegou a 2,6 milhões em março, e os problemas nas gestões das agências da autarquia levaram à demissão de Gilberto Waller. O cargo será ocupado agora por Ana Cristina Viana Silveira, uma servidora de carreira, que terá como missão central reduzir a espera pela concessão de benefícios. (Com informações do jornal O Globo)
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