No governo federal, o aumento foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No governo federal, o aumento foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A carga tributária bruta (CTB) do Brasil atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Tesouro Nacional. O resultado representa alta de 0,18 ponto percentual em relação a 2024 e é o maior nível da série histórica iniciada em 2010.
As informações constam no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral de 2025. O indicador corresponde à relação entre o total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo — governo federal, estados e municípios — e o PIB.
O levantamento segue a metodologia do Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014, do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Secretaria da Receita Federal do Brasil é responsável pela divulgação do dado oficial da carga tributária no país.
No governo federal, o avanço da carga tributária foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com aumento de 0,23 ponto percentual do PIB, refletindo o crescimento da massa salarial. Também contribuíram a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com acréscimo de 0,10 ponto percentual do PIB, associada a operações de crédito e câmbio, e o aumento de 0,12 ponto percentual nas contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), influenciado pela expansão do emprego formal e pela reoneração da folha de pagamentos.
Na esfera estadual, houve recuo de 0,09 ponto percentual do PIB na carga tributária, explicado principalmente pela queda relativa na arrecadação do ICMS. Apesar do crescimento nominal da receita, a alta ficou abaixo da expansão do PIB, refletindo uma dinâmica econômica mais concentrada em setores com menor incidência do imposto.
Já nos municípios, a carga tributária avançou 0,03 ponto percentual do PIB, puxada sobretudo pelo aumento na arrecadação do ISS (0,02 ponto percentual), em linha com o desempenho do setor de serviços. Impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, embora em menor intensidade, enquanto os demais componentes permaneceram estáveis.
Composição
A estrutura da carga tributária manteve relativa estabilidade em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguiram como principal componente, apesar de leve redução na participação do PIB, de 13,87% para 13,78%. Em contrapartida, os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital avançaram de 9,04% para 9,16% do PIB.
Entre as contribuições sociais, aquelas destinadas ao RGPS cresceram de 5,28% para 5,40% do PIB, acompanhando a melhora no mercado de trabalho. Já as contribuições ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) permaneceram praticamente estáveis no período.
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Carga tributária do Brasil sobe para 32,4% do PIB em 2025, maior valor da série histórica
No governo federal, o aumento foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No governo federal, o aumento foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A carga tributária bruta (CTB) do Brasil atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Tesouro Nacional. O resultado representa alta de 0,18 ponto percentual em relação a 2024 e é o maior nível da série histórica iniciada em 2010.
As informações constam no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral de 2025. O indicador corresponde à relação entre o total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo — governo federal, estados e municípios — e o PIB.
O levantamento segue a metodologia do Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014, do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Secretaria da Receita Federal do Brasil é responsável pela divulgação do dado oficial da carga tributária no país.
No governo federal, o avanço da carga tributária foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com aumento de 0,23 ponto percentual do PIB, refletindo o crescimento da massa salarial. Também contribuíram a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com acréscimo de 0,10 ponto percentual do PIB, associada a operações de crédito e câmbio, e o aumento de 0,12 ponto percentual nas contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), influenciado pela expansão do emprego formal e pela reoneração da folha de pagamentos.
Na esfera estadual, houve recuo de 0,09 ponto percentual do PIB na carga tributária, explicado principalmente pela queda relativa na arrecadação do ICMS. Apesar do crescimento nominal da receita, a alta ficou abaixo da expansão do PIB, refletindo uma dinâmica econômica mais concentrada em setores com menor incidência do imposto.
Já nos municípios, a carga tributária avançou 0,03 ponto percentual do PIB, puxada sobretudo pelo aumento na arrecadação do ISS (0,02 ponto percentual), em linha com o desempenho do setor de serviços. Impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, embora em menor intensidade, enquanto os demais componentes permaneceram estáveis.
Composição
A estrutura da carga tributária manteve relativa estabilidade em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguiram como principal componente, apesar de leve redução na participação do PIB, de 13,87% para 13,78%. Em contrapartida, os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital avançaram de 9,04% para 9,16% do PIB.
Entre as contribuições sociais, aquelas destinadas ao RGPS cresceram de 5,28% para 5,40% do PIB, acompanhando a melhora no mercado de trabalho. Já as contribuições ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) permaneceram praticamente estáveis no período.
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