Projeto havia sido aprovado pelo Congresso no fim de 2025, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 30 de abril a análise do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
A votação foi agendada para o dia seguinte à sabatina de Jorge Messias, indicado pelo governo para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito por Alcolumbre na tarde dessa quinta-feira (9).
Lula vetou integralmente o projeto em 8 de janeiro deste ano, durante a cerimônia que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A decisão é um movimento político para equilibrar interesses no Congresso: um olho no cravo, outro na ferradura. Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) é um dos interessados na aprovação do projeto, que pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O tema, inclusive, deverá ser explorado pela campanha de Flávio. Já é possível até imaginar peças eleitorais com personagens como Débora Rodrigues — que ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça com a frase “Perdeu, mané” — ou outras pessoas emocionadas, chorando ao lado do senador, pré-candidato à Presidência.
PL da Dosimetria
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
* Walter Braga Netto, ex-ministro; * Anderson Torres, ex-ministro; * Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; * Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
A proposta rejeitada por Lula poderia beneficiar cerca de 280 envolvidos diretamente com a destruição das sedes dos Três Poderes.
Também pode viabilizar punições mais brandas para os condenados por participação na organização criminosa que tramou o golpe de Estado em 2022 – entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão. A estimativa é que ele saia da prisão para o regime semiaberto somente em 2033, daqui a sete anos. Mas, se o projeto da dosimetria virar lei, esse prazo para pode cair pela metade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) é que fará essa calibragem das punições.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas. (Com informações do colunista Octavio Guedes, do portal de notícias g1)
Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou.(Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada deste domingo (22) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trate todos os países igualmente. “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos …
A defesa ressaltou ainda que, embora o acordo de colaboração premiada preveja proteção da Polícia Federal a ele e seus familiares, a medida não é considerada necessária no momento. (Foto: Ton Molina/STF) A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de extinção …
Articulação política liga a parlamentares em busca de apoio a matérias econômicas, mas deputados cobram emendas. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) Depois de retirar indicações do PP, PL, MDB e PSD, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou, na terça-feira (14), nomes ligados ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio …
Depois que o texto for aprovado pelos deputados, a proposta ainda precisará ser analisada pelo Senado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) Após reunião com o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a intenção de pautar, ainda no primeiro semestre, o projeto que regula a situação de trabalhadores …
Presidente do Senado marca para o dia 30 análise de veto de Lula ao projeto que reduz a pena de Bolsonaro
Projeto havia sido aprovado pelo Congresso no fim de 2025, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 30 de abril a análise do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
A votação foi agendada para o dia seguinte à sabatina de Jorge Messias, indicado pelo governo para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito por Alcolumbre na tarde dessa quinta-feira (9).
Lula vetou integralmente o projeto em 8 de janeiro deste ano, durante a cerimônia que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A decisão é um movimento político para equilibrar interesses no Congresso: um olho no cravo, outro na ferradura. Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) é um dos interessados na aprovação do projeto, que pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O tema, inclusive, deverá ser explorado pela campanha de Flávio. Já é possível até imaginar peças eleitorais com personagens como Débora Rodrigues — que ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça com a frase “Perdeu, mané” — ou outras pessoas emocionadas, chorando ao lado do senador, pré-candidato à Presidência.
PL da Dosimetria
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
* Walter Braga Netto, ex-ministro;
* Anderson Torres, ex-ministro;
* Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
* Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
A proposta rejeitada por Lula poderia beneficiar cerca de 280 envolvidos diretamente com a destruição das sedes dos Três Poderes.
Também pode viabilizar punições mais brandas para os condenados por participação na organização criminosa que tramou o golpe de Estado em 2022 – entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão. A estimativa é que ele saia da prisão para o regime semiaberto somente em 2033, daqui a sete anos. Mas, se o projeto da dosimetria virar lei, esse prazo para pode cair pela metade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) é que fará essa calibragem das punições.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas. (Com informações do colunista Octavio Guedes, do portal de notícias g1)
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