Parlamentar não comenta; empresa diz não dispor de informações sobre aeronave que não lhe pertence. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) fez oito voos em 2025 no avião de um sócio da JBS na subsidiária de terminais marítimos da empresa, indicam documentos obtidos pela Folha de S.Paulo.
O avião utilizado pelo parlamentar é um Embraer 500 prefixo PR-VEL que pertence à empresa Aerovista, registrada em Santa Catarina. Dados da junta comercial do estado mostram que ela pertence ao advogado Roberto Carlos Castagnaro, sócio da JBS Terminais.
Ciro Nogueira não quis comentar.
A JBS disse em nota que não dispõe de informações sobre aeronaves que não lhe pertencem e sobre as quais não exerce qualquer controle. “A Companhia aguarda que a reportagem esclareça qual seria o nexo causal entre suas operações e o fato relatado, dado que o objeto da apuração é totalmente alheio à JBS.”
Castagnaro confirmou por meio de sua assessoria de imprensa que emprestou o avião para o senador. “O Castagnaro não tem negócio algum com o setor público. O Ciro não pode fazer favor algum pro Roberto. Agora, o senador é um cara muito querido. Quem pode ajudar ele, ajuda”, afirmou sua assessoria.
O advogado virou sócio da JBS no negócio após adquirir 15% da operação. Ele tem outros negócios, como rádios em Santa Catarina.
Castagnaro diz, por meio de sua assessoria, que “a operação da aeronave não tem nenhuma relação com a participação do empresário na JBS Terminais, e qualquer insinuação nesse sentido é infundada. A JBS Terminais não tem conhecimento (e nem seria cabível ter) das demais atividades empresariais de Roberto Castagnaro, muito menos da operação dessa aeronave”.
A Aerovista foi criada em 19 de agosto de 2024. O único acionista da empresa é a RCC Administração Patrimonial, que pertence a Castagnaro.
A RCC comprou o avião PR-VEL por R$ 12,5 milhões em 25 de novembro de 2024. Quem vendeu o jato foi a empresa Fraction 033, que pertence à Prime Aviation, empresa que tinha como sócio Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
O avião estava com a subsidiária da Prime Aviation desde março de 2024, primeiro como arrendadora e, a partir de novembro do mesmo ano, como proprietária ao pagar o saldo devedor de R$ 5,1 milhões.
No mesmo dia que comprou o avião da Fraction 033, a RCC passou o avião para sua subsidiária, a Aerovista, com quem permanece até hoje.
Os registros de entrada no terminal executivo de Brasília mostram que outros parlamentares pegaram carona nos voos realizados pelo ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) no avião de Castagnaro.
O que mais aparece é o deputado federal Julio Arcoverde (PP-PI), aliado de Ciro Nogueira. Ele esteve com o senador em quatro voos diferentes.
Já os deputados Dudu da Fonte (PP-PE), Lula da Fonte (PP-PE) e Atila Lira (PP-PI), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, viajaram uma vez cada um com Nogueira.
Arcoverde disse que não falaria porque não sabia de quem era o avião. Os demais parlamentares não comentaram. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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Presidente do partido Progressistas Ciro Nogueira voou oito vezes em aeronave de sócio da JBS
Parlamentar não comenta; empresa diz não dispor de informações sobre aeronave que não lhe pertence. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) fez oito voos em 2025 no avião de um sócio da JBS na subsidiária de terminais marítimos da empresa, indicam documentos obtidos pela Folha de S.Paulo.
O avião utilizado pelo parlamentar é um Embraer 500 prefixo PR-VEL que pertence à empresa Aerovista, registrada em Santa Catarina. Dados da junta comercial do estado mostram que ela pertence ao advogado Roberto Carlos Castagnaro, sócio da JBS Terminais.
Ciro Nogueira não quis comentar.
A JBS disse em nota que não dispõe de informações sobre aeronaves que não lhe pertencem e sobre as quais não exerce qualquer controle. “A Companhia aguarda que a reportagem esclareça qual seria o nexo causal entre suas operações e o fato relatado, dado que o objeto da apuração é totalmente alheio à JBS.”
Castagnaro confirmou por meio de sua assessoria de imprensa que emprestou o avião para o senador. “O Castagnaro não tem negócio algum com o setor público. O Ciro não pode fazer favor algum pro Roberto. Agora, o senador é um cara muito querido. Quem pode ajudar ele, ajuda”, afirmou sua assessoria.
O advogado virou sócio da JBS no negócio após adquirir 15% da operação. Ele tem outros negócios, como rádios em Santa Catarina.
Castagnaro diz, por meio de sua assessoria, que “a operação da aeronave não tem nenhuma relação com a participação do empresário na JBS Terminais, e qualquer insinuação nesse sentido é infundada. A JBS Terminais não tem conhecimento (e nem seria cabível ter) das demais atividades empresariais de Roberto Castagnaro, muito menos da operação dessa aeronave”.
A Aerovista foi criada em 19 de agosto de 2024. O único acionista da empresa é a RCC Administração Patrimonial, que pertence a Castagnaro.
A RCC comprou o avião PR-VEL por R$ 12,5 milhões em 25 de novembro de 2024. Quem vendeu o jato foi a empresa Fraction 033, que pertence à Prime Aviation, empresa que tinha como sócio Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
O avião estava com a subsidiária da Prime Aviation desde março de 2024, primeiro como arrendadora e, a partir de novembro do mesmo ano, como proprietária ao pagar o saldo devedor de R$ 5,1 milhões.
No mesmo dia que comprou o avião da Fraction 033, a RCC passou o avião para sua subsidiária, a Aerovista, com quem permanece até hoje.
Os registros de entrada no terminal executivo de Brasília mostram que outros parlamentares pegaram carona nos voos realizados pelo ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) no avião de Castagnaro.
O que mais aparece é o deputado federal Julio Arcoverde (PP-PI), aliado de Ciro Nogueira. Ele esteve com o senador em quatro voos diferentes.
Já os deputados Dudu da Fonte (PP-PE), Lula da Fonte (PP-PE) e Atila Lira (PP-PI), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, viajaram uma vez cada um com Nogueira.
Arcoverde disse que não falaria porque não sabia de quem era o avião. Os demais parlamentares não comentaram. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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