Lula diz que não permitirá acordo de minerais críticos feito por Ronaldo Caiado; governador de Goiás assinou memorando de entendimento com os Estados Unidos sem aval do governo federal
No fim de março, Caiado (foto) anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República. (Foto: Governo de Goiás/ Divulgação)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa quarta-feira (8) que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), não poderia ter firmado o acordo relativo a minerais críticos com os Estados Unidos. No mês passado, Caiado assinou um memorando de entendimento voltado à cooperação nessa área, envolvendo interesses estratégicos ligados à exploração e ao fornecimento desses recursos.
“Caiado fez acordo com empresas americanas, fazendo concessão de coisas que ele não pode fazer porque é da União. Então se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil e nós não podemos permitir”, disse o presidente em entrevista ao ICL Notícias.
A declaração ocorre em meio a debates sobre a competência legal para firmar acordos internacionais e explorar recursos minerais considerados estratégicos. Pela Constituição brasileira, tais atribuições são, em grande medida, de responsabilidade da União, o que tem gerado questionamentos sobre a validade e o alcance do memorando assinado pelo governo de Goiás.
O Estado de Goiás abriga atualmente a única mineradora em operação de terras raras no Brasil, insumos considerados essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia, como a produção de baterias, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética. Por esse motivo, qualquer acordo envolvendo esses recursos tende a ter implicações econômicas e geopolíticas relevantes.
Especialistas apontam que um acordo desse porte dificilmente poderia ser implementado sem a participação ou aprovação do governo federal. O próprio Executivo federal já indicou que não foi consultado previamente sobre a negociação envolvendo representantes ligados ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governador goiano.
No fim de março, Caiado anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, após um processo de disputa interna em seu partido e uma decisão final conduzida pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab. O movimento reposiciona o governador no cenário político nacional, ampliando sua visibilidade em meio às discussões sobre alianças e estratégias eleitorais.
Na ocasião do anúncio, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que a candidatura de Caiado tende a ficar à margem da disputa presidencial deste ano. Segundo ela, o pleito deve seguir uma dinâmica de polarização entre os principais nomes já consolidados no cenário político.
De acordo com dados da primeira rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgados em 30 de março, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados em cenários tanto de primeiro quanto de segundo turno na disputa pela Presidência da República. Os dois também lideram nos três cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, que incluíram ainda nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD). (Com informações da Folha de S.Paulo)
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O Estado de Goiás abriga atualmente a única mineradora em operação de terras raras no Brasil, insumos considerados essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia, como a produção de baterias, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética. Por esse motivo, qualquer acordo envolvendo esses recursos tende a ter implicações econômicas e geopolíticas relevantes.
Especialistas apontam que um acordo desse porte dificilmente poderia ser implementado sem a participação ou aprovação do governo federal. O próprio Executivo federal já indicou que não foi consultado previamente sobre a negociação envolvendo representantes ligados ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governador goiano.
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Na ocasião do anúncio, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que a candidatura de Caiado tende a ficar à margem da disputa presidencial deste ano. Segundo ela, o pleito deve seguir uma dinâmica de polarização entre os principais nomes já consolidados no cenário político.
De acordo com dados da primeira rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgados em 30 de março, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados em cenários tanto de primeiro quanto de segundo turno na disputa pela Presidência da República. Os dois também lideram nos três cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, que incluíram ainda nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD). (Com informações da Folha de S.Paulo)
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