O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou nesta segunda-feira (6) um pedido para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos do colegiado, inicialmente previstos para se encerrar em 14 de abril.
O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores, entre eles o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), e o vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A solicitação será analisada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ao justificar o pedido, Alessandro Vieira afirma que as investigações avançaram para além da criminalidade violenta tradicional, passando a abranger estruturas mais sofisticadas de atuação. Segundo ele, a prorrogação é necessária para aprofundar apurações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master.
No documento, o relator sustenta que o crime organizado passou a operar com estruturas comparáveis a grandes corporações, utilizando redes complexas de lavagem de dinheiro e explorando brechas regulatórias. O texto também menciona a cooptação de agentes públicos e privados em diferentes níveis de poder como parte do funcionamento desses esquemas.
Vieira afirma ainda que a comissão já reuniu um volume expressivo de documentos, incluindo materiais obtidos por meio de quebras de sigilo. Esse conjunto de informações, segundo ele, exige análise detalhada, cruzamento de dados sensíveis e a realização de novas oitivas consideradas essenciais para o avanço das investigações.
De acordo com o senador, trata-se de um trabalho de alta complexidade, que demanda tempo e rigor técnico para garantir consistência nas conclusões. Ele argumenta que o prazo original se mostrou insuficiente diante da dimensão dos fatos apurados e da necessidade de examinar, com profundidade, documentos como Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).
A CPI foi instaurada em novembro de 2025, no contexto da Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes. Com o avanço dos trabalhos, no entanto, o colegiado passou a atuar também como uma das frentes de investigação sobre o caso envolvendo o Banco Master.
No mês passado, a prorrogação da CPI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após ausência de deliberação do comando do Senado sobre o tema.
Nos bastidores, a avaliação entre parlamentares é de que há resistência à criação de uma comissão específica para investigar o caso do Banco Master. A leitura é que, em um ano eleitoral, a abertura de uma nova CPI poderia ampliar o desgaste político e atingir diferentes partidos, elevando a tensão no Congresso Nacional.
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Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado para aprofundar investigações do Caso Master
O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou nesta segunda-feira (6) um pedido para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos do colegiado, inicialmente previstos para se encerrar em 14 de abril.
O requerimento conta com a assinatura de 28 senadores, entre eles o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), e o vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A solicitação será analisada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ao justificar o pedido, Alessandro Vieira afirma que as investigações avançaram para além da criminalidade violenta tradicional, passando a abranger estruturas mais sofisticadas de atuação. Segundo ele, a prorrogação é necessária para aprofundar apurações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master.
No documento, o relator sustenta que o crime organizado passou a operar com estruturas comparáveis a grandes corporações, utilizando redes complexas de lavagem de dinheiro e explorando brechas regulatórias. O texto também menciona a cooptação de agentes públicos e privados em diferentes níveis de poder como parte do funcionamento desses esquemas.
Vieira afirma ainda que a comissão já reuniu um volume expressivo de documentos, incluindo materiais obtidos por meio de quebras de sigilo. Esse conjunto de informações, segundo ele, exige análise detalhada, cruzamento de dados sensíveis e a realização de novas oitivas consideradas essenciais para o avanço das investigações.
De acordo com o senador, trata-se de um trabalho de alta complexidade, que demanda tempo e rigor técnico para garantir consistência nas conclusões. Ele argumenta que o prazo original se mostrou insuficiente diante da dimensão dos fatos apurados e da necessidade de examinar, com profundidade, documentos como Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).
A CPI foi instaurada em novembro de 2025, no contexto da Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes. Com o avanço dos trabalhos, no entanto, o colegiado passou a atuar também como uma das frentes de investigação sobre o caso envolvendo o Banco Master.
No mês passado, a prorrogação da CPI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após ausência de deliberação do comando do Senado sobre o tema.
Nos bastidores, a avaliação entre parlamentares é de que há resistência à criação de uma comissão específica para investigar o caso do Banco Master. A leitura é que, em um ano eleitoral, a abertura de uma nova CPI poderia ampliar o desgaste político e atingir diferentes partidos, elevando a tensão no Congresso Nacional.
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