Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”.
Foto: Divulgação
Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”. (Foto: Divulgação)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam realizado ao menos oito voos em jatos executivos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, entre maio e outubro de 2025. As informações constam em levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a reportagem, os dados foram obtidos a partir do cruzamento de registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). A análise considerou embarques no terminal executivo do Aeroporto de Brasília e voos realizados no mesmo período.
Zettel foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, que tramitam no STF sob relatoria do ministro André Mendonça. Ele também negocia um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a PF.
Ainda segundo a reportagem, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes firmou, em fevereiro de 2024, contrato com o Banco Master que previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos, totalizando R$ 129 milhões. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central. Os valores foram divulgados pelo jornal O Globo.
O levantamento da Folha de S.Paulo aponta que o primeiro voo identificado ocorreu em 16 de maio de 2025. O último registro data de 16 de outubro do mesmo ano, quando uma aeronave da Prime Aviation decolou às 19h26 com destino ao aeroporto Catarina, em São Paulo.
O caso se insere no contexto das investigações sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos e privados. As apurações seguem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Defesas
Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas” e declarou que o magistrado “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
Já o escritório Barci de Moraes informou que contrata diversos serviços de táxi aéreo e que, entre os prestadores eventualmente utilizados, está a empresa Prime Aviation. Segundo a defesa, em nenhum dos voos realizados por integrantes do escritório houve a presença de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.
O escritório afirma ainda que todos os valores relacionados aos voos foram pagos por meio de compensação de honorários advocatícios, conforme previsto em contrato, e que a contratação dos serviços segue critérios operacionais, sem qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves.
A defesa também sustenta que nenhum advogado do escritório conhece Fabiano Zettel ou manteve contato com ele, e que nenhum integrante teria viajado em aeronaves pertencentes a Vorcaro ou ao pastor. Por fim, argumenta que os dados utilizados na reportagem não apresentam informações específicas sobre os voos, baseando-se em inferências a partir de registros de presença em terminal aéreo.
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O ministro do Supremo Alexandre de Moraes voou em aviões de empresa de Vorcaro, indicam registros
Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”.
Foto: Divulgação
Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”. (Foto: Divulgação)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam realizado ao menos oito voos em jatos executivos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, entre maio e outubro de 2025. As informações constam em levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a reportagem, os dados foram obtidos a partir do cruzamento de registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). A análise considerou embarques no terminal executivo do Aeroporto de Brasília e voos realizados no mesmo período.
Zettel foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, que tramitam no STF sob relatoria do ministro André Mendonça. Ele também negocia um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a PF.
Ainda segundo a reportagem, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes firmou, em fevereiro de 2024, contrato com o Banco Master que previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos, totalizando R$ 129 milhões. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central. Os valores foram divulgados pelo jornal O Globo.
O levantamento da Folha de S.Paulo aponta que o primeiro voo identificado ocorreu em 16 de maio de 2025. O último registro data de 16 de outubro do mesmo ano, quando uma aeronave da Prime Aviation decolou às 19h26 com destino ao aeroporto Catarina, em São Paulo.
O caso se insere no contexto das investigações sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos e privados. As apurações seguem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Defesas
Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas” e declarou que o magistrado “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
Já o escritório Barci de Moraes informou que contrata diversos serviços de táxi aéreo e que, entre os prestadores eventualmente utilizados, está a empresa Prime Aviation. Segundo a defesa, em nenhum dos voos realizados por integrantes do escritório houve a presença de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.
O escritório afirma ainda que todos os valores relacionados aos voos foram pagos por meio de compensação de honorários advocatícios, conforme previsto em contrato, e que a contratação dos serviços segue critérios operacionais, sem qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves.
A defesa também sustenta que nenhum advogado do escritório conhece Fabiano Zettel ou manteve contato com ele, e que nenhum integrante teria viajado em aeronaves pertencentes a Vorcaro ou ao pastor. Por fim, argumenta que os dados utilizados na reportagem não apresentam informações específicas sobre os voos, baseando-se em inferências a partir de registros de presença em terminal aéreo.
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