Após 30 anos no Progressistas, Ernani Polo migra para o PSD e assume papel central na chapa majoritária ao Piratini. Foto: Divulgação
Após mais de três décadas de filiação, o deputado estadual Ernani Polo confirmou publicamente nesta sexta-feira o encerramento de seu ciclo no Progressistas (PP). O movimento, que já vinha sendo ventilado nos bastidores, deve movimentar o atual cenário da disputa pelo comando do Palácio Piratini, a partir do ingresso do deputado no PSD.
Interlocutores do parlamentar informaram com exclusividade a esta coluna que ele é dado como certo para ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Gabriel Souza (MDB). O anúncio deve ser oficializado neste domingo, no Hotel Deville, em Porto Alegre, durante o ato de filiação de Polo e de Frederico Antunes – que acompanha o correligionário na migração partidária.
A chegada de Ernani Polo ao projeto liderado pelo atual vice-governador do Estado, Gabriel Souza, é vista como um movimento estratégico para dar tração a uma candidatura que busca ganhar espaço nas pesquisas eleitorais. Conforme o último levantamento Real Time Big Data, divulgado em 17 de março, Gabriel figurou em 4º lugar na lista de pré-candidatos ao Piratini, com 13% das intenções de voto. Ele aparece atrás de Edegar Pretto (PT), com 19%, Juliana Brizola (PDT), com 24%, e Luciano Zucco (PL), que lidera com 31%.
Neste contexto, a figura de Polo — que possui relação próxima aos setores empresariais, cooperativas e à agroindústria gaúcha — funciona como o “fiador” necessário para atrair o voto conservador e produtivo, equilibrando o jogo contra os extremos. O convite oficial para que o deputado se juntasse ao PSD foi selado no último final de semana, durante a visita de Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, ao Rio Grande do Sul.
Descontentamento partidário
A decisão de Ernani de migrar de partido é o desfecho de um período de agudas tensões internas no Progressistas. O deputado era o principal entusiasta da tese da candidatura própria do PP ao governo — um projeto que, segundo ele, contava com o apoio de mais de 80% dos convencionais estaduais. No entanto, o plano das bases gaúchas foi preterido pela direção nacional da legenda em favor de uma composição que apoia a candidatura de Luciano Zucco (PL), retirando do PP o protagonismo de cabeça de chapa. Descontente com o alinhamento, Polo já vinha sinalizando sua saída a interlocutores próximos.
Em uma carta de despedida publicada nesta sexta-feira, nas redes sociais, o parlamentar ressaltou que sua saída se justifica por um “conjunto político conduzido pela direção da legenda que não permitiu consultar seus convencionais”. Mesmo demonstrando gratidão e referindo-se ao PP como “o partido da minha vida”, Ernani queixou-se abertamente sobre a falta de consideração à sua solicitação de pré-convenção partidária, apresentada em fevereiro, afirmando categoricamente que não teve a possibilidade de ser ouvido.
Na publicação, Polo destacou ainda que setores da direção nacional impediram o debate real, enquanto trabalhavam para “esconder uma composição como vice de outro projeto político”, contrariando o posicionamento adotado pela legenda nos últimos anos, quando compunha o núcleo duro da base aliada do governo Leite.
Ao migrar para o PSD, Ernani Polo encontra o protagonismo que buscava na antiga legenda, integrando uma chapa majoritária. Para a aliança entre MDB, PSD e partidos aliados, sua chegada garante uma capilaridade muito maior entre empresários e nomes do agronegócio, parcela vital do eleitorado gaúcho. O nome do deputado, que reafirma ser “um político da direita democrática”, deve contribuir diretamente para a atração de eleitores desse espectro que, atualmente, estão concentrados na pré-candidatura de Zucco.
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Ernani Polo troca o PP pelo PSD para compor chapa com Gabriel Souza
Após 30 anos no Progressistas, Ernani Polo migra para o PSD e assume papel central na chapa majoritária ao Piratini. Foto: Divulgação
Após mais de três décadas de filiação, o deputado estadual Ernani Polo confirmou publicamente nesta sexta-feira o encerramento de seu ciclo no Progressistas (PP). O movimento, que já vinha sendo ventilado nos bastidores, deve movimentar o atual cenário da disputa pelo comando do Palácio Piratini, a partir do ingresso do deputado no PSD.
Interlocutores do parlamentar informaram com exclusividade a esta coluna que ele é dado como certo para ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Gabriel Souza (MDB). O anúncio deve ser oficializado neste domingo, no Hotel Deville, em Porto Alegre, durante o ato de filiação de Polo e de Frederico Antunes – que acompanha o correligionário na migração partidária.
A chegada de Ernani Polo ao projeto liderado pelo atual vice-governador do Estado, Gabriel Souza, é vista como um movimento estratégico para dar tração a uma candidatura que busca ganhar espaço nas pesquisas eleitorais. Conforme o último levantamento Real Time Big Data, divulgado em 17 de março, Gabriel figurou em 4º lugar na lista de pré-candidatos ao Piratini, com 13% das intenções de voto. Ele aparece atrás de Edegar Pretto (PT), com 19%, Juliana Brizola (PDT), com 24%, e Luciano Zucco (PL), que lidera com 31%.
Neste contexto, a figura de Polo — que possui relação próxima aos setores empresariais, cooperativas e à agroindústria gaúcha — funciona como o “fiador” necessário para atrair o voto conservador e produtivo, equilibrando o jogo contra os extremos. O convite oficial para que o deputado se juntasse ao PSD foi selado no último final de semana, durante a visita de Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, ao Rio Grande do Sul.
Descontentamento partidário
A decisão de Ernani de migrar de partido é o desfecho de um período de agudas tensões internas no Progressistas. O deputado era o principal entusiasta da tese da candidatura própria do PP ao governo — um projeto que, segundo ele, contava com o apoio de mais de 80% dos convencionais estaduais. No entanto, o plano das bases gaúchas foi preterido pela direção nacional da legenda em favor de uma composição que apoia a candidatura de Luciano Zucco (PL), retirando do PP o protagonismo de cabeça de chapa. Descontente com o alinhamento, Polo já vinha sinalizando sua saída a interlocutores próximos.
Em uma carta de despedida publicada nesta sexta-feira, nas redes sociais, o parlamentar ressaltou que sua saída se justifica por um “conjunto político conduzido pela direção da legenda que não permitiu consultar seus convencionais”. Mesmo demonstrando gratidão e referindo-se ao PP como “o partido da minha vida”, Ernani queixou-se abertamente sobre a falta de consideração à sua solicitação de pré-convenção partidária, apresentada em fevereiro, afirmando categoricamente que não teve a possibilidade de ser ouvido.
Na publicação, Polo destacou ainda que setores da direção nacional impediram o debate real, enquanto trabalhavam para “esconder uma composição como vice de outro projeto político”, contrariando o posicionamento adotado pela legenda nos últimos anos, quando compunha o núcleo duro da base aliada do governo Leite.
Ao migrar para o PSD, Ernani Polo encontra o protagonismo que buscava na antiga legenda, integrando uma chapa majoritária. Para a aliança entre MDB, PSD e partidos aliados, sua chegada garante uma capilaridade muito maior entre empresários e nomes do agronegócio, parcela vital do eleitorado gaúcho. O nome do deputado, que reafirma ser “um político da direita democrática”, deve contribuir diretamente para a atração de eleitores desse espectro que, atualmente, estão concentrados na pré-candidatura de Zucco.
Por Bruno Laux
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