Em 2023, o ex-procurador foi cassado do cargo de deputado federal. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) anunciou nessa terça-feira (24), que será candidato ao Senado pelo Paraná. Em maio de 2023, o ex-procurador da Operação Lava-Jato teve seu registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e perdeu o mandato na Câmara dos Deputados. A decisão no entanto, não declarou Dallagnol inelegível, apenas cassou seu registro, permitindo sua candidatura nas eleições deste ano.
Na época da condenação, os ministros do TSE entenderam que Dallagnol cometeu irregularidade ao pedir exoneração do cargo de procurador da República enquanto ainda respondia a processos disciplinares internos pela sua conduta durante a Lava-Jato.
A pré-candidatura de Dallagnol foi formalizada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que também apresentou o deputado federal Filipe Barros (PL) como candidato ao Senado na mesma chapa. No mesmo evento, a sigla filiou o senador Sergio Moro, que será pré-candidato ao governo do Paraná.
A ideia do PL é ter no Paraná uma chapa “Lava-Jato”, em referência à operação que teve Moro como juiz e Dallagnol como procurador no Ministério Público Federal (MPF). Em publicação em suas redes sociais, Dallagnol confirmou que está elegível e fez referência à operação:
“Me puniram enquanto era procurador da República por combater a corrupção. Tiraram o meu mandato de deputado federal por vingança (…) Uma Corte em Brasília, na época composta por ministros hoje envolvidos no escândalo do Banco Master, decidiu que eu não podia representar o povo paranaense”, escreveu.
No evento do PL no Paraná, a esposa de Moro, deputada federal Rosângela Moro, também se filiou ao partido e discursou defendendo a operação: “A Lava-Jato foi um exemplo do Paraná do que a gente deveria estar vendo com o Banco Master”, referindo-se a investigações que alcançam os peixes grandes da classe política.
A cerimônia de filiações no Paraná teve a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República e da cúpula da sigla. Em seus discursos, Moro e Rosângela também fizeram acenos à família Bolsonaro. O senador afirmou que o Paraná estaria ao lado de Flávio, e que voltou a se aliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 por entender que um retorno do governo Lula seria ruim para o País. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Deltan Dallagnol tenta voltar ao Congresso com pré-candidatura ao Senado no Paraná
Em 2023, o ex-procurador foi cassado do cargo de deputado federal. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) anunciou nessa terça-feira (24), que será candidato ao Senado pelo Paraná. Em maio de 2023, o ex-procurador da Operação Lava-Jato teve seu registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e perdeu o mandato na Câmara dos Deputados. A decisão no entanto, não declarou Dallagnol inelegível, apenas cassou seu registro, permitindo sua candidatura nas eleições deste ano.
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A ideia do PL é ter no Paraná uma chapa “Lava-Jato”, em referência à operação que teve Moro como juiz e Dallagnol como procurador no Ministério Público Federal (MPF). Em publicação em suas redes sociais, Dallagnol confirmou que está elegível e fez referência à operação:
“Me puniram enquanto era procurador da República por combater a corrupção. Tiraram o meu mandato de deputado federal por vingança (…) Uma Corte em Brasília, na época composta por ministros hoje envolvidos no escândalo do Banco Master, decidiu que eu não podia representar o povo paranaense”, escreveu.
No evento do PL no Paraná, a esposa de Moro, deputada federal Rosângela Moro, também se filiou ao partido e discursou defendendo a operação: “A Lava-Jato foi um exemplo do Paraná do que a gente deveria estar vendo com o Banco Master”, referindo-se a investigações que alcançam os peixes grandes da classe política.
A cerimônia de filiações no Paraná teve a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República e da cúpula da sigla. Em seus discursos, Moro e Rosângela também fizeram acenos à família Bolsonaro. O senador afirmou que o Paraná estaria ao lado de Flávio, e que voltou a se aliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 por entender que um retorno do governo Lula seria ruim para o País. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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