Desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master serão acompanhados de perto por membros do governo, parlamentares e magistrados. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A decisão da maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Daniel Vorcaro deve ser assimilada pelos Poderes nos próximos dias, com potencial de impactar o ritmo dos trabalhos do Executivo e, principalmente, do Legislativo. Até mesmo no Judiciário, as atenções devem estar voltadas aos próximos passos do caso do Banco Master.
Apesar de o resultado contrário a Vorcaro já estar definido, o julgamento na Corte continua até sexta-feira (20).
Falta apenas o voto do decano, o ministro Gilmar Mendes, que na semana passada tratou como “barbárie institucional” o vazamento de mensagens entre o banqueiro e a ex-namorada.
Em paralelo, as investigações da Polícia Federal (PF) continuam. No voto em que defendeu a manutenção da prisão, Mendonça fez questão de ressaltar que só foi analisado até agora um celular do dono do Master, e que ainda há outros oito aparelhos apenas de Vorcaro que não foram periciados.
Já na sexta-feira, o revés do empresário no Supremo repercutia entre parlamentares, principalmente do Centrão, que avaliavam que o resultado do julgamento abre caminhos para uma eventual delação premiada – potencialmente explosiva. Isso preocupa muitos nomes expressivos na classe política.
O clima apreensivo poderá ser sentido nos corredores da Câmara, que viverá nos próximos dias a única semana de trabalhos presenciais neste mês, já que os deputados estão dedicados às negociações em seus estados por causa do período de janela partidária.
Por ser a única semana com mais parlamentares presentes, a expectativa é que haveria um “intensivão” para compensar as demais semanas de trabalho remoto.
Apesar disso, a maioria acredita que a decisão do julgamento sobre Vorcaro deve deixar “muita gente pisando em ovos”, em função do temor de que ele decida revelar, caso realmente opte por uma delação futuramente, suas relações políticas.
No Senado, a expectativa é de poucas votações de propostas legislativas e maior movimentação nas comissões parlamentares de inquérito.
A CPMI do INSS ouvirá a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, nesta quarta-feira (18). O depoimento de Leila ao colegiado que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS foi adiado, após ela não comparecer na última semana.
Ela, que também é presidente do Banco Crefisa, deverá explicar possíveis irregularidades nos contratos firmados a partir do momento em que a instituição venceu o pregão que estabeleceu o pagamento dos aposentados. Já o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A. foi remarcado para quinta (19).
No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula também acompanham desdobramentos do caso Master, enquanto o petista avançará nas conversas para encontrar palanques eleitorais nos estados que defendam sua candidatura à reeleição. Uma das missões é resolver o xadrez em Minas Gerais, onde seu favorito para concorrer ao governo é o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.
Lula também deve começar as despedidas de ministros que queiram concorrer nas eleições em outubro. Fernando Haddad deve formalizar a saída da Fazenda até o fim da semana para disputar o governo de São Paulo. O chefe da equipe econômica até resistiu, mas aceitou o desafio para atender a um pedido pessoal do presidente. (Com informações da revista Veja)
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Manutenção de Daniel Vorcaro na prisão pode impactar o ritmo dos trabalhos dos Três Poderes
Desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master serão acompanhados de perto por membros do governo, parlamentares e magistrados. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A decisão da maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Daniel Vorcaro deve ser assimilada pelos Poderes nos próximos dias, com potencial de impactar o ritmo dos trabalhos do Executivo e, principalmente, do Legislativo. Até mesmo no Judiciário, as atenções devem estar voltadas aos próximos passos do caso do Banco Master.
Apesar de o resultado contrário a Vorcaro já estar definido, o julgamento na Corte continua até sexta-feira (20).
Falta apenas o voto do decano, o ministro Gilmar Mendes, que na semana passada tratou como “barbárie institucional” o vazamento de mensagens entre o banqueiro e a ex-namorada.
Em paralelo, as investigações da Polícia Federal (PF) continuam. No voto em que defendeu a manutenção da prisão, Mendonça fez questão de ressaltar que só foi analisado até agora um celular do dono do Master, e que ainda há outros oito aparelhos apenas de Vorcaro que não foram periciados.
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Por ser a única semana com mais parlamentares presentes, a expectativa é que haveria um “intensivão” para compensar as demais semanas de trabalho remoto.
Apesar disso, a maioria acredita que a decisão do julgamento sobre Vorcaro deve deixar “muita gente pisando em ovos”, em função do temor de que ele decida revelar, caso realmente opte por uma delação futuramente, suas relações políticas.
No Senado, a expectativa é de poucas votações de propostas legislativas e maior movimentação nas comissões parlamentares de inquérito.
A CPMI do INSS ouvirá a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, nesta quarta-feira (18). O depoimento de Leila ao colegiado que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS foi adiado, após ela não comparecer na última semana.
Ela, que também é presidente do Banco Crefisa, deverá explicar possíveis irregularidades nos contratos firmados a partir do momento em que a instituição venceu o pregão que estabeleceu o pagamento dos aposentados.
Já o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A. foi remarcado para quinta (19).
No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula também acompanham desdobramentos do caso Master, enquanto o petista avançará nas conversas para encontrar palanques eleitorais nos estados que defendam sua candidatura à reeleição. Uma das missões é resolver o xadrez em Minas Gerais, onde seu favorito para concorrer ao governo é o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.
Lula também deve começar as despedidas de ministros que queiram concorrer nas eleições em outubro. Fernando Haddad deve formalizar a saída da Fazenda até o fim da semana para disputar o governo de São Paulo. O chefe da equipe econômica até resistiu, mas aceitou o desafio para atender a um pedido pessoal do presidente. (Com informações da revista Veja)
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