Crimes foram cometidos na Zona Sul da Capital por integrantes do 21º Batalhão da BM. (Foto: Arquivo/BM)
A Justiça Militar do Rio Grande do Sul condenou quatro à prisão soldados da Polícia Militar pelos crimes de tortura física e psicológca, cárcere privado e invasão de domicílio. Conforme acusação formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o caso remonta à madrugada de 1º de agosto do ano passado em uma casa no bairro Lami, Zona Sul de Porto Alegre.
Além das sentenças de quatro a 14 anos e meio de reclusão (conforme o envolvimento de cada réu), foi determinado que os brigadianos sejam expulsos imediatamente da corporação. Eles também não poderão exercer função pública durante período equivalente ao dobro do tempo estipulado de cadeia.
De acordo com o processo, os soldados arrombaram a porta e invadiram a residência, permanecendo no interior do imóvel, sem qualquer mandado judicial para tal. Sob acusação de envolvimento com tráfico de drogas, um morador foi colocado à força no porta-malas da viatura e levado a outros locais, onde sofreu choques elétricos, afogamentos, sufocamento com saco plástico, chutes, aplicação de spray de pimenta e tiros próximos à cabeça. Posteriormente, o laudo pericial apontaria múltiplas lesões na vítima.
Já a sua companheira foi mantida sob cárcere privado dentro de casa, impedida de buscar socorro enquanto. Para piorar a situação, uma criança de 4 anos presenciou parte das agressões, fato que a levou a apresentar sintomas de trauma psicológico. Estima-se que as violações de direitos humanos duraram mais de duas horas.
A Justiça reconheceu que o cárcere serviu para facilitar e assegurar a prática das torturas, agravante responsável pela ampliação das sentenças. Ainda de acordo com a investigação pelo MPRS, a câmera corporal de um dos brigadianos teve a lente obstruída de forma proposital, mas o equipamento continuou gravando.
O resultado foi um áudio de 23 minutos que registrou sons relativos às agressões, sufocamento, choques elétricos – “Agora é sessão de horrores”, chegou a dizer um dos envolvidos. Todos eram vinculados ao 21º Batalhão da BM, localizado em trecho da avenida Juca Batista no bairro Belém Novo.
Sentenças
– 13 anos, sete meses e 10 dias de reclusão, mais 8 meses de detenção, por participação direta nas torturas, invasão do domicílio, agressões físicas e psicológicas;
– 12 anos, cinco meses e 18 dias de reclusão, mais 8 meses e 22 dias de detenção, também pelo protagonismos nos crimes.
– 1 ano e oito meses de reclusão, além de quatro anos, 11 meses e 15 dias de detenção, pelo cárcere privado de uma das vítimas.
– 1 ano, seis meses e 22 dias de reclusão, mais quatro anos, 11 meses e 25 dias de detenção, por omissão e adesão à conduta dos demais integrantres do grupo.
Processo é realizado em estrutura no município de Minas do Leão. (Foto: Cesar Lopes/PMPA) O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Carlos Hundertmarker, realizaram nessa segunda-feira (19) uma visita técnica à primeira planta de produção de biometano do Rio Grande do Sul. Localizada no aterro …
Por meio do projeto, municípios receberão apoio técnico para organizar a oferta e ampliar as compras da agricultura familiar no PNAE Foto: Divulgação Por meio do projeto, municípios receberão apoio técnico para organizar a oferta e ampliar as compras da agricultura familiar no PNAE. (Foto: Divulgação) A prefeitura de Porto Alegre assinou um termo de …
As ampolas estão sendo distribuídas para os serviços de referência no atendimento de urgência e emergência. Foto: MS/Divulgação As ampolas estão sendo distribuídas para os serviços de referência no atendimento de urgência e emergência. (Foto: MS/Divulgação) A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre recebeu, na manhã desta quinta-feira (9), um lote com 60 …
Espécie é conhecida popularmente como camboatã, marmelinho ou leiteiro Foto: Rogério Otávio Schmidt/Divulgação/Smamus Uma espécie ameaçada de extinção foi identificada pela primeira vez em área natural de Porto Alegre. Trata-se da Brosimum glaziovii Taub, conhecida popularmente como camboatã, marmelinho ou leiteiro. O registro ocorreu em abril, no bioma da Mata Atlântica, durante trabalho da equipe …
Brigadianos são condenados à prisão por tortura, cárcere privado e invasão de domicílio em Porto Alegre
Crimes foram cometidos na Zona Sul da Capital por integrantes do 21º Batalhão da BM. (Foto: Arquivo/BM)
A Justiça Militar do Rio Grande do Sul condenou quatro à prisão soldados da Polícia Militar pelos crimes de tortura física e psicológca, cárcere privado e invasão de domicílio. Conforme acusação formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o caso remonta à madrugada de 1º de agosto do ano passado em uma casa no bairro Lami, Zona Sul de Porto Alegre.
Além das sentenças de quatro a 14 anos e meio de reclusão (conforme o envolvimento de cada réu), foi determinado que os brigadianos sejam expulsos imediatamente da corporação. Eles também não poderão exercer função pública durante período equivalente ao dobro do tempo estipulado de cadeia.
De acordo com o processo, os soldados arrombaram a porta e invadiram a residência, permanecendo no interior do imóvel, sem qualquer mandado judicial para tal. Sob acusação de envolvimento com tráfico de drogas, um morador foi colocado à força no porta-malas da viatura e levado a outros locais, onde sofreu choques elétricos, afogamentos, sufocamento com saco plástico, chutes, aplicação de spray de pimenta e tiros próximos à cabeça. Posteriormente, o laudo pericial apontaria múltiplas lesões na vítima.
Já a sua companheira foi mantida sob cárcere privado dentro de casa, impedida de buscar socorro enquanto. Para piorar a situação, uma criança de 4 anos presenciou parte das agressões, fato que a levou a apresentar sintomas de trauma psicológico. Estima-se que as violações de direitos humanos duraram mais de duas horas.
A Justiça reconheceu que o cárcere serviu para facilitar e assegurar a prática das torturas, agravante responsável pela ampliação das sentenças. Ainda de acordo com a investigação pelo MPRS, a câmera corporal de um dos brigadianos teve a lente obstruída de forma proposital, mas o equipamento continuou gravando.
O resultado foi um áudio de 23 minutos que registrou sons relativos às agressões, sufocamento, choques elétricos – “Agora é sessão de horrores”, chegou a dizer um dos envolvidos. Todos eram vinculados ao 21º Batalhão da BM, localizado em trecho da avenida Juca Batista no bairro Belém Novo.
Sentenças
– 13 anos, sete meses e 10 dias de reclusão, mais 8 meses de detenção, por participação direta nas torturas, invasão do domicílio, agressões físicas e psicológicas;
– 12 anos, cinco meses e 18 dias de reclusão, mais 8 meses e 22 dias de detenção, também pelo protagonismos nos crimes.
– 1 ano e oito meses de reclusão, além de quatro anos, 11 meses e 15 dias de detenção, pelo cárcere privado de uma das vítimas.
– 1 ano, seis meses e 22 dias de reclusão, mais quatro anos, 11 meses e 25 dias de detenção, por omissão e adesão à conduta dos demais integrantres do grupo.
(Marcello Campos)
Related Posts
Em iniciativa pioneira no RS, Porto Alegre destina resíduos à produção de gás combustível
Processo é realizado em estrutura no município de Minas do Leão. (Foto: Cesar Lopes/PMPA) O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Carlos Hundertmarker, realizaram nessa segunda-feira (19) uma visita técnica à primeira planta de produção de biometano do Rio Grande do Sul. Localizada no aterro …
Porto Alegre adere a rede para fortalecer agricultura agroecológica na alimentação escolar
Por meio do projeto, municípios receberão apoio técnico para organizar a oferta e ampliar as compras da agricultura familiar no PNAE Foto: Divulgação Por meio do projeto, municípios receberão apoio técnico para organizar a oferta e ampliar as compras da agricultura familiar no PNAE. (Foto: Divulgação) A prefeitura de Porto Alegre assinou um termo de …
Porto Alegre recebe 60 ampolas de etanol farmacêutico para tratamento de intoxicações por metanol
As ampolas estão sendo distribuídas para os serviços de referência no atendimento de urgência e emergência. Foto: MS/Divulgação As ampolas estão sendo distribuídas para os serviços de referência no atendimento de urgência e emergência. (Foto: MS/Divulgação) A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre recebeu, na manhã desta quinta-feira (9), um lote com 60 …
Árvore rara e ameaçada de extinção é registrada pela primeira vez em Porto Alegre
Espécie é conhecida popularmente como camboatã, marmelinho ou leiteiro Foto: Rogério Otávio Schmidt/Divulgação/Smamus Uma espécie ameaçada de extinção foi identificada pela primeira vez em área natural de Porto Alegre. Trata-se da Brosimum glaziovii Taub, conhecida popularmente como camboatã, marmelinho ou leiteiro. O registro ocorreu em abril, no bioma da Mata Atlântica, durante trabalho da equipe …