No desfile, Temer foi retratado “arrancando” a faixa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e passando para Bolsonaro. (Foto: Marco Terranova/Riotur)
O ex-presidente Michel Temer (MDB) reagiu à sua menção no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15), no Rio de Janeiro, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao comentar a encenação, Temer afirmou ter “saudades da Tuiuti”, em referência à Paraíso do Tuiuti, escola que o retratou como vampiro no carnaval de 2018.
No desfile deste ano, um personagem caracterizado como “Temer” apareceu em cena “arrancando” a faixa presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e entregando-a a Jair Bolsonaro (PL), em alusão ao processo de impeachment de 2016.
Temer era vice-presidente na gestão Dilma e assumiu o comando do Executivo após a destituição da petista pelo Congresso Nacional. Setores da esquerda classificam o impeachment como golpe parlamentar e o apontam como um dos fatores que abriram caminho para a eleição de Bolsonaro anos depois.
Em nota enviada por sua assessoria, Temer classificou como “bajulação” a homenagem feita a Lula na Marquês de Sapucaí. No texto, afirmou: “Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”. E acrescentou: “A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”.
O ex-presidente também direcionou críticas à condução da política econômica do atual governo. Segundo ele, o problema estaria quando se adota o “ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente – e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência”. As reformas mencionadas foram aprovadas durante sua gestão à frente do Palácio do Planalto.
Temer concluiu a nota afirmando: “É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí… gente!”. A expressão “Ponte para o Futuro” foi o nome do programa apresentado pelo MDB em 2015, que norteou parte das medidas econômicas implementadas após o impeachment.
Em 2018, a Paraíso do Tuiuti retratou Temer como um vampiro em alegoria que fazia críticas à reforma trabalhista e questionava a permanência de desigualdades sociais no país. Já o desfile deste ano da Acadêmicos de Niterói narrou a trajetória de Lula desde a infância até a chegada à Presidência da República.
A apresentação incluiu uma ala com integrantes vestidos de vermelho e estrelas no peito, sem o número 13 do PT. O jingle “olê, olê, olá, Lula! Lula!” integrou o enredo, assim como referências a Bolsonaro como palhaço e presidiário. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Ex-presidente Temer fala em bajulação e alfineta Lula
No desfile, Temer foi retratado “arrancando” a faixa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e passando para Bolsonaro. (Foto: Marco Terranova/Riotur)
O ex-presidente Michel Temer (MDB) reagiu à sua menção no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15), no Rio de Janeiro, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao comentar a encenação, Temer afirmou ter “saudades da Tuiuti”, em referência à Paraíso do Tuiuti, escola que o retratou como vampiro no carnaval de 2018.
No desfile deste ano, um personagem caracterizado como “Temer” apareceu em cena “arrancando” a faixa presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e entregando-a a Jair Bolsonaro (PL), em alusão ao processo de impeachment de 2016.
Temer era vice-presidente na gestão Dilma e assumiu o comando do Executivo após a destituição da petista pelo Congresso Nacional. Setores da esquerda classificam o impeachment como golpe parlamentar e o apontam como um dos fatores que abriram caminho para a eleição de Bolsonaro anos depois.
Em nota enviada por sua assessoria, Temer classificou como “bajulação” a homenagem feita a Lula na Marquês de Sapucaí. No texto, afirmou: “Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”. E acrescentou: “A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”.
O ex-presidente também direcionou críticas à condução da política econômica do atual governo. Segundo ele, o problema estaria quando se adota o “ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente – e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência”. As reformas mencionadas foram aprovadas durante sua gestão à frente do Palácio do Planalto.
Temer concluiu a nota afirmando: “É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí… gente!”. A expressão “Ponte para o Futuro” foi o nome do programa apresentado pelo MDB em 2015, que norteou parte das medidas econômicas implementadas após o impeachment.
Em 2018, a Paraíso do Tuiuti retratou Temer como um vampiro em alegoria que fazia críticas à reforma trabalhista e questionava a permanência de desigualdades sociais no país. Já o desfile deste ano da Acadêmicos de Niterói narrou a trajetória de Lula desde a infância até a chegada à Presidência da República.
A apresentação incluiu uma ala com integrantes vestidos de vermelho e estrelas no peito, sem o número 13 do PT. O jingle “olê, olê, olá, Lula! Lula!” integrou o enredo, assim como referências a Bolsonaro como palhaço e presidiário. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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