Na saída da reunião a portas fechadas na presidência do STF, Toffoli passou diante dos jornalistas em silêncio. (Foto: Luiz Silveira/STF)
Após reunião que definiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o magistrado afirmou que a conversa de mais de três horas com os colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) foi “excelente”.
O martelo foi batido A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, que cita o nome de Toffoli.
Na saída da reunião a portas fechadas na presidência do STF, Toffoli passou diante dos jornalistas em silêncio, evitando responder as perguntas sobre se deixaria ou não a condução do caso.
Só respondeu quando um repórter perguntou: “Como foi o clima da reunião”? O ministro declarou apenas: “Excelente. Tudo unânime.”
A reunião começou por volta de 16h30 e foi interrompida por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado.
Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciaram a saída de Toffoli da relatoria.
“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator’”, afirma a nota.
A nota diz que, considerando o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.
“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.
O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.
Caso
Após o encaminhamento do ofício da PF, um pedido de suspeição contra o ministro foi aberto na Corte. Na resposta, Toffoli negou a suspeição e reforçou nota divulgada na quarta-feira (11). No texto, o magistrado afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF para se afastar da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em “ilações”.
O presidente do STF também enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, deu ciência da resposta aos demais ministros da Corte na tarde dessa quinta-feira (12). Em meio à crise do caso Master, o presidente STF afirmou no início da sessão de julgamentos que haveria um “diálogo” entre os ministros ainda nessa quinta. (Com informações do jornal O Globo)
Ministro anunciou saída da Corte na semana passada. (Foto: Antonio Augusto/STF) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nessa quarta-feira (15) a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, do STF (Supremo Tribunal Federal). A saída oficial de Barroso da Corte está marcada para este sábado (18). A aposentadoria foi publicada em …
Toffoli orientou perguntas a diretor do BC em busca de ‘omissões’ e ‘contradição’ sobre o caso Master. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli detém sob sigilo – e sob controle – as informações mais sensíveis da República: o inquérito referente ao Banco Master. Na prática, isso significa que o …
Sequência de declarações contraditórias levou a Polícia Federal a aprofundar apurações sobre o destino do dinheiro e gerou uma série de dúvidas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) As sucessivas versões apresentadas por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e envolvidos na produção do filme “Dark Horse” ampliaram, nos últimos dias, a crise em torno do financiamento …
Nos EUA e junto a Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo defende sanções ao Brasil. (Foto: Reprodução) O apresentador Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos e, junto com Eduardo Bolsonaro, defende sanções ao Brasil por causa do julgamento de Jair Bolsonaro, divulgou diversos elogios ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux nessa quarta-feira (10). …
“Excelente”: saiba como foi a reação de Dias Toffoli a reunião no Supremo que definiu sua saída do caso Master
Na saída da reunião a portas fechadas na presidência do STF, Toffoli passou diante dos jornalistas em silêncio. (Foto: Luiz Silveira/STF)
Após reunião que definiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o magistrado afirmou que a conversa de mais de três horas com os colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) foi “excelente”.
O martelo foi batido A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, que cita o nome de Toffoli.
Na saída da reunião a portas fechadas na presidência do STF, Toffoli passou diante dos jornalistas em silêncio, evitando responder as perguntas sobre se deixaria ou não a condução do caso.
Só respondeu quando um repórter perguntou: “Como foi o clima da reunião”? O ministro declarou apenas: “Excelente. Tudo unânime.”
A reunião começou por volta de 16h30 e foi interrompida por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado.
Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciaram a saída de Toffoli da relatoria.
“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator’”, afirma a nota.
A nota diz que, considerando o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.
“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.
O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.
Caso
Após o encaminhamento do ofício da PF, um pedido de suspeição contra o ministro foi aberto na Corte. Na resposta, Toffoli negou a suspeição e reforçou nota divulgada na quarta-feira (11). No texto, o magistrado afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF para se afastar da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em “ilações”.
O presidente do STF também enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, deu ciência da resposta aos demais ministros da Corte na tarde dessa quinta-feira (12). Em meio à crise do caso Master, o presidente STF afirmou no início da sessão de julgamentos que haveria um “diálogo” entre os ministros ainda nessa quinta. (Com informações do jornal O Globo)
Related Posts
Lula assina a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo
Ministro anunciou saída da Corte na semana passada. (Foto: Antonio Augusto/STF) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nessa quarta-feira (15) a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, do STF (Supremo Tribunal Federal). A saída oficial de Barroso da Corte está marcada para este sábado (18). A aposentadoria foi publicada em …
Ministro Dias Toffoli coloca o Banco Central sob a lei do silêncio e impede o País de ter acesso aos fatos
Toffoli orientou perguntas a diretor do BC em busca de ‘omissões’ e ‘contradição’ sobre o caso Master. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli detém sob sigilo – e sob controle – as informações mais sensíveis da República: o inquérito referente ao Banco Master. Na prática, isso significa que o …
Choque de versões e falta de transparência ampliam crise do filme de Bolsonaro
Sequência de declarações contraditórias levou a Polícia Federal a aprofundar apurações sobre o destino do dinheiro e gerou uma série de dúvidas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) As sucessivas versões apresentadas por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e envolvidos na produção do filme “Dark Horse” ampliaram, nos últimos dias, a crise em torno do financiamento …
Bolsonarista Paulo Figueiredo afirma que o ministro Luiz Fux “honra a toga” e não será alvo de sanções dos Estados Unidos
Nos EUA e junto a Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo defende sanções ao Brasil. (Foto: Reprodução) O apresentador Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos e, junto com Eduardo Bolsonaro, defende sanções ao Brasil por causa do julgamento de Jair Bolsonaro, divulgou diversos elogios ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux nessa quarta-feira (10). …