Em ato pelos 46 anos do PT, Lula diz ser “grave” apoio do partido a emendas de mais de R$ 60 bilhões.
Foto: Reprodução Youtube
Em ato pelos 46 anos do PT, Lula diz ser “grave” apoio do partido a emendas de mais de R$ 60 bilhões. (Foto: Reprodução Youtube)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado, 7, que o orçamento secreto representou um “sequestro” do orçamento do Executivo. Em evento do PT em Salvador, Lula afirmou ainda que “não é normal” que o Congresso aprove mais de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares para este ano e é “grave” que o PT tenha votado a favor.
“A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo para que os deputados e senadores tivessem liberdade de utilizar a mesma quantidade de dinheiro que sobra para o governo federal”, disse Lula. “Esse ano é quase R$ 60 bilhões. Se vocês acham que isso é normal, tudo bem. Para mim não é normal. E o que eu acho grave é que o PT votou favorável e ninguém reclama.”
Ao longo de seu discurso, Lula sinalizou a intenção de atrair mais partidos para a base. “Essa campanha agora, se preparem, porque vocês, os nossos aliados, PSB, PCdoB, PDT e quem mais a gente conseguir trazer, sabe, quem mais a gente conseguir trazer”, disse Lula, que em seguida abraçou o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cujo vice, Themístocles Filho, é do MDB, um dos partidos que o presidente deseja atrair para o palanque.
Em outro momento, o presidente defendeu mais diretamente a necessidade de construir alianças e admitiu que o partido enfrenta dificuldades em alguns estados. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o PT tem enfrentado dificuldade em parte do Nordeste, considerado historicamente um “bastião da esquerda”, e vê a oposição avançar em Estados-chave como Bahia, Maranhão e Ceará.
“Vocês sabem que nós temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições, nós não estamos com essa bola toda em todos os estados. Temos estados em que nós precisamos compor”, reconheceu o petista. Em seguida, se dirigindo a Edinho Silva, dirigente nacional, disse que não é preciso negar os princípios do PT para se aliar a outras legendas. “Um acordo político é uma coisa tática para a gente poder governar esse País como estamos fazendo agora.”
Além de criticar o orçamento secreto e as emendas parlamentares, Lula também atacou a classe política, afirmando que a “política apodreceu” e está muito “mercantilizada”.
“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse País, você sabe quanto custa um cabo eleitoral, um vereador, o preço de cada candidatura nesse País”, declarou o presidente, acrescentando ter saudade do tempo em que fazia comício.
Apesar de ter feito elogios ao PT, Lula também disse que o partido tem os seus “desvios” hoje e está “acumulando muito erro”.
Ao longo de sua fala, Lula também fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a parceria do Brasil com a China e voltou a defender que a Venezuela deve ter soberania para decidir sobre o próprio futuro.
“Nós temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela, e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump. E agora, embaixador, toda conversa, toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é para a China, contra a China. E eu quero dizer que sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China. É uma parceria exitosa e respeitosa”, afirmou Lula, que pouco antes disse que o Brasil é “solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles”.
Dois recuos que reforçam a ideia de que Toffoli toma decisões incomuns em tudo o que se relaciona ao Caso Master, mas não resiste a pressões para mantê-las. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) Um movimento que incluiu a patacoada empreendida pelo TCU sobre o BC nas últimas semanas, com ameaças de suspensão da liquidação do Master, entre …
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A mudança ocorre em razão do recesso do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) O ministro Alexandre de Moraes passou a exercer, de forma provisória, a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). A substituição ocorre devido ao afastamento temporário do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que se encontra em recesso e, …
Lula chama orçamento secreto de “sequestro” e critica volume de emendas: “Não é normal”
Em ato pelos 46 anos do PT, Lula diz ser “grave” apoio do partido a emendas de mais de R$ 60 bilhões.
Foto: Reprodução Youtube
Em ato pelos 46 anos do PT, Lula diz ser “grave” apoio do partido a emendas de mais de R$ 60 bilhões. (Foto: Reprodução Youtube)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado, 7, que o orçamento secreto representou um “sequestro” do orçamento do Executivo. Em evento do PT em Salvador, Lula afirmou ainda que “não é normal” que o Congresso aprove mais de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares para este ano e é “grave” que o PT tenha votado a favor.
“A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo para que os deputados e senadores tivessem liberdade de utilizar a mesma quantidade de dinheiro que sobra para o governo federal”, disse Lula. “Esse ano é quase R$ 60 bilhões. Se vocês acham que isso é normal, tudo bem. Para mim não é normal. E o que eu acho grave é que o PT votou favorável e ninguém reclama.”
Ao longo de seu discurso, Lula sinalizou a intenção de atrair mais partidos para a base. “Essa campanha agora, se preparem, porque vocês, os nossos aliados, PSB, PCdoB, PDT e quem mais a gente conseguir trazer, sabe, quem mais a gente conseguir trazer”, disse Lula, que em seguida abraçou o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cujo vice, Themístocles Filho, é do MDB, um dos partidos que o presidente deseja atrair para o palanque.
Em outro momento, o presidente defendeu mais diretamente a necessidade de construir alianças e admitiu que o partido enfrenta dificuldades em alguns estados. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o PT tem enfrentado dificuldade em parte do Nordeste, considerado historicamente um “bastião da esquerda”, e vê a oposição avançar em Estados-chave como Bahia, Maranhão e Ceará.
“Vocês sabem que nós temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições, nós não estamos com essa bola toda em todos os estados. Temos estados em que nós precisamos compor”, reconheceu o petista. Em seguida, se dirigindo a Edinho Silva, dirigente nacional, disse que não é preciso negar os princípios do PT para se aliar a outras legendas. “Um acordo político é uma coisa tática para a gente poder governar esse País como estamos fazendo agora.”
Além de criticar o orçamento secreto e as emendas parlamentares, Lula também atacou a classe política, afirmando que a “política apodreceu” e está muito “mercantilizada”.
“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse País, você sabe quanto custa um cabo eleitoral, um vereador, o preço de cada candidatura nesse País”, declarou o presidente, acrescentando ter saudade do tempo em que fazia comício.
Apesar de ter feito elogios ao PT, Lula também disse que o partido tem os seus “desvios” hoje e está “acumulando muito erro”.
Ao longo de sua fala, Lula também fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a parceria do Brasil com a China e voltou a defender que a Venezuela deve ter soberania para decidir sobre o próprio futuro.
“Nós temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela, e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump. E agora, embaixador, toda conversa, toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é para a China, contra a China. E eu quero dizer que sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China. É uma parceria exitosa e respeitosa”, afirmou Lula, que pouco antes disse que o Brasil é “solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles”.
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