Norma de 2019 estabelece recomendações de condutas e proibições aos juízes. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nessa quarta-feira (4) o julgamento de duas ações que discutem o uso de redes sociais por magistrados.
Os ministros analisam a validade de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com regras sobre o tema. O julgamento foi suspenso antes do voto do ministro Luiz Fux, que está de licença médica. O placar, até o momento, está 5 a 0 pela manutenção da norma do CNJ.
A resolução estabelece uma série de recomendações de conduta para os juízes ao fazerem postagens nas plataformas. Além disso, fixa proibições aos magistrados nas redes sociais.
Nessa quarta, o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações, reafirmou o posicionamento pela validade da norma do CNJ. Os ministros Nunes Marques, Cristiano Zanin e André Mendonça acompanharam.
Antes da aposentadoria, a ministra Rosa Weber já tinha acompanhado o relator.
O ministro Luiz Fux, próximo a votar, quer apresentar seu posicionamento pessoalmente. O magistrado, no entanto, está com pneumonia. Os demais ministros vão aguardar o voto de Fux.
Regras do CNJ
A resolução de 2019 prevê parâmetros para o uso das plataformas, “de modo a compatibilizar o exercício da liberdade de expressão com os deveres inerentes ao cargo”.
A norma traz diretrizes de atuação dos juízes na internet. Entre elas:
* observar que a moderação, o decoro e a conduta respeitosa devem orientar todas as formas de atuação nas redes sociais; * não usar a marca do sistema de Justiça em que atua como forma de identificação nas plataformas; * evitar manifestações que busquem autopromoção ou superexposição; * abster-se de compartilhar conteúdo ou a ele manifestar apoio sem convicção pessoal sobre a veracidade da informação, evitando a propagação de notícias falsas (fake news).
A regra também traz condutas proibidas, como a manifestação sobre processos pendentes de julgamento ou opiniões políticas.
Processos
Autoras das ações, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) afirmam que o texto viola princípios como o da liberdade de manifestação de pensamento e de expressão.
Julgamento
O caso começou a ser analisado em plenário virtual em novembro de 2022. Relator do tema, Moraes votou para rejeitar os pedidos, mantendo a validade da resolução.
“A resolução visa a evitar condutas tendentes a demonstrar atividade político-partidária dos magistrados dentro das redes sociais que, como se sabe, possui um alcance global”, pontuou o ministro.
Em ambiente virtual, o voto de Moraes foi acompanhado pelo presidente Edson Fachin e os ministros Dias Toffoli e Rosa Weber.
O caso foi para julgamento presencial após um pedido de destaque do ministro Nunes Marques. O pedido chegou a ser retirado na terça-feira (3), mas o julgamento foi mantido porque os temas já estavam em pauta.
Gilson Machado apresentou pedido de explicações contra Coronel Meira. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Em meio à tensão que envolveu sua saída do Partido Liberal (PL) para o Podemos, o ex-ministro do Turismo durante o governo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, protocolou um pedido de explicações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Coronel …
A estratégia da defesa do empresário é de colaboração institucional. (Foto: Reprodução) O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, irá depor no Senado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 24 e 26 de fevereiro, respectivamente. Os advogados do …
Eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar a primeira via do título ou resolver pendências do cadastro eleitoral. (Foto: Reprodução) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nessa segunda-feira (2), a resolução que detalha o calendário eleitoral. A norma estabelece as principais datas para o pleito deste ano – os marcos da preparação, …
Em 2026, a Casa terá a renovação de dois terços de parlamentares, ou seja, serão eleitos 54 senadores no ano que vem, de um total de 81. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) Com o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que disputará a reeleição em 2026, o foco do governo volta-se agora …
Em primeira sessão de trabalho, Supremo analisa validade de regras sobre uso de redes sociais por magistrados
Norma de 2019 estabelece recomendações de condutas e proibições aos juízes. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nessa quarta-feira (4) o julgamento de duas ações que discutem o uso de redes sociais por magistrados.
Os ministros analisam a validade de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com regras sobre o tema. O julgamento foi suspenso antes do voto do ministro Luiz Fux, que está de licença médica. O placar, até o momento, está 5 a 0 pela manutenção da norma do CNJ.
A resolução estabelece uma série de recomendações de conduta para os juízes ao fazerem postagens nas plataformas. Além disso, fixa proibições aos magistrados nas redes sociais.
Nessa quarta, o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações, reafirmou o posicionamento pela validade da norma do CNJ. Os ministros Nunes Marques, Cristiano Zanin e André Mendonça acompanharam.
Antes da aposentadoria, a ministra Rosa Weber já tinha acompanhado o relator.
O ministro Luiz Fux, próximo a votar, quer apresentar seu posicionamento pessoalmente. O magistrado, no entanto, está com pneumonia. Os demais ministros vão aguardar o voto de Fux.
Regras do CNJ
A resolução de 2019 prevê parâmetros para o uso das plataformas, “de modo a compatibilizar o exercício da liberdade de expressão com os deveres inerentes ao cargo”.
A norma traz diretrizes de atuação dos juízes na internet. Entre elas:
* observar que a moderação, o decoro e a conduta respeitosa devem orientar todas as formas de atuação nas redes sociais;
* não usar a marca do sistema de Justiça em que atua como forma de identificação nas plataformas;
* evitar manifestações que busquem autopromoção ou superexposição;
* abster-se de compartilhar conteúdo ou a ele manifestar apoio sem convicção pessoal sobre a veracidade da informação, evitando a propagação de notícias falsas (fake news).
A regra também traz condutas proibidas, como a manifestação sobre processos pendentes de julgamento ou opiniões políticas.
Processos
Autoras das ações, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) afirmam que o texto viola princípios como o da liberdade de manifestação de pensamento e de expressão.
Julgamento
O caso começou a ser analisado em plenário virtual em novembro de 2022. Relator do tema, Moraes votou para rejeitar os pedidos, mantendo a validade da resolução.
“A resolução visa a evitar condutas tendentes a demonstrar atividade político-partidária dos magistrados dentro das redes sociais que, como se sabe, possui um alcance global”, pontuou o ministro.
Em ambiente virtual, o voto de Moraes foi acompanhado pelo presidente Edson Fachin e os ministros Dias Toffoli e Rosa Weber.
O caso foi para julgamento presencial após um pedido de destaque do ministro Nunes Marques. O pedido chegou a ser retirado na terça-feira (3), mas o julgamento foi mantido porque os temas já estavam em pauta.
Related Posts
Ex-ministro de Bolsonaro processa deputado do partido do ex-presidente
Gilson Machado apresentou pedido de explicações contra Coronel Meira. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Em meio à tensão que envolveu sua saída do Partido Liberal (PL) para o Podemos, o ex-ministro do Turismo durante o governo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, protocolou um pedido de explicações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Coronel …
Defesa diz que dono do Banco Master não ficará calado em depoimento no Senado
A estratégia da defesa do empresário é de colaboração institucional. (Foto: Reprodução) O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, irá depor no Senado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 24 e 26 de fevereiro, respectivamente. Os advogados do …
Eleições 2026: TSE aprova resolução com calendário eleitoral; saiba as principais datas
Eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar a primeira via do título ou resolver pendências do cadastro eleitoral. (Foto: Reprodução) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nessa segunda-feira (2), a resolução que detalha o calendário eleitoral. A norma estabelece as principais datas para o pleito deste ano – os marcos da preparação, …
Busca por fortalecimento do governo pode levar 11 ministros de Lula a disputarem o Senado
Em 2026, a Casa terá a renovação de dois terços de parlamentares, ou seja, serão eleitos 54 senadores no ano que vem, de um total de 81. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) Com o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que disputará a reeleição em 2026, o foco do governo volta-se agora …