No epicentro do caso, Dias Toffoli se destaca como o relator salpicado pelo escândalo.
Foto: Divulgação
No epicentro do caso, Dias Toffoli se destaca como o relator salpicado pelo escândalo.(Foto: Divulgação)
Com o avançar das investigações sobre as fraudes do Banco Master, fica cada vez mais claro o racha causado no Supremo Tribunal Federal (STF). No epicentro do caso, Dias Toffoli se destaca como o relator salpicado pelo escândalo. Alexandre de Moraes também faz uma ponta no caso. Nos bastidores, ministros da Corte se dividem entre críticas e aplausos à dupla.
Em caráter reservado, um ministro avalia que condutas adotadas por Toffoli comprometem a credibilidade do tribunal. O relator impôs elevado grau de sigilo à apuração, pegou carona em um voo particular com um advogado da causa, determinou acareação de investigados durante o recesso e mandou entregar itens apreendidos no STF.
A participação indireta de Moraes também incomoda uma ala do STF. Sua esposa, Viviane de Moraes, mantém contrato milionário com o Master. O presidente da Corte, Edson Fachin, está no time dos cautelosos. Observa a distância, mas de forma atenta, o comportamento dos colegas.
De outro lado, ministros mais próximos de Toffoli e de Moraes acreditam que as notícias sobre a dupla possam fazer parte de um movimento maior de pressão ao Supremo. Uma espécie de “operação abafa” para conter a investigação.
No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que empresas ligadas a irmãos de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado aos negócios do Master. Três dias depois, Toffoli mostrou que não está disposto a retroceder e autorizou 42 buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro e familiares.
Ao mesmo tempo, cresce no Congresso a ideia de uma CPMI para investigar relações de ministros do STF com a trama. No dia anterior à segunda fase da operação da PF, um ministro do tribunal disse estar preocupado não com a pressão sobre o STF, mas com eventual a revanche dos colegas contra o suposto vazamento de informações.
Circulou entre ministros do STF a informação de que Moraes mandaria investigar se a Receita Federal e o Coaf haviam divulgado de forma ilegal dados sigilosos de parentes de ministros da Corte. Moraes fez isso e não comunicou nada aos colegas. A assessoria do tribunal não confirmou nem desmentiu o fato.
Outro ministro diz considerar importante averiguar se houve o vazamento de dados. Até agora, os ministros não deram declarações públicas sobre o Master. Sabem que qualquer vírgula fora do lugar pode deixar o tribunal ainda mais vulnerável a ataques.
No fim de 2025, a aposta em Brasília era que o recesso esfriaria a pressão política decorrente das investigações do caso Master. É mais garantido apostar que, com ou sem recesso, o escândalo vai continuar alimentando a tensão entre os Poderes.
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De outro lado, ministros mais próximos de Toffoli e de Moraes acreditam que as notícias sobre a dupla possam fazer parte de um movimento maior de pressão ao Supremo. Uma espécie de “operação abafa” para conter a investigação.
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Ao mesmo tempo, cresce no Congresso a ideia de uma CPMI para investigar relações de ministros do STF com a trama. No dia anterior à segunda fase da operação da PF, um ministro do tribunal disse estar preocupado não com a pressão sobre o STF, mas com eventual a revanche dos colegas contra o suposto vazamento de informações.
Circulou entre ministros do STF a informação de que Moraes mandaria investigar se a Receita Federal e o Coaf haviam divulgado de forma ilegal dados sigilosos de parentes de ministros da Corte. Moraes fez isso e não comunicou nada aos colegas. A assessoria do tribunal não confirmou nem desmentiu o fato.
Outro ministro diz considerar importante averiguar se houve o vazamento de dados. Até agora, os ministros não deram declarações públicas sobre o Master. Sabem que qualquer vírgula fora do lugar pode deixar o tribunal ainda mais vulnerável a ataques.
No fim de 2025, a aposta em Brasília era que o recesso esfriaria a pressão política decorrente das investigações do caso Master. É mais garantido apostar que, com ou sem recesso, o escândalo vai continuar alimentando a tensão entre os Poderes.
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2026-01-20
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